Ainda há muito por vir nas medidas de isolamento social nos estados

Os estados brasileiros ainda tomam rumos diferentes quanto às medidas de isolamento. Pernambuco inicia nesta segunda-feira (8), o plano de retomada das atividades econômicas. Os primeiros setores abarcados são a construção civil, o comércio atacadista, funcionamento com 50% da capacidade entre 9h e 18h; e os shoppings centers por meio do sistema de drive-thru nos estacionamentos. Clínicas médicas e similares voltam a funcionar normalmente a partir de quarta-feira (10).

No Distrito Federal, o governo determinou o fechamento de todas as atividades não essenciais nas regiões administrativas de Ceilândia – que foi visitada pelo Presidente mais de uma vez durante a pandemia –, Sol Nascente e Estrutural por 72 horas, devido ao alto índice de casos do coronavírus. O governo do Rio Grande do Norte prorrogou o isolamento social por mais 15 dias com regras mais duras, que contará com força policial para fechar estabelecimentos não essenciais. O estado atingiu um dos menores índices de isolamento nos últimos dias (39,4%)  e tem cerca de 96% dos leitos de UTI ocupados em algumas regiões. Em todos os estados, os índices de isolamento social estão cada vez menores.

A diferença no ritmo de respostas que os estados vêm apresentando sobre as medidas restritivas pode ser vista como uma das causas da falta de uma diretriz unificada sobre as ações ao longo da crise do coronavírus. No entanto, apesar das diferenças de ações, nenhum estado brasileiro ainda apresentou uma redução significativa de novos casos e óbitos decorrentes da COVID-19. De acordo com o Ministério da Saúde, essa diferença também é explicada pelas diferentes sazonalidades de cada região. A tendência é de que, a partir da divulgação das taxas de contaminação de alguns locais que iniciaram o processo de reabertura mais cedo, alguns governadores e prefeitos possam rever seus planos e adotar mais cautela para evitar o colapso do sistema de saúde. 

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