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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Resiliência em preto e branco

Resiliência em preto e branco - Foto: Anaísa
Resiliência em preto e branco – Foto: Anaísa
Luciano Gontijo

Depois de um 2019 em que no campo deixou-se a desejar, a Massa Atleticana, já revigorada após um intenso check-up de virada do ano, traz novas esperanças para um ano que promete.

A responsabilidade aumenta, é claro, inclusive sentida pelos torcedores adversários, já que o Galo é o único time do Estado a representar as alterosas no cenário esportivo nacional em se tratando de Brasileirão, além de manter mais intenso o status de maior e mais tradicional clube de Minas Gerais.   

Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento”. Com esta marcante frase do escritor Roberto Drummond, os atleticanos que compareceram ontem (19/01) no 2.º Encontro de Colecionadores de Camisas do Galo no Pulero Bar em Belo Horizonte, puderam ver em vários varais clássicos, gloriosos e históricos “mantos” alvinegros de todos as fases e momentos vividos pelo clube, estampados em diversas camisas ao longo de 111 anos e não faltou tempestade no meio da tarde, desceu foi muita água, onde a célebre frase fez todo o sentido.

Ídolos como Reinaldo Lima (Rei) e Jorge Valença marcaram presenças, além do Galo Doido, que fez a alegria e movimentou o espaço. Vários torcedores símbolos e personalidades das arquibancadas estavam prestigiando o encontro. 

Num bate-papo de buteco, pode-se apurar, junto a outros apaixonados atleticanos, o novo espírito de mais otimismo quanto a melhores resultados em vista de fatos que se somam e trazem harmonia aos bastidores do clube.

Antigos adversários e desafetos se aproximando, faxina no elenco, dispensa daqueles que não se encaixam no novo padrão que tanto o clube, quanto o treinador Dudamel implantam. 

Mesmo com o “desconfiômetro” ligado quanto ao presidente do clube, as mudanças tem agradado. Serão quatro competições em disputa: o Mineiro, a Copa do Brasil, o Brasileiro e a Sul-Americana.

Já são sete as novidades, contando com o treinador venezuelano. O primeiro a chegar foi o lateral-direito Maílton vindo do Operário-PR, depois a volta do atacante Edinho do Fortaleza e do zagueiro Gabriel do Botafogo. Aposta no meio-atacante colombiano Dylan Borrero, que teve que aguardar a virada do ano para completar os 18 anos para atender a exigência FIFA de transferência internacional, o meio-campista Hyoran veio por empréstimo do Palmeiras por um ano e  por fim a vitória na queda de braço com o Fluminense, permitiu a vinda do volante Allan do Liverpool, da Inglaterra. 

Debaixo das traves, com os arqueiros, mesmo diante da novela da permanência ou não do goleiro Cleiton, que é alvo do Red Bull Bragantino, temos Victor, Michael, Fernando (renovado contrato) e Matheus Mendes.

O elenco do Galo estará bastante modificado na estreia do Estadual contra o Uberlândia no dia de amanhã (21) em jogo no Parque do Sabiá, na cidade que leva o mesmo nome do time do Triângulo Mineiro, em vista da saída de vários jogadores que o torcedor estava acostumado e deixaram o clube, como Alerrandro, Chará, Luan, Léo Silva, Elias, Geuvânio, Wilson, Terans e Vina.

Recentes renovações foram importantes, como as dos meia-atacantes Marquinhos (contrato) e Nathan (empréstimo) em vista de um início de temporada onde o time vai aos poucos ganhando entrosamento e sinergia no grupo. 

Porém, até o momento, não se tem notícias de quando a tão esperada “fumaça” irá ser tuitada pelo comandante alvinegro, do nome de peso que fará a torcida ir a Confins buscar a tão aguardada “cereja do bolo”. Esperar para ver.

Resiliência em preto e branco - Foto: Anaísa
Resiliência em preto e branco – Foto: Anaísa

O próprio treinador cobrou reforços na última semana pedindo atacante para o elenco, setor mais frágil da equipe. “Tem que melhorar” entoado em alto e bom som. Rafael Dudamel, que tem adotado um estilo diferente de trabalho com treinamentos intensos durante os dois períodos do dia mostrou foco e determinação. É isso que a torcida quer: empenho, raça e resultado. Esse estilo é a receita que agrada ao torcedor.

Com o mercado da bola a todo vapor, pode-se ter novos anúncios nos próximos dias, como do lateral-esquerdo Guilherme Arana, hoje no Atalanta da Itália.

Esfriaram os nomes de Róger Guedes e Diego Tardelli, em vista da nova realidade salarial, porém, se é para o bem do clube, o torcedor não perde a esperança nos parceiros financeiros recém ancorados em publicidades na camisa do Galo.

Além dos nomes a serem anunciados que agitam o ambiente do torcedor, também é esperado novidades para as novas modalidades do cartão de fidelidade GALO NA VEIA.

Em vista da anunciada mudança de jogos do estádio Raimundo Sampaio (Independência), – que acomodou a maioria dos jogos desta última década -,  para o estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) o aumento da capacidade de 23.018 para 61.846 espectadores quase triplicou os assentos.

Teremos novidades também sobre as cadeiras cativas do novo estádio do Galo, a Arena MRV. O clube deve anunciar em breve os preços e tempo de vigência.   

Voltando ao presente, já que o futuro a Deus pertence, vale registrar que dos 11 jogos do Campeonato Mineiro, que se inicia esta semana, o Galo fará oito deles na região metropolitana, sete em Belo Horizonte e um em Nova Lima, sendo cinco como mandante, outros dois contra América e Coimbra no Independência e outro com o Leão do Bonfim. Restando a estrada apenas para Uberlândia (Uberlândia), Patos de Minas (URT) e Varginha (Boa).  

Seja trevo de quatro folhas, figas, patuá, estrela de Davi, mão de Fátima, sal grosso, fitinhas do Senhor do Bonfim, olho grego ou pimenta, os amuletos da sorte já podem sair da caixinha do armário guardados desde a data “cabulosa” e inesquecível de 8 de dezembro de 2019.

Assim como os calendários Gregoriano, Chinês, Juliano, Juche, Judaico, Islâmico, Etíope, temos o calendário Atleticano, que se inicia amanhã (21/01) em Uberlândia pelo Estadual, e na sequência temos, respectivamente, o início da Sul-Americana em 06/02, em Santa Fé – Argentina contra o Unión Santa Fé, em 12/02 contra a equipe da Campinense-PB em Campo Grande e no dia 03/05 a estreia no Campeonato Brasileiro – “Série A” em Bragança Paulista contra o Red Bull Bragantino.

Que bons ventos soprem a favor do ÚNICO de Minas na mais importante divisão do futebol brasileiro e faça a Massa feliz!!!

15 thoughts to “Resiliência em preto e branco”

  1. Boa Noite,

    Com a primeira convocação feita podemos analisar da seguinte forma:
    1º- Quantos jogadores ausentes, é de se assustar.
    2º- Cazares, vendido,
    3º- Victor, bichado, daí, essa especulação toda para compra de outro goleiro, Vanderley(foi), agora o Douglas Friedrich.
    4º- Lucas Hernandez, Jesus o cara continua no time.
    5º- Corremos o risco de ver a mesma Zaga e laterais de 2019.
    6º- Na volância sobra jogador bom na base, desta vez é Adriano, desconhecido por muitos.
    7º- Marquinhos, Hyoran e Borrero serão titulares.
    8º – Edinho não relacionado… porque será…
    9º- Di Santo, Ricardo Oliveira e Maycon Bolt – Aff o que escolher.
    10º- Só nos cabe torcer para o Bruno Silva ser o titular.
    11º- A continuar assim, o treinador está roubado.

    Boa sorte ao Treinador e a equipe, e muita paciência a torcida.

  2. ATÉ HOJE NÃO CONSIGO ENTENDER E NEM ME CONFORMO , COMO PODE PAGAR 470.000 REAIS PARA UM PERNA DE PAU DO TIPO DESSE MAICON BOLT.
    Marques deveria ser demitido imediatamente por essa loucura.

  3. BORA MEU GALÃO MAIS QUERIDO DO MUNDO. QUE SAUDADES DE VOCÊ.
    AMANHÃ É UM DIA DIFERENTE. É O DIA QUE O GALÃO VOLTA A JOGAR. BORA MEU GALO MAIS LINDO DO MUNDO. FATURAR UM GRANDE TÍTULO ESSE ANO.
    BICA BICUDO.
    COMO É BOM TER O GALO DE VOLTA, ISSO POR SI SÓ JÁ FAZ MEU DIA MELHOR.

    1. Isso sim me lembra o atleticanismo. Até que enfim um texto em letras maiúsculas que realmente parece um grito atleticano e não uma chuvarada de xingamentos.
      Parabéns pela sua demonstração de amor pelo nosso MAIS QUERIDO DO MUNDO.

  4. Boa tarde, massa!

    Como todo atleticano, tb estou ansioso pela chegada dos reforços, mas se a demora for por alguém que realmente venha para vestir a camisa de titular, tudo bem. Mas tb estou ansioso pela saída de alguns que já deveriam ter ido há tempos não é Srs. RO e F. Santos, Bolt, Clayton, Hyuri, L. Cândido, Hernandes .
    Se o rural é para preparar o time, então que sejam lançados os meninos da base e os recém-chegados, principalmente Dylon, pra saber se realmente podemos contar com eles no elenco de 2020. Uma coisa boa já se pronuncia, finalmente veremos Michael no Gol, sinalizando que a aposentadoria do Santo está a caminho. Fica a pergunta: ele será coordenador de que quando aposentar?

  5. Bom dia Luciano, xará e amigalos ainda desconfiados!
    Também concordo que a cereja desse bolo deve ser de CHUCHU mesmo….rsrsrs
    Se o GALO acertar com Guilherme Arana e trouxer mais uns dois atacantes(um velocista que não seja discípulo do péssimo Bolt e um camisa 9 oportunista) nós iremos brigar por títulos em 2020. Caso contrario, só participação mesmo….

  6. Prezado Barata. Bons tempos. Mas o que mais assusta é o imperio do medicridade e da etica da conveniência. O nosso saudoso Kafunga nao iria jamais passar pano para Patrick, Pastor, DI Santo e outos ” cabeças de bagre” que existem em razao do chamado ” apoio incondicional” propalado por aqueles que tem por missao blindar uma Diretoria incompetente, desprovida de transparencia, nas redes sociais e no estadio. Chega ser risivel, o esforço de alguns em defender jogadores medianos que foram eliminados com goleada na Copinha . Quando criticamos Patrick pela inabilidade nos cruzamentos e na marcação, o argumento é que ele tem alma e por ai vai. Eu só fico em dúvida se os vassalos da mediocridade agem por ingenuidade ou movidos por vantagens econômicas. Mas enquanto os caes ladram, ficamos com suas precisas observações, sempre embasadas na realidade e desprovidas de interesses escusos. Saudações atleticanas, como diria o Marcio Renato, em sua coluna no Diario da Tarde

  7. Bom dia a todos os torcedores do sempre ÚNICO DE MINAS!
    Cá estou eu novamente com muita expectativa pra ver o Galão da Massa. Expectativa de ver o trabalho do treinador venezuelano, de ver se Allan é essa brastemp toda mesmo. Tbém quero ver o jovem Bottero…enfim ver o time do Galo em ação. Confesso que depois da fumaça de Roger Guedes, que era o único que eu queria que o Galo contratasse, mas…já que não vem, nem precisa contratar mais jogadores que não resolvem. A propósito, o que eu queria mesmo que se resolvesse logo, imediatamente, era as saídas de Patric, Fábio Santos e Ricardo Oliveira. Não suporto mais ver a cara desses sujeitos. Resolvendo isso já me dou por satisfeito.

  8. Mandou bem, Luciano.
    Já, já aparece uma CAIbulosa com algum bordão novo porque o tal “time grande não cai” é passado. Ou algum Atleticano ranzinza pinçando trechos do seu texto para ironizá-lo, alguns amargurados não aceitam palavras de otimismo nesse Blog.
    Sobre as dispensas, gostei de TODAS, confesso que um pouquinho de saudade apenas do Luan; Chará nunca foi um grande problema, só não correspondeu proporcionalmente ao valor investido.
    Os desafetos se reaproximando seriam Fabiano e a turma de 7? Bom que ele pôde ter o direito – que lhe foi tolhido ano passado – de patrocinar o time do coração. No entanto, já chegou causando confusão. Deu a entender no Twitter que contrataria Tardelli, no que foi desmentido por Lásaro que afirmou não ter existido negociação. Não satisfeito, Cazeca em entrevista à Rádio da Massa disse que “se a negociação não existiu então ele sonhou”, quando perguntado se o jogador estaria disposto a diminuir os vencimentos, respondeu “até mais que 50%”.
    Independente de quem está mentindo, essa novela já encheu o saco.
    No meu sonho quase megalômano a tal “fumaça” anunciaria um Pavón ou Benedetto, mas na realidade a nossa “cereja do bolo” será daquelas feitas de chuchu.
    E que maravilha foi o encontro de camisas, mais uma celebração da nossa ATLETICANIDADE!

    Eduardo,
    Pobre de quem pensa que mencionar idade é um xingamento.
    Venho aqui desfrutar um pouco de seu conhecimento e sabedoria, um verdadeiro arquivo vivo da história Alvinegra. “Beijo suas mãos e lhe digo: meu querido, meu VELHO, meu amigo!”

    Luiz Maria,
    Realmente, história de falcatruas, compra de arbitragens, helicocas e afins, não temos mesmo.
    Temos essa HISTÓRIA https://mobile.twitter.com/Arthur_Cabraal/status/1218977125216260097

    José Antônio,
    Encantada com a citação da LSD.
    Abraço.

  9. BOM DIA.
    COM GRANDE EXPECTATIVA AGUARDAMOS AINDA A CONTRATAÇÃO DE UM LATERAL ESQUERDO , UM CENTRO AVANTE E UM VELOCISTA PARA INICIARMOS O ANO COM UM TIME COMPETITIVO.
    QUANTO À TÃO FALADA CEREJA DO BOLO CREIO QUE NÃO EXISTE MAIS NENHUM RONALDINHO GAÚCHO , REINALDO OU TONINHO CEREZO , DANDO SOPA POR AÍ.
    ENTÃO NEM É BOM ESPERAR ESSA TAL “CEREJA DO BOLO” , PORQUE SIMPLESMENTE NÃO EXISTE MAIS.
    A NÃO SER SE FORMOS BUSCAR NA EUROPA MESSI , CRISTIANO RONALDO OU NEYMAR.
    MAS , ACHO QUE COM MAIS TRÊS OU QUATRO BOAS CONTRATAÇÕES ESTAREMOS EM CONDIÇÕES DE LUTAR POR TODOS OS TÍTULOS NESSE ANO.
    VAMOS À CONQUISTA DO :
    BRASILEIRÃO.
    COPA DO BRASIL E
    SULAMERICANA.
    NESSA ORDEM.
    SEM POUPAR JOGADOR.

    1. Prezado,

      Permita-me discordar de você : como “cereja de bolo” eu só vejo Ronaldinho Gaúcho pelo que ele fez no início da Libertadores 2013 e no Brasileiro 2012.
      Reinaldo e Cerezo só nos deram Campeonatos Mineiros, que vamos e venhamos, é obrigação nossa ganhar.
      Reinaldo em 1977 forçou uma expulsão e ficou de fora da final do Brasileiro (cuspiu no rosto de um jogador) e Cerezo fez pior ainda, no meu modo de entender : fez gol que livrou o Cruzeiro de rebaixamento nos idos de 1990.
      Fugindo um pouco do assunto : PELO AMOR DE DEUS…será que vamos iniciar o ano com Di Santo e Ricardo Oliveira como centroavantes ????
      Tá na cara que nosso maior problema está aí!!!!

      1. Caro, sobre Reinado e a suspensão da partida final – me permita – está cometendo uma terrível injustiça. Procure saber melhor sobre aquele episódio. O que afirmou no comentário não corresponde com a veracidade dos fatos.

  10. DOMINGOS SAVIO GALO , atualizando …

    Em sua apreciação sobre a “equipe de transição”
    dos novos “professores” do futebol gostei muito
    da lembrança do “primeiro quadro” e “segundo
    quadro” dos times lá da roça .

    “Esfriei muito sol” quando ainda bem garoto me
    via vestindo o uniforme do time principal algum
    dia …..

    Hoje esses marqueteiros pilantras nos querem
    fazer crer que têm fórmulas modernas para se
    gerir um clube de futebol …..

    Idiotas !!!

    1. Prezado Barata. Bons tempos. Mas o que mais assusta é o imperio do medicridade e da etica da conveniência. O nosso saudoso Kafunga nao iria jamais passar pano para Patrick, Pastor, DI Santo e outos ” cabeças de bagre” que existem em razao do chamado ” apoio incondicional” propalado por aqueles que tem por missao blindar uma Diretoria incompetente, desprovida de transparencia, nas redes sociais e no estadio. Chega ser risivel, o esforço de alguns em defender jogadores medianos que foram eliminados com goleada na Copinha . Quando criticamos Patrick pela inabilidade nos cruzamentos e na marcação, o argumento é que ele tem alma e por ai vai. Eu só fico em dúvida se os vassalos da mediocridade agem por ingenuidade ou movidos por vantagens econômicas. Mas enquanto os caes ladram, ficamos com suas precisas observações, sempre embasadas na realidade e desprovidas de interesses escusos. Saudações atleticanas, como diria o Marcio Renato, em sua coluna no Diario da Tarde

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