O isolamento nos estados e o processo de impeachment de Witzel

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu por unanimidade abrir um processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC), acusado de superfaturamento nas compras de respiradores e ligação com empresários acusados de desviar dinheiro público ao longo da crise sanitária no estado. Os partidos da Alerj devem indicar nesta semana os integrantes que irão compor a Comissão Especial sobre o tema. Nas medidas de controle da pandemia, o estado da Paraíba põe em marcha o plano “Novo Normal Paraíba”, que dispõe sobre a retomada gradual das atividades econômicas no estado.

Na contramão, a cidade de Porto Alegre (RS) retrocede na flexibilização do isolamento social e voltou a restringir, a partir desta terça-feira (16), o funcionamento de estabelecimentos com faturamento acima de R$ 4,8 milhões – medida que deve abranger cerca de 5 mil empresas. A decisão ocorre após o aumento nas taxas de ocupação de leitos de UTI na capital do estado.

A adesão unânime ao pedido de Impeachment mostra que a situação de Witzel é delicada e que o governo estadual não possui uma base consolidada na Alerj. Witzel deve acenar para deputados estaduais e todos os espectros, inclusive para aliados do presidente Jair Bolsonaro. O avanço do processo deve depender de desdobramentos de novas investigações contra o governador e aliados.

Sobre a flexibilização do isolamento social, a tendência é que outros estados e municípios possam adotar medidas similares as de Porto Alegre, provocando idas e vindas nas medidas de isolamento de acordo com o avanço da doença. Vale mencionar que, de acordo com autoridades sanitárias locais, algumas regiões já apresentaram o pico da pandemia (número máximo de casos) ou o nível platô (quando o nível de crescimento “estaciona”). Para atender as diversas demandas, sejam elas econômicas ou sanitárias, as autoridades devem priorizar o alinhamento entre flexibilização e implementação de diversas medidas preventivas. 

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