Quem ganhou e quem perdeu? E o discurso oco da divisão do Brasil

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Quem perdeu esse segundo turno das eleições presidenciais?
– O PODER ECONÔMICO E SUAS MARIONETES: principalmente, os barões da grande mídia e seus ventríloquos;
– O PODER JUDICIÁRIO: pela leniência, seletividade e parcialidade na aplicação isonômica da justiça;
– OS CONSERVADORES RAIVOSOS: que, saudosos, querem um Brasil para 30% dos brasileiros;
– OS PAULISTAS, que quiseram se impor (sendo os mais ricos e se sentido os donos do Brasil), aos demais brasileiros;
– Marina e Aécio: que se aliaram a setores reacionários e raivosos, de forma pragmática, numa campanha baixa e violenta:
– Os marqueteiros do PSDB e do PT, que enojaram os brasileiros com tanta baixaria;
– Em certa medida o PT: que com suas alianças pragmáticas, permitiu o avanço do conservadorismo nesse país.
RÁPIDA REFLEXÃO SOBRE A FALÁCIA DA DIVISÃO DO BRASIL:
– Sob o ponto de vista histórico, político e sociológico, o Brasil sempre foi um país dividido. Vejamos:
1. A história nos confirma que desde sua invasão (também conhecida como descobrimento), o Brasil foi subjugado (pela cruz e espada) por um grupo de estrangeiros, que aqui violentamente dominou seus habitantes autóctones. 
2. Esse grupo de dominadores, nos mostra a sociologia, constituiu-se em poderosa elite social , política e econômica, começando com uma elite agrária e depois se transformando numa elite urbana que, novamente, se impôs aos demais habitantes desse país.
3. Os dominadores do Brasil rural (capitães hereditários, senhores de engenho, coronéis) e do Brasil urbano (elite industrial e econômica e, mais recentemente, intelectual), associados aos grupos econômico-financeiros, aos barões da mídia e a uma Justiça seletiva e desigual, se impuseram no Brasil urbano, não permitindo a vocalização e a expressão política da maioria dos brasileiros. Foram coniventes com um país com 30% privilegiados e 70% de excluídos. Direitos não eram garantidos de forma isonômica.
4. Recentemente, num país mais democrático e plural, vozes silenciadas secularmente têm aparecido com mais vigor. Esse positivo sinal da melhoria da qualidade de nossa democracia deveria ser celebrado. Afinal, uma nação é o resultado das oportunidades iguais para todos. 
5. Mas, infelizmente, grupos da elite atrasada brasileira, saudosos daquele país que comportava e permitia privilégios para 30% de seus cidadãos, não aceitam um país mais diverso, plural e democrático. 
6. Querem, agora, usar o discurso da divisão para continuar disseminando o ódio e a mentira. Toda disputa política, ainda mais quando se dá de forma bastante aguerrida, produz algum tipo de divisão. Isso, também, faz parte do processo democrático. As divisões explicitam modos de entendimento diferenciado acerca do estado, sociedade, prioridades de governos, etc. Passada a disputa eleitoral, o eleito representa o conjunto da população que, por sua vez, reconhece no representante democraticamente eleito a liderança legítima para dirigir os rumos da cidade, do estado e do país. É assim que funciona a democracia. O contrário,, é ditadura, fascismo, etc.
7. As regras do jogo são claras: ganha quem tem 50% mais um dos votos válidos. O discurso segundo o qual quem obteve 53 milhões de votos não representa o povo brasileiro é tão ridículo e sem fundamento que sequer merece ser aprofundado.
8, Por fim,como dizia Mário Quintana: “Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho. Eles passarão. Eu passarinho!”

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