O FATOR MARINA SILVA – breves comentários

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– Os pessebistas históricos e programáticos estão numa encruzilhada: se Marina for candidata tem potencial para derrotar Aécio no primeiro turno e Dilma, no segundo. Neste cenário, o PSB ganha, mas não leva. Porque Marina, no ano que vem, será da Rede. Mas, o pragmatismo, com certeza, triunfará!

– Marina tem muitas qualidades “políticas”. E um grande defeito: não se enquadra quando é contrariada num partido. Quando conseguiu destaque, peitou o PT, perdeu e saiu. O mesmo processo se deu quando de sua rápida passagem pelo PV. É claro que não se enquadrará no PSB (um partido que tem de empresário neoliberal a militante de movimento social). Não é à toa que Marina Silva tenta fundar um partido à sua imagem e semelhança: a Rede. – Os pessebistas pragmáticos, ávidos por cargos e poder (e não são poucos), e alguns de seus aliados (tipo Roberto Freire, do PPS – pragmático doutrinado no comunismo) querem Marina a qualquer custo: já “cheiram” os odores do poder e começam a sentir o gostinho de vinganças… – Eduardo Campos fez aliança com partidos e candidatos do centro e da direita (até com ruralistas) para viabilizar sua candidatura. Nessa aliança, Marina estava muito confortável na condição de vice. Mantinha o discurso de abrir mão de alguns princípios em prol de um projeto maior. Mas como cabeça de chapa enfrentará, pelo menos, dois dilemas: um prático; outro ético. Pragmaticamente servirá “a Deus e o diabo”, indo contra seus princípios religiosos e morais ao manter as alianças costuradas por Campos. Sob o ponto de vista ético, poderá perder parte de seus admiradores. Guinadas à direita, a vista… – Marina, evangélica conservadora, ainda terá outros dilemas. Sabe que, como candidata, terá que enfrentar temas espinhosos numa empreitada inesperada. Mas, como “salvadora da Pátria”, também sabe que seu nome pode, enfim, significar a terceira via (viável) nessas eleições.  – O jogo começa a esquentar antes do início dos programas políticos gratuitos no rádio e TV. Quem poderia imaginar isso?ATUALIZANDO…1. Que a espetacularização da morte de Eduardo Campos não se transforme no lenitivo para os males nacionais, nem no mote de campanha dos velhacos oportunistas de plantão (turbinados pela mídia conservadora e elitista) que, ultimamente derrotados nas urnas, precisam recorrer a expedientes dos mais perversos objetivando guinadas à direita…2. As camisetas já estavam preparadas: “Não vamos desistir do Brasil”. Realmente, a campanha na TV já começou. Os marqueiros e os políticos sem escrúpulos não têm limites. Espetáculo deplorável e lamentável… Vale tudo!

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