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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

O Atleticano não abandona o time

A ressaca, embora leve e pequena, da derrota para o América, provocou reações variadas no Torcedor Atleticano. Muita gente revoltada com o treinador e pela maneira com que o time se comportou em campo. Entre esses, predominavam a turma que quer a cabeça do treinador e até aqueles que entenderam que o time estava displicente e com a cabeça na Copa Libertadores.

Como o Atleticano é, e até por nós mesmos, reconhecidamente bipolares, não acredito que o péssimo futebol vá interferir na confiança que temos nas conquistas de 2016. Uma convicção eu tenho: ganhando ou não o Mineiro, a Libertadores, ou o que for, o Atleticano – embora inconformado – não abandona o time. Afinal, aqui é SÓ Galo.

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Não vemos, por exemplo, camisas do Galo em decisões que não tenham o nosso time envolvido. Domingo, no meio da torcida americana tinha camisa de time que foi eliminado pelo América. É até natural, já que neste período de recesso o noticiário sobre esse time gira em torno da procura por treinador, da troca de jogadores, alguns deles até recusando propostas. Portanto, acho normal que ocupem sua ociosidade na condição de secador.

Mas o que nos interessa é o Galo e eu dizia no início sobre a reação do Torcedor Atleticano. Vamos tratar disso. Eu confesso que também estranhei a formação inicial, com Patric, depois de longo período no estaleiro, entrando de cara, e jogadores decisivos sentados no banco. Até me recuperar do susto, já tinha passado metade do primeiro tempo e, o pior, o time estava mal em campo.

O Torcedor pode e deve questionar, sim, seja treinador, jogador ou diretor, mas desacreditar nunca. É o que temos. Tempos atrás lutávamos contra rebaixamento, agora estamos na Libertadores pela quarta vez consecutiva.  Afinal, de 2012 pra cá são três títulos mineiros – e devemos chegar ao quarto no domingo –, Libertadores, Recopa e Copa do Brasil. Qual time brasileiro tem algo parecido? Nenhum!

Não posso achar que o time seja fraco, mas também não é o melhor do planeta. Tampouco acho Aguirre um treinador de ponta, mas é o comandante do meu time. A diretoria, com toda sinceridade, merece minha total confiança. Se pouco conheço o Daniel, tenho muito vivo na memória uma saudável relação com seu pai. O desembargador José Nepomuceno sempre dividia seu tempo entre o Tribunal de Justiça e o Galo, fora isso a família. Sua genética já o recomenda.

Outros auxiliares, que recentemente mencionei aqui, merecem minha consideração e confiança. São abnegados, que privam de seus momentos até com filhos para se dedicarem ao Galo. Isso não impede, entretanto, de na hora da raiva a gente botar tudo pra fora. Mas vamos acreditar sempre, afinal as vitórias e conquistas do Galo nos fazem muito melhores do que as eventuais derrotas.

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Fotos: Atlético/Bruno Cantini

Respeito cada opinião, notadamente do leitor, mas me reservo na condição de acreditar sempre. Permitam-me, para fechar a conversa de hoje, uma pérola que li durante a segunda-feira. Nem foi de leitor deste “Canto do Galo”, mas era o comentário de um Atleticano.

Bruno Quirino, que nem conheço, lembrava que já aplaudimos Mexerica, Catanha, Bilu e outros. Que lotamos o Mineirão, antes dele virar nosso salão de festas, acompanhando o time na série B. Relembrou uma série de desventuras e, ao final, de maneira hilária, e confesso que não concordo com ele, mas vale o registro, sugeriu que o Galo emprestasse – assim como se faz com jogador inexperiente – o torcedor que xinga o time no estádio.

Nem tanto o sugerido pelo Quirino e menos ainda o desânimo com o time. Vamos acreditar. Sempre!

26 thoughts to “O Atleticano não abandona o time”

  1. Acho q nao tem nada perdido tanto para quarta quanto para domingo. O Galo ta no pareo nos dois confrontos, so precisa entrar com gana pra ganhar e se o Aguirre nao inventar. Mas acho o plantel qualificado, bastar focar mais nos objetivos, o futebol ta mto nivelado, nao tem mais time bobo.

  2. É a última tentativa de ver um comentário meu publicado. Se não acontecer, não comento mais. Grato.

    1. Todos os comentários são aprovados, desde que cheguem ao blogueiro e não sejam ofensivos. No seu caso, caro Iraq dos bons tempos e anos 60/70, acredito ser a primeira opção.

  3. Robinho foi a marca da apatia que tomou conta do time no primeiro tempo. Interferindo na cobrança do penalty, uma vez que Pratto é o batedor oficial, e ainda por cima, perdendo o penalty. Desinteressado da partida, pensando que o nome jogaria sozinho. Aguirre, meu filho, dizer na entrevista que escalou Patrick para ver com ele estava, foi uma imprudência, não só por que ele não tinha condições de estar pelo menos 70%, como também, não entender que o jogo não era treino. E que Patrrick poderia ser avaliado entrando no segundo tempo, com o jogo, tenho certeza, com placar favorável às nossas cores. Primeiro, Aguirre, a obrigação, depois as experiências. Observe que nos deixou com uma única opção, vencer. E isso poderia ser diferente se vo^ce, Aguirre, não fosse tão desligado, e alheio às ambições do time alvi-negro. Vou torcer. Não largo o time. A gente diz que larga, rasga a carteira e depois cata os pedacinhos e cola… Aqui é Galo…Se queria, como você alegou, poupar alguns jogadores, escalasse o time reserva. Aguirre, o elenco do Galo não é assim uma Brastemp como muitos pensam. É limitado. Jogador tem que jogar, e não ser poupado…no mai,s dá-lhe Galo, carajo.

  4. Vamos acreditar sempre, pois temos elenco para ganhar o Mineiro, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro. A torcida do Galo tem que acreditar e fazer a nossa parte que é torcer e incentivar apoiando o tempo todo.

  5. Temos erros? Sim. Problemas? Quem não tem. Mesmo assim deveríamos deixar esse pessimismo de lado e voltar a entoar o “EU ACREDITO” quantas vezes for preciso, pois assim mostraremos que energia positiva temos de sobra pra envolver o time nas conquistas. #EuAcreditoSempre!!!

  6. Isto não é ilusão, ver o time jogar um futebol medíocre contra o fraco America é realidade, um técnico que não explica nada, tudo na enrolação e a cada partida tem que ter superação, até quando, até quando perdemos tudo o que disputamos, chega.

  7. CONCORDO. MAS O TREINADOR AGUIRRE AINDA NÃO DESCOBRIU QUE CADA JOGADOR TEM O SEU ESTILO DE JOGAR E, ALÉM DISSO, CARACTERÍSTICAS DE DIFERENTES DO OUTRO QUE ENTRA. O QUE GANHA JOGO É O CONJUNTO, NÃO É RODÍZIO. RODÍZIO PERDE O CONJUNTO E A HARMONIA DO TIME DE JOGAR.

  8. Me desculpe, mas Bipolar não é um torcedor fiel e pouco importa esse povo. Tristeza na derrota é uma coisa, pedir a cabeça de meio time por ter perdido um jogo contra o coelho sabendo que nossa prioridade nunca foi o mineiro é algo doentio. O mesmo bipolar que pede a cabeça de todos será o mesmo que elogiará todos no domingo… São doentes e não merecem destaque….
    Porém, mesmo saindo na quarta e perdendo o mineiro no domingo continuarei gritando galo para o resto da minha vida e isso é o que importa.

    1. É isso, Guilherme, bipolar é uma coisa, o que parte da torcida do GALO está se tornando é outra coisa totalmente diferente. Todos deveriam ler o que o Fred Kong escreveu hoje aqui no Superesportes. Lamentável a postura de alguns que vaiam nossos jogadores e treinador durante a partida. Esse tipo de palhaçada deveria ser punida. O cara que se presta a esse papel, de atrapalhar o GALO, porque quem vaia atrapalha o GALO, deveria ser proibido de ir ao campo para sempre. O momento é de decisão, temos um grande time e um grande treinador, que foge do lugar comum, que não se assemelha em nada aos ridículos e obtusos treinadores brasileiros que são apenas distribuidores de camisa. Aguirre faz excelente trabalho, quem não enxerga não conhece futebol. O time tem padrão tático, defende como há tempos não fazia, possui variação de esquema durante a partida (Jr.urso às vezes é volante, às vezes atacante pela direita, entre outras variações), ou seja, se não for pra ajudar, pra apoiar o time incondicionalmente durante toda a partida, fique em casa. Bora GALO, contra os adversário e contra os meninos criados por vó, jogando bolinha de gude no carpete e soltando papagaio no ventilador, que acham que futebol é teatro, que pagando ingresso vc pode vaiar o “espetáculo”. Porra nenhuma! SAN

      1. Barros , amanhã será uma partida em que a paciência será fator primordial .Time e principalmente a torcida terão de estar muito sintonizados em torno desta palavrinha que nos últimos jogos tem sido deixada de lado por uma pequena ,porém atuante parte da nossa torcida . Passaremos pelo racing fazendo um grande jogo ! SAN

  9. CONCORDO. SOMOS GALO NA VEIA, MAS O TREINADOR COM ESSE RODÍZIO DEUS É MAIS. TEM UMA FERRARI NA MÃO E NÃO SABE DIRIGIR OU COMANDAR O TIME. CADA JOGADOR TEM UM ESTILO. AGUIRRE AINDA NÃO SABE QUEM GANHA JOGO É CONJUNTO. ISSO FALTA AO NOSSO ALVINEGRO, CONJUNTO E HARMONIA. TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXER, ENTRETANTO, CRIA. FICO COM MARCELO OLIVEIRA

  10. Torcida chata, só reclama, cobram entrada de Cazares que não vem jogando nada para entrar na equipe. Vestir a camisa do galo tem que merecer, haver entrega e garra, isso ele não mostra quando joga. Domingo entrou e nada fez, jogador sem vontade de vencer e de jogar.

    1. AMIGO, O TREINADOR AGUIRRE TEM UMA FERRARI NA MÃO, MAS NÃO SABE DIRIGIR. RODÍZIO DE JOGADOR NUNCA VAI RESOLVER, POIS CADA UM DOS JOGADORES TEM ESTILO PRÓPRIO DE JOGAR. ACHO QUE O CONJUNTO QUE MOVE QUALQUER TIME. SEM CONJUNTO E A HARMONIA NÃO TEM TIME. TREINAR É UMA COISA E JOGO É OUTRO. O NOSSO TREINADOR NÃO SABE DIFERIR. RONALDINHO GAÚCHO FEZ BERNARD E JÔ TORNAREM JOGADORES ACIMA DA MÉDIA. O PRESIDENTE TEM QUE FICAR ATENTO. ANTIGAMENTE, FALAVA CAIU NO HORTO ESTÁ MORTO E AGORA?

      1. Ferrari? Carlos césar? Edcarlos!? O plantel é bom, mas longe de ser essa bratemp toda. Foi com falta de “conjunto” que lideramos nosso grupo na taça libertadores e conquistamos a florida cup? É sem conjunto que vamos faturar o mineiro mais uma vez? É sem conjunto que trouxemos um empate da argentina? Primeira vez que não levamos gol em jogo de mata mata da libertadores. Que conjunto é esse? Os objetivos estão sendo conquistados ou sua revolta é toda por causa da primeira liga? Acorde meu amigo, você está delirando bonito… Se sair quarta não será nenhum desespero, afinal é LIBERTADORES DAS AMÉRICAS e não temos nenhum OBRIGAÇÃO de ganhar todos os anos como o rural…

      2. Concordo com o Ronaldo. Para o padrão do futebol sul americano, nosso time é uma Ferrari sim. Na mão de um baita barbeiro. As “inovações” dele são de dar medo: lateral direito reserva (Carlos César) na lateral esquerda desequilibrando o time, lateral direito reserva (Patric) virando titular absoluto pela esquerda do ataque, dois centroavantes sem meia armador, sub aproveitar meia que já mostrou ter talento (Cazares). Eu continuo acreditando no GALO sempre, mas no Aguirre eu não boto nem um centavo de fé. Seremos campeões APESAR dele, e estou com o Galo sempre. Vamos ao estádio torcer e gritar até o fim, pois participamos das nossas conquistas, não só assistimos como os simpatizantes! Mas não estou com Aguirre!

  11. Excelente post, xará. disse tudo.
    Tenho aqui comigo, que para ser campeão, um time tem que estar fechado de coração neste objetivo. Vimos isso em 2013, foi o exemplo máximo. Vi ontem tb na coroação do feito do Leicester, de emocionar. Não sei se o atual conjunto do Galo já assimilou essa grandeza de espírito. Tenho certeza que o Aguirre quer e muito. Treinar o Galo, com o bom elenco que temos, é sua grande chance de aparecer, deslanchar. Talvez para o grupo como um todo esteja faltando o que pode vir na 4ª: uma vitória segura, convincente, daquelas de mostrar ao resto do continente e a si mesmo “olhem, estamos aqui imbuídos do espírito de sermos campeões”. No futebol, essa demonstração faz diferença.
    Quanto à desconfiança da torcida em relação ao Aguirre, acho que isso faz parte. Nosso técnico não é uma figura carismática e simpática, já começa em desvantagem em relação ao seu antecessor. Para conquistar a torcida, só mesmo com o tempo (ilusão achar que o time estará na ponta dos cascos a essa altura); resta-lhe, então arrancar de cada jogador o máximo de empenho e atitude nesta 4ª , fazer boas escolhas na escalação e substituições,p/ poder usufruir do benefício que só tempo poderá trazer. Se ficarmos pelo caminho, terá que recomeçar do zero, e terá uma vida bem difícil…
    Para terminar: quem assumiria seu lugar, pergunto aos descontentes?

    1. Só completando: faltou falar do último e não menos importante componente para formar a tríade com espírito de campeão: time, técnico e TORCIDA. Não preciso nem explicar o tamanho de sua importância em 2013, né?..

    2. Santana , o engraçado é que muitos que pediram a cabeça do Levir ano passado,são os mesmos que agora reprovam o Aguirre .Boa pergunta a vossa ,quem viria para o seu lugar ? Talvez o Lori Sandri lá do além .Saudações Alvinegras.

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