SOBRE O (VELHO) MINISTÉRIO DE DILMA…

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Abaixo, um gráfico com a composição do Congresso, a partir de 2015. O mais conservador, desde a ditadura. 
1. Com o chamado “presidencialismo de coalizão”, o presidente só governa com apoio do Congresso. Mais que isso: a nossa Constituição impõe ao presidente a necessidade de compor maiorias no Congresso. Se partir para o confronto, não somente perde votações, mas corre o risco de perder o cargo (lembremos de Collor). 

2. A parcela de políticos considerados de esquerda é de cerca de 20% do Congresso. Ou seja, a depender da esquerda no Congresso, a presidente está perdida. 

3. Ao contrário do senso comum, os votos que deram a vitória a Dilma e Lula são uma composição de votos de esquerda, centro e centro-direita.

4. Feitas essas ressalvas, entende-se porque Dilma montou o ministério mais conservador dentre todos os governos do PT: seu ministério é uma espécie de retrato da guinada à direita que apareceu nas urnas, nas eleições desse ano.

5. Lembremos do primeiro ministério de Lula: todos pensavam que seria um ministério de “notáveis da esquerda”. E, a partir da “Carta ao Povo Brasileiro” , todos entenderam que para governar, Lula teria que reeditar os famosos “pactos com as elites”.

6. Portanto, mesmo contrariadíssimo com o ministério de Dilma, tenho que, friamente, entender que esse ministério simplesmente reflete o momento político atual, com o incremento da direita no Brasil. 

7. Se quisermos mudar essa situação, movimentos sociais e setores da esquerda, precisamos começar a trabalhar muito para que em 2016 voltemos a eleger políticos de esquerda. Caso contrário, todos sabem muito bem o que acontecerá em 2018. É só dar uma “olhadinha” no que acontece na velha Europa…

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