{"id":12889,"date":"2020-07-06T06:30:41","date_gmt":"2020-07-06T09:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/?p=12889"},"modified":"2020-07-06T09:03:08","modified_gmt":"2020-07-06T12:03:08","slug":"12889-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/12889-2\/","title":{"rendered":"Hino dos hinos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12883\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107.jpg\" alt=\"\" width=\"1071\" height=\"1071\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107.jpg 1071w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_214107-60x60.jpg 60w\" sizes=\"(max-width: 1071px) 100vw, 1071px\" \/><\/p>\n<p><strong><em>Nosso convidado de hoje \u00e9 mais que especial. Amigo de d\u00e9cadas, radicado em Brasilia por outras tantas dezenas de anos, nunca se desligou das lembran\u00e7as do passado. Fossem das rela\u00e7\u00f5es pessoais ou do nosso time. GNV black, mesmo distante daqui, acompanha o time como se morasse ao lado da Cidade do Galo. Sempre me registrou seu descontentamento com a letra do hino nas arquibancadas diferente da original. Da\u00ed o incitei a discorrer sobre nossa paix\u00e3o e essa particularidade. Pedi um texto e fomos brindados com uma palestra sobre a Atleticanidade. Ao final ele se apresenta, mas j\u00e1 entrou em nossas casas muitas vezes e desde tempos passados.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Vitor do Horto j\u00e1 deu o testemunho. O Hino do Atl\u00e9tico cantado no est\u00e1dio\u00a0durante um jogo \u00e9 a dose extra de energia pra quem est\u00e1 dentro do campo.\u00a0\u00c9 a perfeita comunh\u00e3o entre jogador e torcedor, emanada da obra prima criada\u00a0em 1969 por Vicente Mota. Um hino que fala de amor, de luta, da hist\u00f3ria e que,\u00a0al\u00e9m de tudo, \u00e9 pura poesia em seu verso final:<\/p>\n<p>Uma vez at\u00e9 morrer<\/p>\n<p>O que \u00e9 EX? O Aur\u00e9lio explica: &#8220;Quando unido por h\u00edfen a um substantivo, significa que o nome indicado deixou de ser aquilo que era, ou deixou de exercer o\u00a0cargo ou fun\u00e7\u00e3o que tinha&#8221;.<\/p>\n<p>Sendo assim, tem ex-presidente, ex-governador, ex-marido, ex-namorada, ex-jogador, ex-motorista, ex-empres\u00e1rio, ex-padre, ex-esportista, ex-amigo&#8230;e\u00a0poder\u00edamos encher p\u00e1ginas e mais p\u00e1ginas de exemplos.\u00a0No entanto, ningu\u00e9m vai achar no mundo uma categoria espec\u00edfica de ex &#8211; que \u00e9 o\u00a0ex-Atleticano.<\/p>\n<p>O Atleticano &#8211; sempre com A mai\u00fasculo &#8211; \u00e9 um Ser diferente. Iluminado e aben\u00e7oado pelo Divino Superior, \u00e9 totalmente fora dos padr\u00f5es de qualquer outro torcedor mundo afora. Principalmente porque o Atleticano n\u00e3o tem apenas simpatia pelo seu time. O Atleticano n\u00e3o se limita a torcer pelo seu time. A liga\u00e7\u00e3o do Atleticano, na verdade, nem \u00e9 apenas com &#8220;o time&#8221;. \u00c9 um estado de esp\u00edrito que une esta Na\u00e7\u00e3o e, como uma aura de prote\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o, deixa em estado de rejuvenecedora felicidade tantos quantos tiveram a estrela de nascer sob essa energia sem igual no mundo esportivo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12885\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220607.jpg\" alt=\"\" width=\"1186\" height=\"889\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220607.jpg 1186w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220607-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220607-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220607-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1186px) 100vw, 1186px\" \/><\/p>\n<p>Mas a Atleticanidade, em geral inata, \u00e9 t\u00e3o generosa que tamb\u00e9m acolhe e\u00a0contagia os que chegam de outras plagas. Porque basta um breve contato para\u00a0conhecer o \u00eaxtase.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 p\u00fablico e not\u00f3rio o depoimento de muitos atletas profissionais, alguns com\u00a0passagens por tantos times que o curr\u00edculo mais parece as antigas listas\u00a0telef\u00f4nicas. Estes profissionais j\u00e1 assumiram h\u00e1 muito tempo que &#8220;no Galo, entra\u00a0empregado e sai torcedor&#8221; Afinal, \u00e9 imposs\u00edvel ficar imune \u00e0 energia que vem das\u00a0cadeiras e arquibancadas. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o se contagiar pela &#8220;rua de fogo&#8221;. E \u00e9\u00a0muito f\u00e1cil, a qualquer batida de porta, copo quebrado ou estrondo de um roj\u00e3o,\u00a0soltar a plenos pulm\u00f5es o famoso grito de GALOOOOOOO!<\/p>\n<p>Por tudo isso, o baixinho Bernard, no \u00faltimo jogo com a camisa alvinegra antes de se mudar pra Ucr\u00e2nia, estampou no peito o sentimento de todo Atleticano e que \u00e9 um dos mais belos versos de nosso hino: UMA VEZ AT\u00c9 MORRER.<\/p>\n<p>Galo Forte Vingador<\/p>\n<p>O futebol ainda era apenas esporte e paix\u00e3o, longe do neg\u00f3cio que hoje movimenta milh\u00f5es de reais e aumenta cada vez mais sua fatia no PIB nacional e mundial. Naquela \u00e9poca (e ainda hoje, vai!) era muito comum os outros grandes de Minas &#8211; por ordem, Am\u00e9rica, Villa e Palest&#8230;ops, j\u00e1 era Cr\u00fcz\u00ebir\u00f6 &#8211; serem sistematicamente surrados pelos times do eixo S\u00e3o Paulo e Rio.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, o desfecho mais comum era um jogo em que o j\u00e1 Maior de Minas\u00a0media for\u00e7as com os mesmos advers\u00e1rios e, na grande maioria das vezes,\u00a0salvava a honra do Estado. Da\u00ed ter nascido na torcida o slogan que seria mais\u00a0tarde adotado pela imprensa e por quem ama o futebol e que ainda perdura no\u00a0in\u00edcio da terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21: &#8220;Galo Vingador&#8221;.<\/p>\n<p>Vencer, vencer, vencer<\/p>\n<p>Este \u00e9 o nosso ideal<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12886\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220543.jpg\" alt=\"\" width=\"779\" height=\"701\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220543.jpg 779w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220543-300x270.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/cantodogalo\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/20200705_220543-768x691.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 779px) 100vw, 779px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 hist\u00f3ria. Que vem desde a funda\u00e7\u00e3o do time, quando aquele grupo de\u00a0estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal, em 25 de mar\u00e7o de 1908. De\u00a0l\u00e1 pra c\u00e1, a simples men\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra ATL\u00c9TICO, a simples vis\u00e3o de uma camisa\u00a0preta e branca, ou o apito que marca o in\u00edcio de um jogo do Galo&#8230; Ah, tudo isso\u00a0tem o poder de provocar um frenesi que s\u00f3 conhecem os que tem a ventura de\u00a0nascer Atleticanos ou os que se convertem e s\u00e3o perdoados por Deus pelo\u00a0passado err\u00e1tico. A respira\u00e7\u00e3o acelera. O sangue corre mais r\u00e1pido nas veias. A\u00a0press\u00e3o no peito aumenta. E tudo isso, somado, provoca no Atleticano um\u00a0sentimento de bem-estar, de satisfa\u00e7\u00e3o, de contentamento, que nada mais \u00e9 do\u00a0que um estado de imensa felicidade pelo simples fato de ser Atleticano e de\u00a0pertencer a esta fam\u00edlia na\u00e7\u00e3o irmanada no mesmo ideal.<\/p>\n<p>Lutar, lutar, lutar<\/p>\n<p>Os times do Galo ao longo da hist\u00f3ria sempre mostraram uma vontade e uma\u00a0for\u00e7a s\u00f3 compar\u00e1vel ao brio do mascote que defende sua fam\u00edlia no galinheiro e\u00a0espanta qualquer que seja o invasor.\u00a0Nossa hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de passagens que demonstram essa for\u00e7a e nos\u00a0enchem de orgulho.<\/p>\n<p>Em 3 de setembro de 69, depois de estra\u00e7alhar os advers\u00e1rios nas eliminat\u00f3rias\u00a0sul-americanas para a Copa de 70, a sele\u00e7\u00e3o brasileira, comandada por Pel\u00e9 e\u00a0Tost\u00e3o, caiu diante do Galo de Amaury e Dario, que fizeram os gols diante do\u00a0escrete que viria a ser tricampe\u00e3o do mundo no ano seguinte.<\/p>\n<p>Isto depois de virar um jogo para 3 a 2, depois de sofrer 2 a 0, diante da poderosa\u00a0Iugosl\u00e1via, que dias antes empatara com a mesma sele\u00e7\u00e3o brasileira no\u00a0Maracan\u00e3. E ainda fazer 2 a 1 no tima\u00e7o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica comandado por\u00a0Metrevelli.<\/p>\n<p>Apelo<\/p>\n<p>Gostaria de terminar com um chamamento.<\/p>\n<p>N\u00f3s, que temos a honra e a sorte de sermos Atleticanos e de cantarmos um dos mais belos e empolgantes hinos do esporte mundial, temos agora uma miss\u00e3o: Resgatar, nos est\u00e1dios, um dos mais lindos versos do &#8220;Hino dos hinos&#8221; &#8211; UMA VEZ AT\u00c9 MORRER.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, temos encerrado todas as estrofes com o &#8220;Galo Forte, Vingador&#8221;. Vamos fazer jus \u00e0 nossa hist\u00f3ria. E mostrar o nosso diferencial, j\u00e1 que n\u00e3o existe ex-Atleticano. A partir da segunda estrofe, vamos cantar a letra certa:<\/p>\n<p>CLUBE ATL\u00c9TICO MINEIRO<\/p>\n<p>UMA VEZ AT\u00c9 MORRER<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Amaral<\/p>\n<p>Mineiro radicado em Bras\u00edlia, cujos pontos altos no curr\u00edculo s\u00e3o os filhos Henrique e Renato (com a companheira de 40 anos, M\u00e1rcia) e com a ben\u00e7\u00e3o de ser Atleticano.<\/p>\n<p>*fotos: arquivo pessoal<\/p>\n<p><strong><em>Nota do blog\u00fceiro: Texto irrepreens\u00edvel. Li e reli v\u00e1rias vezes antes de postar. Delicioso. Atleticanidade \u00e9 isso. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Em tempo: Hoje, segunda-feira, estarei na live do Consulado de S\u00e3o Paulo pelo instagram @Galosampa. Confiram, estou esperando!<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nosso convidado de hoje \u00e9 mais que especial. Amigo de d\u00e9cadas, radicado em Brasilia por outras tantas dezenas de anos, nunca se desligou das lembran\u00e7as do passado. 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