Sobre o patrimônio dos presidenciáveis

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Aécio Neves:Segundo informações da Justiça Eleitoral, desde 2010, quando concorreu como candidato ao Senado, Aécio teve um aumento patrimonial de mais de R$ 1,8 milhão de reais, ou seja, 303% no período. Aécio declara cotas numa emissora de rádio e ações dos Diários Associados. A Rádio Arco Íris, uma pequena emissora, tinha, há dois anos, uma frota de doze veículos, alguns de alto luxo. Trata-se de uma emissora de rádio que não produz conteúdo jornalístico. Precisa dessa frota? Aécio elencou entre seus bens um apartamento, num dos cartões postais do Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 109.550,00. O apartamento em questão, de 279 metros quadrados, duas vagas de garagem e quatro quartos, está avaliado em R$ 6,5 milhões, de acordo com imobiliárias locais.  Segundo o Painel, da Folha de São Paulo (edição de 20/07/2014), “a campanha de Aécio Neves correu à Prefeitura de Belo Horizonte nos últimos dias para mudar o registro de uma sala comercial. Os boletos de IPTU estavam em nome do candidato, mas o imóvel não aparece em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral. A operação foi deflagrada depois que um blog petista acusou o tucano de esconder parte de seu patrimônio. Os boletos agora estão em nome da NC Participações e Administração, empresa da qual Aécio é acionista. NC são as iniciais de Neves da Cunha, sobrenome dele. O candidato declarou R$ 9.819 em ações da NC, registrada na Receita como consultoria e administradora de “caixas escolares”. O imóvel em nome da firma tem valor venal de R$ 160 mil. Outras salas do prédio são anunciadas por até R$ 350 mil”.

Dilma Rousseff:Dilma teve seu patrimônio aumentado em 64% desde as eleições de 2010. Sua posse de maior valor seria um terreno em Porto Alegre, avaliado em R$ 338 mil. A presidenta também, declarou que seu apartamento, na Avenida João Pinheiro, no centro de Belo Horizonte, com três quartos, valeria R$ 118.611. Mas o imóvel é avaliado, hoje, na faixa dos R$ 700 mil.

Eduardo CamposO ex-governador de Pernambuco declarou um patrimônio de R$ 546 mil à Justiça Eleitoral. Cá entre nós: dá para acreditar? 

A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos que desejam disputar cargo eletivo. Mas é uma historinha de faz-de-conta. A Justiça Eleitoral sequer faz uma comparação entre as declarações que lhes são prestadas e aquelas feitas à Receita Federal.  

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