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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Vamos lotar o Mineirão

Em meio a tanta alegria e comemoração pelo renascimento do Galo no Campeonato Brasileiro, podemos também avaliar – ou reavaliar? – o nosso sentimento. Não sei, ao certo, se essa condição de bipolar é privilégio do Atleticano ou se é comum a todas as torcidas. Enquanto festejamos, presenciamos muitos não-Atleticanos detonando seu time e treinadores portugueses. Ao mesmo tempo em que criamos boa expectativa com possíveis reforços, os outros questionam eventuais nomes que estão na sua pauta.

Marcos Rocha - treino - 18-06-16
Fotos: Atlético/Bruno Cantini

Enfim, entre nós também os comentários são totalmente divergentes. Aos meus olhos, repito, pelo que pude sentir no jogo de domingo, os três destaques foram pela ordem: Cazares, Donizete e Marcos Rocha. Entre os comentários recebidos, com exceção de Cazares, os outros chegaram a ser questionados. Gostei de ambos. Donizete não apenas pelo seu terceiro gol com a camisa do Galo, mas por sua aplicação tática. E Rocha, me pareceu, que o descanso lhe fez bem. Deu bote, roubou bolas, puxou contra-ataques e foi preciso no jogo todo.

Evidentemente, muito ainda temos de fazer para comprovar que a reação veio para ficar. Mas a fé e a confiança do Torcedor é fundamental para isso. Não estamos em delírio, mas a vitória veio em boa hora. Até com certa demora, mas veio. Diante disso, para o jogo de amanhã, frente ao Corinthians, é fundamental a presença do Atleticano. Se colocarmos lá no Mineirão, nosso salão de festas, um público de 30/40/50 mil Torcedores, os jogadores estarão em campo ainda mais motivados. É hora do Atleticano mostrar a sua força.

 

5 thoughts to “Vamos lotar o Mineirão”

  1. A avaliação sobre Marcos Rocha deve levar em conta dois aspectos:
    – Primeiro as estatísticas. Ele sempre está entre os líderes em assistências, passes certos, cruzamentos e roubadas de bola. Isso não é invenção. São dados reais.
    – Em segundo lugar, as premiações distribuídas pela imprensa nacional. Rocha é eleito, recorrentemente, o melhor da posição no país, há mais de 4 anos.
    Portanto, quem gosta de criticá-lo, deveria pensar antes. Não tem cabimento irmos ao estádio pra vaiar o sujeito que resolveu o problema crônico, de décadas, na lateral direita do Galo. Pra refrescar a memória, já passaram por aqui: Dinho, Bruno, Dedimar, Tesser, George Lucas, Coelho, Zé Antônio, César Prates, Alcir, Evanílson, Rafael Cruz, Diego Macedo, Ari, Carlos Alberto, Márcio Araújo, Tony… Alguém tem saudade dessas perebas citadas??

  2. A comissão técnica de MOliveira deve estar atenta e acompanhando o futebol pelo Brasil e o praticado na Eurocopa e Copa América. O novo técnico do Corinthians dá treinamento com ênfase na marcação sob pressão e passes rápidos. É o futebol moderno, de velocidade, que exige um bom preparo físico e muita disposição dos atletas. Estes sim, em primeiro lugar, têm de querer a vitória, pois são eles que entram em campo. Não é fácil para um treinador conseguir implantar essa filosofia de jogo. Contra a Ponte, já observamos uma melhora substancial na marcação, mas temos muito que melhorar ainda. A folha salarial do Galo é altíssima para os padrões do futebol brasileiro. Do meu ponto de vista, agora com o time completo, seja em casa ou fora, um empate poderá ser considerado derrota. Isto porque, completo, o Galo não é uma equipe, é uma Seleção.

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