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Wilson Renato Pereira é jornalista especializado em cultura cervejeira, autor da Coluna "Cerveja&Cia" na revista Mercado Comum, palestrante.

Queijos, ótima companhia para a cerveja


Normalmente harmonizados com vinhos, os queijos também são excelentes opções para acompanhar os diversos estilos de cerveja. Um destaque vai para um conhecido personagem da cultura regional mineira: o queijo artesanal de leite cru, cujas receitas têm sido passadas de geração a geração por nossos produtores rurais.
Nossos queijos também despertam interesse e aguçam a criatividade de chefs da alta gastronomia, inscritos nos cardápios mais requintados e ganhando prêmios internacionais.
O modo de fazer é único e exclusivo de cada lugar e fatores como clima, altitude, pasto, água e até mesmo a forma de manipulação determinam a personalidade dos produtos. Os queijos artesanais de qualidade precisam de tempo e condições próprias na maturação para que microrganismos presentes no ambiente possam agir. É na versão curada que adquirem sabor marcante.
Os nossos produtores vêm aperfeiçoando sua atividade e, por causa disso, o queijo artesanal mineiro passou a ser ainda mais procurado, rivalizando em qualidade e preço com estrangeiros como o gorgonzola, edam, camembert e outros. É o que se percebe nas lojas especializadas e restaurantes e foi o que vimos na região da Serra da Canastra, sudoeste mineiro, onde nasce o rio São Francisco.
A fabricação do queijo cru é parte importante da história de Minas Gerais, envolvendo uma maneira própria de manipular o leite, usar coalhos naturais, prensar e maturar a massa, mantendo a aparência e sabor específicos da origem. Para entender melhor tudo isso, é preciso conhecer as histórias, o jeito de trabalhar e viver de quem produz.
A evolução da demanda por produtos gourmet fez surgir uma nova profissão por aqui: os afinadores de queijos, que se abastecem dos bons produtos vindos das regiões da Canastra, Serro, Araxá, Serra do Salitre e outras, dando a eles tratamentos e condições de maturação que resultam em queijos que nada ficam a dever aos mais complexos e sofisticados do mundo. Um deles é o administrador de empresas Gabriel Valadão e outro o engenheiro agrônomo João Bello, considerado por seus clientes um verdadeiro “bruxo” na arte da cura de queijos.
Hoje, 9.500 produtores mineiros são responsáveis por 85,5 mil quilos diários de queijo artesanal de leite cru, movimentando mais de R$ 370 milhões anualmente. Uma das principais demandas deles é a realização de pesquisas para permitir que a atual legislação seja modernizada, desenvolvendo o setor que produz o mais tradicional cartão de visita de Minas Gerais.

A CERVEJA DA VEZ

LIVIN’ THE DREAM
Produzida pela cervejaria Koala San Brew, do Jardim Canadá, Nova Lima, MG, a Livin’ the Dream é uma Northeast Double IPA com 8,5% de teor alcoólico e IBU 85. Ou seja, intensidade de lúpulo para nenhum hopmaniac colocar defeito. É uma bebida clara, turva e com aroma tropical e frutado intenso, que remete a abacaxi, hortelã e kiwi. O amargor está presente, porém macio, arredondado e agradável.
O estilo tem origem no estado de Vermont, EUA, representando uma inovação dos cervejeiros artesanais americanos, cuja principal característica é ultrapassar qualquer limite para satisfazer quem gosta de cervejas extremas. Melhor servida a temperaturas entre 5 e 7 graus centigrados e em copo Pint, harmoniza bem com queijos fortes e untuosos, tipo o gorgonzola, e com carnes com maior teor de gordura.

Com Cerveja, Uai!

Wilson Renato Pereira é jornalista dedicado a difundir a cultura cervejeira de qualidade. Autor da coluna "Cerveja&Cia" na revista Mercado Comum e palestrante.

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