A entrevista de Marina no JN

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Preciso me esforçar para ser justo. Todos sabem: detesto Globo, JN, Bonner e cia. limitada. Detesto, enfim, os grandes grupos empresarias que sustentam a mídia brasileira (capitanias hereditárias do ar). Mas, devo reconhecer: ontem, no JN, o casal (quase 20) colocou três temas espinhosos para Marina (coisa que Dilma e Aécio, ensimesmados como sempre, não tiveram coragem e feeling de pautar):

1. Como é possível UMA NOVA POLÍTICA quando o vice da candidata (defensora-mor do meio ambiente) é financiado por fabricantes de armas e bebidas; defendeu pesquisas com células-tronco embrionárias (contrariando princípios religiosos de Marina); articulou votação da lei dos transgênicos, etc? Ficou óbvio que a aliança Marina – Beto Albuquerque é puro pragmatismo e oportunismo eleitoral…

2. Como é possível que, sendo tão virginal, pura e casta, Marina tenha ficado em terceiro lugar nas eleições presidenciais de 2010 em seu estado (Acre)? Essa desculpa de que “santo de casa não faz milagre” é ridícula…

3. E o avião do PSB e do Eduardo Campos (o novo santo brasileiro) comprado com caixa-dois e com dinheiro de usineiros? Isso também não é evidência do pior da velha política?

– E a questão da “Neneca” do Itaú, que sequer foi pautada ontem?

Muitos jovens estão encantados com a candidata da “nova política”. Ontem, vi entusiasmados estudantes aqui na PUC exaltando qualidades angelicais de Marina. Continuarão pensando assim, depois que aparecerem os podres por detrás do embalagem?

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