Eleições na Venezuela: EUA tentam convencer Brasil a “”melar”” o pleito

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A grande mídia, lastreada como sempre no que determina as grandes agências de comunicação –- serviçais do G – 8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá e Rússia) — fez intensa campanha tentar deslegitimar o pleito que elegeu Nicolas Maduro presidente da Venezuela. Os líderes da UNASUL (União das Nações Latinoamericanas), atentos a tentativa de golpe midiático-conservador se reuniram em caráter extraordinário no Peru e jogaram um balde de água fria nos golpistas, legitimando o pleito venezuelano. No front dessa batalha, como sempre, os EUA, cão de guarda do mundo dito “civilizado”. Veja que os norte-americanos não pouparam esforços implícitos, explícitos e desesperados para desestabilizar o processo eleitoral venezuelano. Querem alçar, via golpe de direita, o oponente de Maduros à presidência. Aliás, apoiar golpes de direita na América Latina é especialidade dos EUA há tempos… Abaixo, reproduzo trecho da coluna da jornalista Monica Bergamo no qual fica evidente esse tipo de indecorosa estratégia. Num jantar com diplomatas do Itamarati, Susan Rice, representante permanente dos EUA na ONU, tenta convencer o chanceler Antonio Patriota a questionar o pleito na Venezuela. Os diplomatas brasileiros — que não são bobos, nem fazem os jogos de antanho –, lembraram a ilustre ianque que na eleição com cheiro (e algumas evidências) de fraude de Bush Filho, a Suprema Corte Estadunidense não aceitou a recontagem dos votos. E o governo brasileiro, ancorado na autonomia e independência dos países, reconheceu o processo eleitoral. Ou seja, se o processo norte-americano foi respeitado pelos demais países, por que desrespeitar o processo venezuelano. Dois pesos, duas medidas? Veja detalhes da tentativa frustrada de convencimento da representante estadunidense na coluna da jornalista Monica Bergamo.   PAPEL PICADO A Venezuela foi tema do almoço entre Susan Rice, representante permanente dos EUA na ONU, e o chanceler brasileiro Antonio Patriota, anteontem, em Brasília. Ela defendeu a necessidade de recontagem dos votos para que Nicolás Maduro seja reconhecido como vencedor por outros países. Os diplomatas brasileiros rechaçaram. E até citaram eleições nos EUA que foram questionadas.

PICADO 2 Um dos diplomatas lembrou que, em 2000, mesmo com acusações de fraude na eleição de George W. Bush, o Brasil reconheceu prontamente o resultado –o Itamaraty diz que cabe ao sistema interno de cada país resolver esse tipo de questão e que os outros não poderiam “meter a colher”. Naquele ano, Bush foi declarado vencedor depois de a Suprema Corte negar recontagem manual de votos na Flórida.

SOPA

A Venezuela então saiu do cardápio e o almoço continuou em clima ameno. Susan Rice saboreou um frango grelhado com vegetais feito especialmente para ela. O prato principal do dia era ensopado de galinha-d’angola.

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