Sinal de Alerta no Palácio do Planalto: Aumento das passagens do transporte público gera tensão

Desde o início do ano, sete capitais brasileiras realizaram reajustes nos preços das passagens do transporte público. Além de São Paulo e Brasília, o aumento foi realizado em Boa Vista, Macapá, Recife, Vitória e Campo Grande.

A correção tem aumentado a tensão política nos estados. O Movimento Passe Livre, responsável pelas grandes mobilizações de junho de 2013, já tem convocado uma série de protestos em diversas capitais.

Em Brasília, onde o aumento foi de 10% no preço das passagens, as manifestações acontecem na terça-feira (14) e em São Paulo uma nova mobilização ocorre na quinta-feira (16). Duas capitais já recuaram no aumento de passagens: Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG).  Na capital mineira, logo na primeira semana do ano, o aumento das passagens de ônibus em Belo Horizonte foi barrado pela Justiça neste fim de semana.

As mobilizações acenderam o sinal de alerta dentro do Palácio do Planalto. O maior temor é que as manifestações se proliferem pelo país e acabem sendo direcionadas contra o governo federal. Para evitar que o Brasil presencie tumultos semelhantes aos movimentos que tomaram as ruas do país a partir de 2013, e aos protestos que ocorrem no Chile desde o ano passado, o presidente Jair Bolsonaro tende a fazer alguns acenos em propostas do campo social (vide mudanças no Bolsa Família) e se distanciar retoricamente dos governantes que reajustaram o preço do transporte público.

Por enquanto, a tendência atual é de que as manifestações não atinjam o mesmo patamar de 2013, mas a temática deve ser altamente explorada nas disputas municipais. A tensão também pode afetar o envio pelo governo de propostas menos populares ao Congresso, em especial a Reforma Administrativa.

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