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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Três pontos garantidos pelo Delfim

Com toda sinceridade, pelo que vimos ontem, ganhamos três injustos pontos. Como já presenciei o contrário, tanto por azar nosso quanto por roubalheiras históricas, que se dane o Bragantino. Chegamos aos 43 pontos, retomamos a sétima colocação, que esteve com o Santos na véspera. Aos que até outro dia insistiam em puxar para baixo, mesmo faltando poucos pontos para atingir 45, informo que agora bastam dois em 10 jogos (30 pontos em aberto), donde podemos afirmar que a chance é igual a zero de valer a projeção pessimista. À propósito, vai chegando o dia do nosso encontro marcado.

A chuva fina e fria que Belo Horizonte experimentou desde sexta à tarde, seguiu por boa parte do sábado. A temperatura caiu bruscamente, ainda assim mais de 22 mil Atleticanos foram até o Califórnia para empunhar o time rumo à vitória. Por mais tensa que tenha sido, aconteceu e avançamos na tabela. O treinador ao final, mais uma vez, veio com aquela balela de “saber sofrer”. Valha-me, sou do Galo Forte Vingador – Doido dos tempos recentes –, que marca um e busca o segundo, depois o três, o quarto. Quem gosta de sofrer é masoquista, refuto essa de se “não é sofrido não é Galo”. Xispa!

O time alternativo, sem a presença de vários jogadores que vinham sendo utilizados, a exemplo da recente partida com o Vitória iniciou bem a partida. O choque entre o nosso zagueiro Vitor Hugo e o Alix do adversário, não tirou nosso ímpeto inicial. E fomos mostrando mais apetite e posse de bola, até chegar ao gol do Bernard. A falha terrível do beque paulista não tira o brilho e oportunismo do nosso B11. O zagueiro vacilou e o bambino ganhou na velocidade de vários adversários e desviou fora do alcance do bom goleiro do Bragantino. Daí pra frente, mais uma vez, o Galo encolheu e o Bragantino começou a dominar todas as ações. Nem mais ameaçamos.

No intervalo, o treinador paulista mudou dois jogadores e o posicionamento da equipe. Foi um massacre sequencial. Depois saíram Reinier (mal ontem) e Cissé (estava gostando do guineense) e entraram Cassierra e Victor Hugo. Mais do mesmo, até que ele – o treinador Barba – sacou Bernard e colocou o descansado Alexsander. Coincidência ou não, fato é que o Galo voltou a ameaçar o Braga. Porém era lá e cá. O Natanael tomou um passeio de um tal Mosquera. Não ganhava praticamente nada, e os jogadores que entraram como esse atacante e ainda Sosa e mais à frente Barbosa, ameaçavam em busca do empate. No finalzinho, por pouco Natanael entrega a rapadura e dois pontos, por sorte a bola passou pererecando na frente da linha do gol e saiu pela linha de fundo. Nem quero imaginar na reação que ia gerar essa falha.

E foi nesse bombardeio que Gabriel Delfim se destacou. O primeiro milagre foi antes dos 10 minutos, logo depois outro e seguiram outros, num deles levantou a Torcida e fez os jogadores de linha reagirem. Se o goleiro foi o destaque, diria que o Lyanco – que venho criticando – ontem esteve muito bem. Deixou o personagem em casa e jogou como deve ser um zagueiro para evitar o gol do adversário. Se disse que o falso 9 não estava bem, imagine o dono dessa camisa. Irritou ao Atleticano e perdia bolas, jogadas e ainda um chute totalmente fora da uma meta vazia. Saiu machucado e vaiado. Enfim, ao que interessa, vencemos e que venham pelo Brasileirão, o Paranaense lá e Santos cá, aqui é Gaaalooo, po##@!. Na sequencia o Montevideo na primeira partida do mata mata da Sul-americana a ser realizada aqui em Belo Horizonte.

Pra não dizer que não falei deles, não gostei da arbitragem. No lance do choque dos zagueiros, aos dez segundos de bola rolando, depois da paralisação e sem que ele tivesse assinalado nada no lance, retomou com uma cobrança de falta para o Bragantino. Para emporcalhar e parece que anunciando intenção, houve substituição do jogador contundido e o nosso igualmente sendo atendido ele proibiu de voltar ao campo de jogo. Brilhou o goleiro Tiago Volpi, que atravessou o campo e impediu que o açodado flamenguista Wallace Yan levantasse a bola na área defensiva do Galo. Volpi chutou a bola pela lateral. Salvou a borrada do juiz. Árbitro que parecia ter esquecido o cartão amarelo no vestiário, só aplicando essa advertência nos minutos finais, um para cada lado. E o bandeira 1, ao final do jogo inverteu dois acintosos laterais, num momento crítico da partida. Nome aos bois. Lucas Casagrande (PR) no apito e Rafael da Silva Alves (RS) na bandeirola.

*fotos: Pedro Souza/Atlético

8 thoughts to “Três pontos garantidos pelo Delfim”

  1. Bom dia Ávila e a todos. Não acho que o placar foi injusto, pois se o RBB não conseguiu passar pelo Gabriel Delfim, que está lá, exatamente, para defender a meta , nós conseguimos marcar.

  2. Bom dia amiGalos! O que interessa mesmo é bola na rede do adversário, Levamos três pontinhos e vamos em frente! Estou mais esperançoso, hoje, com a notícia de que o menino Gabriel Veneno, do qual sou muito fã já declarado neste espaço democrático, pode integrar o time de cima, juntamente com o Riquelme, nos próximos dias ou mês. No mais amiGalos, estou indo votar, também muito esperançoso com o meu candidato, que tem como um dos defeitos ser torcedor, em MG, do csa/MG… Vamos que vamos meu galão da MASSA!

  3. Prezados Ávila, atleticanas e atleticanos!
    Haja coração! Delfim foi a nossa salvação. 3 pontos na conta do Delfim!
    Hoje e sempre, galo!!!

  4. Bom dia Canto

    A grande solução e o grande problema, tem nome: Gabriel Delfin.
    Com a contusão de Everson o desespero da Massa, afinal quem poderia evitar gols se não aquele que hoje é disparado o Melhor do Brasil?
    Gabriel Delfim, sob imensa desconfiança assumiu esta função e olha em que o cara se transformou?
    Se ele inicialmente foi nossa grande solução, agora virou o grande problema, porque definitivamente pelo que mostrou vai continuar vestindo nosso manto.
    Aparecerão oportunidades e clubes querendo levá-lo e ele claro em busca de um lugar ao sol, ficará tentado a sair.
    Prevendo o futuro? Não, pois isto, já é coisa do presente.
    Parabéns Delfim, vc brilhou!!!!!

    Nota: Ontem o Barba pisou na bola no segundo tempo. Tomamos sufoco e ele não arrumou a cabeça de área por onde o Braga deitou e rolou. Olho vivo Barba!!!!

  5. Momentos na primeira etapa do novo Atlético, rápido e desembaraçado e que achamos que irá desempenhar assim os 90 minutos de todo jogo, inclusive aproveitando o erro da defesa no gol Bernardino. Isso decide match, como acabou decidindo. De lembrar que na cancha tem sempre o adversário, obviamente, e o Braga queria jogo, desde então . E o teve. O Braga bagunçou a horta do Galo na segunda etapa, promovendo uma hemorragia de oportunidades para empatar e mesmo ganhar a partida. Natanael ofertou paçoca de mãos e pés beijados. Sim, jogamos desfalcados, todavia não a ponto de justificar tanto sufoco, que nos fez mastigar uma vitória com recheio de remorso . Unanimidade só o herói . Ou melhor , o super-herói Delfim .

  6. Bom dia! Como eu disse depois do jogo da Chapecoense futebol é um esporte único. Se naquela oportunidade dominamos o Índio Condá, e só empatamos, ontem fomos dominados absurdamente no segundo tempo pelo massa Bruta, mas graças a sorte e ao Gabriel Delfim, 3 pontos no embornal. Vai GALO, e embora votar….

    1. É Guru!!! A sorte esteve ao lado do GALÃO ontem. Não sei porquê a comissão técnica do GALO insiste em servir feijoada aos jogadores no intervalo de alguns jogos. Isso pode nos custar os dois títulos e a vaga na Libertadores. Vamos acordar moçada!!!!!

  7. Bom dia Avila. Bom dia a todos. O pessimo futebol e a chuva de ontem, ao meu cuidar, foi a reacao do universo a recusa de Eduardo de Avila ao 4 livramento de Padre Torga. Ainda bem, que o Delfim evitou o pior! Sigamos!

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