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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Um ídolo que virou Torcedor

Renaldo Lopes da Cruz, um baiano que veio do Atlético Paranaense, assumiu a camisa 9 do Galo com a difícil missão de fazer a “massa” sonhar com um novo “rei”. Se não chegou a tanto, o centroavante pode se gabar de uma memorável passagem por Belo Horizonte. Entre os anos de 93 a 96 e depois retornando em 2002, marcou 79 gols em quase 200 partidas.

Era considerado o carrasco do adversário mineiro e do então goleiro Dida. Em 1995, depois de um jejum de títulos, o Atleticano comemorou em cima do rival com dois gols do “novo rei”. Foi artilheiro do Campeonato Mineiro, naquele mesmo ano (13 gols), e do Brasileiro de 1996 (16 tentos). Ah! E nunca perdeu uma penalidade.

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Fotos do arquivo pessoal: Renaldo Cruz

Numa partida com a Caldense, que marcava o retorno de Toninho Cerezzo ao time Atleticano, Renaldo terminou o jogo no gol, após Taffarel ser expulso. Teve tempo ainda de fazer uma extraordinária defesa. Ao final, ao seu estilo brincalhão, avisou ao goleiro campeão do mundo que se cuidasse, pois estava apto a assumir a posição.

Ele mora em Curitiba e confessa sua paixão pelo Galo. Ontem, domingo, antes de sair para o primeiro clássico da fase final do Campeonato Mineiro, recebi uma ligação de um amigo, Adriano Coelho – araxaense e que reside na capital paranaense –, que me colocou na linha com o ex-atacante. Emoção de lá e de cá.

5 thoughts to “Um ídolo que virou Torcedor”

  1. Meu caro amigo Edu, muito boa a coluna desta tarte. Realmente o Renaldo foi um grande jogador e deixou o nome na histório do glorioso CAM. Agora Edu, a pergunta que não quer calar:
    Será que o Marcelo Oliveira dispensou o Cruzeirinhozinhoinho faminto e magricelo, para assumir a vaga do Aguirre, que tá mais pra lá do que pra cá????? Me ajude nessa aí. Um grande abraço e saudações Atleticanas.

  2. Dudu corrige aí ! Em 96 foram 16 tentos assinalados e não 15 .Este aí além de entrar funcionário e sair torcedor, foi um exímio caçador de vúlpideas canidaes . Lembro bem dele,fazia gol de tudo qto é jeito .Este aí honrou demais da conta sô !

    1. ObriGalo, foi erro de digitação, juro. Dividiu a artilharia com Paulo Nunes. Valeu!!! E ainda acrescentei algo.

  3. Ótima coluna!
    Renaldo foi sensacional. Me recordo e toda sua trajetória no Galo, mais um que entra funcionário e sai torcedor.

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