As eleições municipais serão adiadas?

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), deve colocar a PEC 18/2020, que adia as eleições municipais, em votação nesta semana. O texto aprovado pelos senadores adia em 42 dias a realização do primeiro turno (15 de novembro). Apesar de ter encontrado consenso no Senado, a pressão de diversos prefeitos e vereadores gera um impasse principalmente entre os deputados do centrão.

A resistência da classe política deriva da preocupação dos atuais prefeitos de que o adiamento das eleições pode aumentar a percepção da opinião pública sobre os efeitos da recessão econômica e prejudicar as condições de quem busca a reeleição.

Para contornar isso, os deputados devem votar a MP 938/2020, que prevê a recomposição das perdas do que seria repassado da União para os estados e municípios, e ampliar o seu escopo até dezembro (originalmente a recomposição seria garantida até junho). Além disso, o centrão cobra que os senadores aprovem um Projeto de Lei que restabelece a propaganda partidária gratuita no rádio e na TV (proibidas na minirreforma eleitoral de 2017). A tendência é que, com isso, o adiamento das eleições consiga ser aprovado.

As eleições municipais serão as primeiras com a proibição das coligações, alterando a estratégia dos partidos nas candidaturas de vereadores. Outro fator para ficar de olho é a crise sanitária. Com as medidas de isolamento social e a crise econômica, os recursos tradicionais (tempo de TV e acesso ao fundo partidário) serão vantagens ainda mais importantes 

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