As pesquisas de intenção de votos à beira do primeiro turno

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Fonte: Folha/Instituto Datafolha/FolhaPress.
O velho ditado segundo o qual “eleição e mineração, só depois da apuração” ainda é atual. Nas últimas eleições, mesmo com a sofisticação das pesquisas de intenção de votos, observamos mudanças significativas na reta final de várias eleições e, inclusive, alguns resultados que contrariaram até pesquisas de boca-de-urna. Mas, pelo dados das pesquisas divulgadas hoje, podemos inferir que:

– Em Minas, Pimentel será eleito em primeiro turno (Quem diria! Há três meses atrás, Aécio afirmava aos quatro ventos que teria 3 milhões de votos a mais no Estado. Ele está empatado com Dilma e seu candidato a governador não consegue chegar a 30% na preferência dos eleitores mineiros).

– No cenário federal: Dilma tem cerca de 30% de ser eleita já em primeiro turno. Alguns dados dão conta que ela tem 47% dos votos válidos. Ou seja, está a três pontos de liquidar a fatura de imediato. Pouco provável, mas não impossível. 

– A disputa do segundo colocado para um eventual segundo turno parece acirrada. Penso que, com os números divulgados pelos institutos de pesquisa hoje, Marina tem um pouco mais de chances que Aécio (tipo, 70% a 30%) de passar para o segundo turno. Então, o debate na Globo poderá, para esses dois candidatos, ser decisivo. Não sei se a tática que ambos anunciaram de atacar Dilma redundará em efeito a favor de um ou outro. Será que, com esses números de hoje, os dois entrarão num embate mais frontal? Vamos ver…

– Se Aécio conseguir levar a eleição para o segundo turno terá, pelo menos por enquanto, um respiro. Caso contrário, ele será o maior derrotado nessas eleições. E, nesse caso, com ele o PSDB que deixará de ser o partido referencial das oposições. 

– Numa disputa de segundo turno entre PT e PSDB, com o nível de violência dessa campanha, sairemos das urnas com um país dividido e o partido perdedor terá muita dificuldade de recomposição para as próximas disputas nacionais. Por isso, essa campanha é guerra de vida e morte para o PT e o PSDB.

– Por fim, o PT, único partido que tem um eleitorado fidelizado, tem demonstrado capacidade de reação: o caso mais emblemático é no Rio Grande do Sul. Disputar uma peleja com a senadora Ana Amélia, a queridinha da RBS/Globo não é fácil. E Tarso Genro está mostrando uma enorme capacidade de resiliência.

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