FIEMG aponta retração de até 27,6% em Minas Gerais por medidas contra o Coronavírus

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) divulgou suas estimativas de impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus no Brasil e em Minas Gerais.

40,6 milhões de desempregados

Segundo a FIEMG, a depender do tempo de restrições de funcionamento pleno da economia, os impactos podem chegar a uma retração de PIB de até 27,6% em Minas Gerais e até 25% para o restante do Brasil, no caso de supressão com paralisação das atividades econômicas por 90 dias. No mesmo cenário, o Brasil perderia 40,6 milhões de postos de trabalho enquanto Minas perderia 4,9 milhões.

A divulgação ocorre na esteira de declarações do presidente Bolsonaro, que minimizou o impacto da saúde pública, ressaltou os impactos econômicos da crise e abriu guerra aos governadores que impuseram medidas mais restritivas.

Posicionamento de outros mandatários

O Governador de São Paulo, João Doria foi o porta-voz do descontentamento. Foi seguido por outros, inclusive por antigos aliados do presidente, como o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Por outro lado, o Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi o primeiro a fazer declarações alinhadas ao posicionamento do presidente. Em sua conta no Twitter o prefeito afirmou que “se todos colaborarem, seguindo as medidas, em 15 dias poderemos retomar as normalidades.”

Enquanto isso em Minas Gerais

Por enquanto, tanto o governador Romeu Zema  quanto o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mantêm o discurso de “ficar em casa”, mas a pressão sobre eles deve aumentar à medida que os índices econômicos deterioram. Comentando em sua conta no Twitter a reunião que teve hoje como presidente Bolsonaro, Zema afirmou que compartilha com o presidente a preocupação com a questão econômica.

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