Grupos Juvenis urbanos: a grande maioria é “”do bem””

Publicado em
A imprensa mineira noticiou nos últimos dias uma série de violências (física, preconceitos, discriminações, xingamentos) cometidas por alguns grupos de jovens que se socializam através da manifestação de diferentes formas de violência urbana.
É muito importante destacar que a imensa maioria das chamadas “tribos juvenis urbanas” – grupos de jovens que se associam em de diferentes formas de cultura , comportamento e modos de vida – se caracteriza pela demonstração de valores positivos. Aliás, os jovens – ao contrário de certa cantilena que tenta colocá-los no lugar do imobilismo e alienação – têm demonstrado enorme potencial transformador: vejam o que acontece na chamada “primavera árabe” – grupos juvenis lideram os protestam que derrubam ditaduras históricas…
É fundamental que os cidadãos que vivem e dão “vida” à cidade aprendam a valorizar, respeitar e conviver de forma pacífica com diferentes formas de expressão cultural e simbólica. A cidade é um espaço de convivência e interação. Nela todos devem ter garantido, indistintamente, seus direitos de expressão. Devem prevalecer nas relações sociais a urbanidade e a civilidade; ou seja,  a tolerância, o respeito às liberdades e as diferenças.
Obviamente, não se deve tolerar manifestações que se baseiam no ódio, preconceito, violência e discriminação. Esse tipo de comportamento deve ser objeto de atenção da sociedade (família, escola e outras instituições) e dos gestores públicos (responsáveis pela garantia do convívio harmônico entre as pessoas). Assim, ações de prevenção e, eventualmente, de repressão (nos limites da legalidade), devem ser tomadas todas as vezes que grupos de arvoram no sentido de tentar impor “seus valores, crenças e modos de vida”.
Muitos têm procurado um “bode expiatório” para justificar a ação violenta de alguns poucos grupos de jovens. Culpam a internet e as redes sociais como sendo as responsáveis pela propagação da violência desses segmentos. Na verdade, a internet é um maravilhoso espaço que propicia enormes possibilidades de ação coletiva e algo muito importante tem ocorrido à medida que as pessoas usam desse instrumento para se associarem e solidarizarem em causas, objetivos e utopias comuns. Claro que, como qualquer ferramenta de comunicação que propicia a interação entre as pessoas, da mesma forma que o mundo virtual possibilita a ampliação das redes de solidariedade, de vocalização de demandas, de expressão dos segmentos historicamente alijados dos grandes veículos de comunicação, etc., também pode permitir a coligação de pessoas para fins perversos.
Por isso, nada de censura na internet. O que vale é a liberdade, com responsabilidade e com responsabilização dos que utilizam desse meio de forma criminosa. E muita atenção de todos, principalmente para as associações voltadas para fins bélicos, preconceituosos ou que se caracterizam pelas diversas formas de violência.
Todos somos responsáveis pela construção de uma cultura da paz nas cidades, baseada no respeito às diferenças, na tolerância, na solidariedade. Se cada um fizer a sua parte (e os governantes das várias esferas de governo cumprirem com seus deveres) poderemos viver em cidades mais pacíficas.
No link abaixo, matéria da TV Alterosa sobre o tema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *