Uma boa notícia?

Publicado em

Estudo recente produzido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), publicado em julho deste ano, aponta que a concentração de altas de taxas de crimes em grandes centros urbanos está começando a seguir uma dinâmica diferenciada, a qual alguns autores caracterizam como interiorização da violência.Segundo esta fonte, em 1999, 69% das mortes violentas do país ocorreram em regiões metropolitanas. Seguindo uma regressão anual, em 2008, esses grandes centros registraram 57% das mortes (12% a menos). Alguns analistas afirmam que esta redução está ocorrendo, principalmente, devido ao percurso do tráfico de drogas em municípios do interior de vários Estados brasileiros, sendo alguns produtores e outros corredores para o seu transporte.Para outros pesquisadores, a queda no número de homicídios em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e, principalmente em São Paulo (onde houve a maior redução) seria a explicação para essa tendência de queda da concentração dos homicídios nas regiões metropolitanas.Não obstante, em 2008, segundo o estudo da CNM, 57% dos homicídios estariam concentrados nas regiões metropolitanas, sendo que utilização de armas de fogo para o cometimento desses crimes, nessas regiões, teria aumentado.Participando de um seminário nacional sobre os problemas das metrópoles brasileiras, realizado em Natal nestes dias, observei – pelas exposições de vários estudiosos -, que algumas capitais do nordeste, como Recife por exemplo, tem indicadores altíssimos de crimes contra a vida (aliás, no Brasil, as taxas de homicídios, no geral, são muito altas).Porém, quando analisamos os números absolutos dos homicídios, pareceu-nos que há uma diminuição dos assassinatos no Brasil, nos últimos dois anos. Essa diminuição seria uma tendência, ou simplesmente um breve refluxo? Essa pergunta só poderá ser  respondida se, nos próximos cinco anos, pelo menos, tivermos queda nas mortes violentas em nosso país. 

O estudo da CNM pode ser acessado no endereço: http://portal.cnm.org.br/sites/5700/5770/16072010_Estudo_Armas_de_Fogo.pdf 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *