Skip to main content
 -
Vicente Ribeiro
Jornalista, formado em comunicação social na UNI-BH e entusiasta do lifestyle saudável, com foco no mundo esportivo, casual e também na body art. Siga seus instintos, corra atrás dos objetivos e invista no seu look: personalidade acima de tudo! Just be yourself...

 - Giuliana Maia
Por profissão estilista, mas antes, amante da transformação da matéria prima em produtos. Formada em moda e em marketing, com 14 anos de atuação no mercado, reuniu seus conhecimentos e aspirações para fundar a Caráter e nela traduzir o melhor do universo streetwear.

Os brutos também amam: homens aderem aos acessórios com estilo

Anéis em forma de caveira compõem a linha skull e estão entre os mais procurados

Anéis, pulseiras, pingentes, colares viraram peças obrigatórias no vestuário e no lifestyle masculino. O crescimento da procura motivou uma alta sem precedentes no mercado dos acessórios para os homens. Se antes isso era algo visto até com certo preconceito – quem não se lembra do termo metrossexual? – a prática de ornamentar o corpo se transformou em algo comum no universo masculino.

Peças com design variado e ousado, com tom fosco ou mesmo em prata brilhante, mesclado com madeira, ganharam força no mercado dos acessórios para homens. O dourado do ouro, até pelo custo elevado, aos poucos teve a procura reduzida. De uns anos para cá, o handmade – materiais produzidos de forma customizada para atender o cliente – surgiu como uma espécie de diferencial para os profissionais do setor.

Um dos nomes em evidência no meio dos acessórios masculinos em BH é Daniel Alvim. Ele atuou no mercado de calçados, mas não pensou duas vezes em aceitar o convite da mãe, que já trabalhava com joias, para mudar de ramo. A sociedade virou uma empresa própria e especializada no público masculino, grande alvo do designer, embora as mulheres também tenham peças à disposição.

A criatividade é a alma do negócio para Alvim, que usou a paixão por filmes e música para criações inovadoras e diferentes. Anéis inspirados em personagens como Boba Fett, da série Star Wars, e as caveiras….ah, as tradicionais caveiras…chamam atenção dos clientes. Assim como pingentes em forma de granada, máquina de tatuagem ou em forma de utensílios domésticos – principalmente para cozinha!

Linha ‘working man’ é voltada para o público masculino e também chama a atenção

O blog Caráter bateu um papo com o designer de joias mais descolado da cidade. Confiram o resultado:

CARÁTER – Como você começou a trabalhar no setor de acessórios para homens? O que te motivou a investir nessa profissão?

Daniel Alvim – Apesar de trabalhar na área de acessórios e moda eu vim do design de produto. Eu me formei no Politécnico de Milano na Itália, em 2006, e de lá fui trabalhar como designer de calçados na Grendene no Rio Grande do Sul. Minha Mãe, que já era designer de joias, me convidou para ser sócio em BH, eu já desenhava coleções para ela desde que eu tinha 18 anos. Pedi demissão e vim, mas sociedade com mãe não é fácil (risos) e então eu resolvi abrir minha própria empresa para fazer joias exclusivamente masculinas, em 2011

CARÁTER – Como você vê o mercado de acessórios masculinos? Os homens passaram a se cuidar mais e também investem em estilo próprio?

Daniel Alvim – Cada vez mais. Se você considerar o mercado masculino de acessórios há dez anos, era uma coisa mais de nicho, motoqueiros ou punks, etc… Hoje eu vejo homens “comuns” me procurando pra comprar ou até mesmo desenvolver uma joia. E eu acho isso muito bacana

CARÁTER – Qual acessório tem mais procura entre os homens?

Daniel Alvim – Na ordem, anel, colar e pulseira

CARÁTER –  Anéis, pingentes personalizados também começaram a bombar no mercado…é um caminho a seguir, atender aquilo que o cliente deseja?

Daniel Alvim – Hoje as pessoas procuram aquilo que é único, aquilo que as diferencia das outras 7 bilhões de pessoas que moram neste planeta. O consumismo massificou e produtos únicos e personalizados são algo que traz um sentimento único. Isso não tem preço

CARÁTER – Há décadas passadas, os homens eram alvo de gozações e até preconceito quando se enfeitavam muito com anéis e outros acessórios….por que essa visão mudou ao longo dos anos?

Daniel Alvim – Vejo uma sociedade evoluindo e com menos preconceitos. Respeito é tudo. Os preconceitos vão caindo a cada dia. Na época do meu pai, homem usar brinco era coisa de ‘vindo’, como diriam eles. Ou tatuagem era coisa de bandido. Sempre achei a mulher muito mais livre para se vestir do que o homem, e hoje o homem se permite ser o que quiser: metrossexual, como diziam antigamente, ou 100% tatuado e cheio de joias

E o pingente em forma de granada? Coleção irada voltada para homens e mulheres

 

CARÁTER – Quem dita as tendências no mercado? A internet tem um papel importante nesse sentido?

Daniel Alvim – Uma pergunta difícil de ser respondida. A internet tem um papel central na tendência. Antes, tendência era uma coisa mais concentrada, hoje a tendência é muito difusa e vem de todos os lados, desde a pantone ditando a cor do ano até um youtuber novo, tudo conta. Tendência hoje é a atitude, ela conta mais que qualquer coisa

CARÁTER – A prata ainda é a joia mais procurada pelos homens? Ou ainda há uma disputa com o dourado do ouro?

Daniel Alvim – A prata, com certeza! Homem curte peças grandes, e o ouro impossibilita muito pelo valor. E homem gosta de função, às vezes o titânio acaba valendo mais que o ouro com relação ao estilo. Com relação à cor do material, mais prata e prata envelhecida, acabamento mais forte e robusto

CARÁTER –  Você tem mais clientes homens ou mulheres?

Daniel Alvim – Hoje está bem dividido. Mas a minha raiz é joia masculina e quero retomar isso em 2018, voltando a fazer mais joias masculinas que femininas. É um mercado carente de peças originais e de qualidade

CARÁTER – Você aponta alguma tendência para frente? Algo como o tipo de design das joias, etc?
Daniel Alvim – Acho que a tendencia é o customizado, é o handmade, é aquilo que tem a mão do homem envolvido, é o pequeno produtor. Hoje sinto que vale mais a história da peça que o que ela simplesmente representa

Que tal cortar lenha com um machado como este aí: criatividade é a chave para o design

E aí, gostaram das explicações de um cara muito fera no assunto? Invistam no estilo, com Caráter!!!

Clique aqui e conheça o trabalho de Daniel Alvim

 

Leave a Reply

Your email address will not be published.