Republicando: PCC já é internacional e cresce em Minas

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Durante o 6º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (que aconteceu em julho deste ano, em Porto Alegre), uma sessão especial coordenada por Guaracy Mingardi (da FGV) debateu a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro e fora dos presídios. O debate contou com a participação de pesquisadores que estudam a organização criminosa e de operadores do sistema de segurança pública e do sistema de justiça criminal que atuam no monitoramento e repressão ao PCC.O promotor de Justiça e integrante do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – criado pelo Ministério Público de São Paulo, em 1995, para combater organizações criminosas), Flávio Okamoto, fez algumas revelações preocupantes:Atualmente, o PCC controla mais de 130 dos 151 presídios de São Paulo.A organização criminosa tem seis mil membros “batizados” dentro do sistema penitenciário paulista; dois mil integrantes em liberdade e cinco mil membros fora do estado de São Paulo.O PCC atua em 22 estados, no Distrito Federal, no Paraguai e na Bolívia.Entre janeiro e setembro de 2011, o maior crescimento dos membros “batizados” do PCC foi em Minas Gerais. Foram 90 novos integrantes no período, com um crescimento de 20,88% (o maior entre os 22 estados onde há registro de atuação da organização criminosa). Em Minas, o PCC atua principalmente nas penitenciárias do sul do estado.Provando que a organização criminosa está em franca expansão, em quatro meses do ano passado 431 novos membros do PCC foram “batizados”: 369 dentro do sistema prisional e 62 atuando nas ruas.A atuação do PCC, alertou o promotor, não está circunscrita a São Paulo; é nacional e já começa a se expandir para outros países. E mais, caso a organização criminosa consiga dominar a produção das drogas estaremos a um passo da criação de um grande cartel do crime no Brasil.Lembremos que o PCC começou dentro dos presídios, dado a caótica situação do sistema prisional brasileiro (maus tratos, corrupção, violência, tortura). Sintomaticamente, há um grande incremento da massa carcerária nos últimos anos e, simultaneamente, ampliação da atuação do PCC. É preciso que os governos reconheçam a situação, ao invés de tentarem tamponar o gravíssimo problema…(Publicado neste blog em 18/07/2012)

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