A grande mídia e a violência manipuladora nas eleições

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Mesmo agonizante (com o advento das redes sociais, a perda de audiência e leitores e a gradual democratização da comunicação no Brasil), a grande mídia transformou, mais uma vez, a campanha eleitoral para presidente num espetáculo político-midiático, comandado pelos oligopólios da comunicação, suas apostas e preferências. Uma reforma política, de verdade, precisa avançar no controle democrático e social da velha mídia. Há que se enfrentar, sem medo, essas capitanias hereditárias do ar que, de forma contumaz, tentam impor suas vontades. A mídia tradicional é o meio mais contundente de se propagar e exaltar a violência, inclusive a violência simbólica utilizada em doses cavalares nessas eleições. Infelizmente, muitos marqueteiros dos partidos e candidatos embarcaram nessa estratégia violenta, ancorando suas apostas nas mentiras, escondendo informações, maquiando dados e fatos. Como disse o Papa Francisco: “Hoje o clima midiático tem suas formas de envenenamento. As pessoas sabem, percebem, mas infelizmente se acostumam a respirar da rádio e da televisão um ar sujo, que não faz bem. É preciso fazer circular um ar mais limpo. Para mim, os maiores pecados são aqueles que vão na estrada da mentira, e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação”.

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