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Rosa Maria Miguel Fontes Jornalista e escritora. Contato rosamaria.fontes@hotmail.com

“Coleção Travessia”

Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, e Biblioteca Nacional de Cabo Verde, na África, lançam coleção de livros infantojuvenis que tratam de direitos humanos.

O design Maurizio Manzo ilustrou os três livros da coleção

 

A Editora Massangana, integrante da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV), na África, dá continuidade aos lançamentos virtuais dos livros com a apresentação da “Coleção Travessia – Para se ensinar a ler o mundo em prol de uma cultura de paz”. Com a abordagem dos direitos humanos por meio da ficção, a coleção conta com os seguintes títulos: “Tudo tem Cor”, de Sandro Cozza Sayão; “Olha o Mundo!”, de Luana Freire; e “Os Sapatos de Amarati”, de Joana Cavalcanti. As ilustrações dos livros são todas de Maurizio Manzo.

“Fiz ilustrações diferentes para cada obra com o objetivo de personificá-las. Criei também uma identidade visual com imagens e cores para coleção, que costura e liga todos os volumes. Durante o processo, o apoio da editora foi excelente”, declara Maurizio Manzo.

A “Coleção Travessia” foi criada para que crianças e professores que têm como berço a língua portuguesa, sobretudo em Cabo Verde e no Brasil, possam transformar as suas vidas e seus contextos a partir da leitura, da reflexão crítica, construindo ‘mundos no mundo’ por meio da solidariedade, da empatia e do respeito ao outro.

Uma travessia de saberes por meio da literatura. Assim os autores da “Coleção Travessia – Para se ensinar a ler o mundo em prol de uma cultura de paz” apresentam suas obras. “Estamos em um momento estranho no mundo e, mesmo assim, conseguindo lançar essa coleção, afirma Joana Cavalcanti, autora do livro “Os sapatos de Amarati”. Ela relatou que teve uma vivência com os professores e alunos do país de Cabo verde. Na visita, pôde sentir o contexto das problemáticas, conversar e assim construir o texto.

Os autores Sandro Cozza Sayão, Joana Cavalcanti e Luana Freire falam dos direitos humanos por meio da ficção

“A coleção saiu de uma demanda, de uma necessidade. A cultura de paz foi apontada nas obras, pois havia a problemática de violência escolar e preconceito. Verifiquei isso conversando com as crianças. Dessa forma, o trabalho foi encontrar textos que falassem com muita apropriação e sensibilidade de medo, violência e gênero, por exemplo. Temas importantes para todos, até mesmo para crianças que nem sempre sabem verbalizar sobre o assunto”, destacou Joana.

O livro “Os sapatos de Amarati” trata sobre a exclusão social. “Toda a história se desenvolve a partir da condição social de Mariquinha, mas também da superação pelo amor e pela capacidade de fazer da voz um instrumento de poder. Gostaria que qualquer leitor encontrasse em Mariquinha a força para a mudança. Que ela seja a denúncia para qualquer tipo de exclusão e violência”, afirma Joana Cavalcanti.

“Os sapatos de Amarati”

Já a obra “Tudo tem cor” tem como mote a pluralidade. “Ela trata da diversidade, mostrando o nosso mundo colorido, recheado de cores. Trago também uma reflexão de como seria monótono o mundo se tudo fosse igual. A maravilha da vida é a pluralidade. Com cores diferentes, a diversidade é construída e forma aquilo que chamo de humano”, destaca Sandro Cozza Sayão.

“No mundo, o maior problema não são as diferenças, mas as indiferenças. Como posso pensar que todos os cabelos, olhos e cores devem ser iguais? No livro, faço a reflexão de que tudo é diferente, só que muitas vezes querem nos impor uma monotonia sem cor. Eu passeio pelas cores convidando o público a conversar sobre o que proponho”, concluiu o autor.

As ilustrações de Maurizio Manzo para o livro “Tudo tem cor” têm o reconhecimento internacional, uma vez que foram selecionadas para um Festival de Ilustração, que é muito disputado e realizado anualmente na Sérvia, além do livro ser exposto em outro evento mundial e com ampla participação de ilustradores: a Bienal da Bratislava, capital da Eslováquia, estante do Festival BookILL.

“Tudo tem cor”

 

As histórias do livro “Olha o mundo!” trazem uma mensagem sobre diferença e aceitação. “Acredito profundamente que as crianças são capazes de entender os pensamentos da obra. No fundo é uma maneira de falar com os mais novos sobre muitas realidades, trazendo leveza para assuntos que, muitas vezes, os adultos encaram de forma controversa, como cor, gênero, liberdade, medo, tristeza, aceitação, autoestima”, ressalta Luana Freire.

No livro dessa autora desenvolvem-se quatro histórias. Com o título “Olha o mundo!”, a obra trata de assuntos como raça, questões de gênero e medos. “Os textos nasceram de inúmeras conversas com minha filha Matilde, claro que com elementos fantásticos a mais. Desde que comecei a missão de ‘maternar’, me preocupo muito com o educar. Com a obra, quero que isso se estenda às crianças que, muitas vezes, não têm orientação sobre essas questões”, afirmou.

“Olha o mundo!”

Quem quiser adquirir os livros deve procurar a Editora Massangana pelos telefones 3073-6317 ou 3073-6321.

 

 

 

 

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