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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Mirem-se no exemplo de Júlio, o mais amigo

Novamente, um presente com considerações e ponderações de um Atleticano da gema. ObriGalo, amiGalo por este brinde pós titulo. Se recomenda o exemplo de Júlio, sugiro que suas palavras sejam seguidas. Assim seja!

Ricardo Galuppo

Na última quarta-feira, 26 de agosto, dia em que o Galo derrotou o Tombense por 2 a 1, na primeira partida da final do campeonato mineiro deste ano, passou despercebida uma data que deveria ser respeitada por todo atleticano. Completavam-se, ali, os sete anos da morte de Júlio Firmino da Rocha — conhecido da massa como o Mais Amigo. Representante de uma época mais romântica do futebol, Júlio foi um dos responsáveis por manter viva a paixão pelo Galo em momentos que muita gente pensou em abandonar o barco.

Dono de um armazém de secos e molhados na Praça da Rodoviária, Júlio bancou durante anos, sem contar com o apoio de quem quer que fosse, a Charanga responsável pela trilha sonora da paixão pelo Galo. Aquilo não era uma Charanga. Era uma orquestra sinfônica refinada. Mais do que financiar os músicos que alegravam a massa, Júlio não se furtava a socorrer o clube em momentos de aflição. ajudou a por em dia salários atrasados, forneceu alimentos para a concentração quando faltava dinheiro para alimentar os atletas e pagou prêmios aos que mais honravam a camisa alvinegra.

Uma vez, ele soube que o uruguaio Cincunegui, ídolo na massa, pediu um carro como luvas na renovação do contrato. O caixa estava zerado e o clube não tinha dinheiro nem crédito na praça para atender o jogador. Júlio procurou o gringo e, sem prometer nada, o convenceu a renovar. Assim foi feito. No dia seguinte, ao sair de casa para o treino, Cincunegui se espantou ao ver um fusca branco, estacionado na porta de sua casa, com um laço preto para deixar claro que se tratava de um presente. Emocionado com o gesto, o Gringo quis agradecer. “O presente não é meu” disse o Mais Amigo. “É da massa”, desconversou. Esse era Júlio.

Estádio vazio — Fiquei triste por ter deixado de honrar a memória de Júlio na data certa. Fiquei mais triste ainda por perceber que, no dia em que se completava mais um ano da morte desse grande torcedor que fazia questão de animar a massa, o Atlético se apresentou num estádio vazio, embalado por um D.J. Maldita pandemia.

Impossível não lembrar do Júlio e da Charanga em momentos como esse. A conquista do título mineiro, no domingo, dia 30, coincidiu com os 50 anos do primeiro campeonato mineiro levantado pelo Galo no Mineirão, em 1970 — numa vitória por 2 a 0 sobre o Atlético de Três Corações, gols de Waguinho. Eu estava no Mineirão e, ao som dos músicos regidos por Bororó, vibrei com o primeiro título alvinegro que presenciei. No ano seguinte, 1971, estive com meu pai e meus irmãos em todas as partidas que o Galo disputou em Belo Horizonte pelo campeonato brasileiro. Em todas elas, claro, lá estava a charanga para estimular o time.

Fizesse chuva ou fizesse sol, nas más fases ou nos momentos gloriosos, com o Mineirão vazio ou lotado, a Charanga era presença obrigatória, sempre animando o Galo a jogar para a frente. Foi assim na conquista de 1970, na de 1971 e nos anos seguintes, quando os músicos do Mais Amigo sempre escolhiam as músicas que cairiam no gosto da massa Quer um exemplo? O samba “Vou Festejar”, de Jorge Aragão, se tornou um sucesso junto à massa porque a Charanga foi extremamente feliz ao escolhê-lo como tema de uma de vitória que lavou a alma atleticana.

“PODE CHORAR, PODE CHORAR” — “Vou festejar” não caiu no gosto da massa por acaso, ou porque a torcida, de uma hora para outra, se pôs a cantá-la nas arquibancadas. Nada disso. Ela foi uma resposta elegante que a Charanga deu a certa torcida secundária, depois de um momentos de grande infortúnio. Só para recordar: no dia 5 de março de 1978, o Galo foi derrotado pelo São Paulo, na cobrança de pênaltis mais esquisita da história, na final do Brasileirão daquele de 1997. Com um time melhor, e invicto, o Galo perdeu para o time paulista. A torcida rival, por não ter razões próprias para comemorar o que quer que fosse, fez festa para zombar de nossa tristeza. Foi um erro pelo qual pagaria caro pelas décadas seguintes.

Menos de um ano depois, em 18 de fevereiro de 1979, foi decidido o campeonato mineiro de 1978. O título, com certeza, era menos importante do que aquele, perdido para o São Paulo. O adversário também era menos importante: aquele time de torcida vaidosa, que havia zombado de nosso infortúnio. O Galo ganhou por 2 a 1 — gols marcados pelo grande Paulo Isidoro. O segundo foi uma pintura, em que o craque pegou de primeira o rebote de uma pedrada que Dadá Maravilha mandou no travessão. Pois bem. Quando o jogo se aproximava do fim, a charanga começou a tocar “Vou Festejar”.

Era, então, um sucesso recente, lançado no ano anterior, na voz de Beth Carvalho. Diante da derrota inevitável e certamente incomodada pela alegria alvinegra, a torcida vaidosa enrolou sua bandeira, enfiou a viola no saco e foi embora. Enquanto isso, a massa, feliz da vida, acompanhava a Charanga com entusiasmo e sem economizar garganta: “É o seu castigo, brigou comigo, sem ter por quê. Eu vou festejar, vou festejar, o seu sofrer, o seu penar!”

A verdadeira alma alvinegra — Muitas vezes, em partidas menos importantes, com as arquibancadas vazias, era da Charanga o único som de incentivo que se ouvia no estádio. Me lembro do rosto moreno, rechonchudo e sorridente de Júlio Firmino neste momento em que alguns torcedores se mostram esmorecidos depois de dois infortúnios consecutivos no campeonato brasileiro deste ano.

Perder é sempre ruim e deixar escapar classificações fáceis que poderiam nos levar a títulos importantes (como aconteceu duas vezes este ano, na Sul Americana e na Copa do Brasil) é frustrante. Tem hora que ficamos perto de desistir. Isso, claro, já aconteceu comigo. Eu, por exemplo, saí do Mineirão, depois da tragédia do brasileiro de 1977, certo de que nunca mais pisaria num estádio. “Nunca mais!”, jurei. Menos de um mês depois eu já estava de volta — e bastou ouvir a Charanga para entender que ali era meu lugar de torcedor.

Longe de mim achar que o fato de ter frequentado o velho Mineirão me torna mais atleticano do que os torcedores mais recentes. Mas lamento que muita gente não perceba que a verdadeira alma alvinegra é forjada no exemplo de gente como O Mais Amigo. Júlio merece uma estátua no novo estádio. Sua decisão de apoiar o Galo em qualquer circunstância (sem com isso, abrir mão do direito de apontar erros e fazer críticas) deveria servir de inspiração neste momento em que o Galo, mais profissional do que era no seu tempo em que sua Charanga fazia das arquibancadas sua sala de concertos, parece no limiar de um novo período de glórias e conquistas.

O torcedor que superou o trauma da decisão de 1977 e que, depois de sofrer com a ladroagem no brasileiro de 1980 e da Libertadores de 1981, se tornou ainda mais atleticano sabe que nunca deixará de apoiar o time, ainda que o sucesso não venha já. Mesmo assim, ele torce para que venha. Assim como o torcedor mais crítico, ele cobra as conquistas que bem merece. Conquistas que virão, como consequência de um trabalho bem feito. E quando isso acontecer, temos que reservar um pouco da nossa alegria para dedicar àqueles que, nos momentos de dificuldade, ajudaram a manter vivo esse time apaixonante. Entre esses grandes atleticanos, Júlio Firmino da Rocha, o Mais Amigo, sem dúvida, merece lugar de honra

*fotos: 1) site da Rádio Itatiaia; 2, 3 e 4) UAI/EM

29 thoughts to “Mirem-se no exemplo de Júlio, o mais amigo”

  1. Quem quiser ver é só subir o morro,
    o GALO mora no meu barracão.
    Como era gostoso cantar a todo pulmão Galo. Mas era um grito forte, vigoroso e não o chororô de hoje que é cópia de todos os times.
    Saudades da eterna charanga do Júlio o mais amigo.
    Éramos felizes e não sabíamos

    1. Caro Ricardo.
      Emocionante e pertinente resgate memorial de uma das lendas imortais do CAM, Julio,o Mais Amigo,quando o amor ao clube e à instituição não era somente medida pelo tamanho de sua conta bancária.Abraço Joca Toia

  2. Caros,

    Julio, O mais amigo, amava O Clube Atlético Mineiro…

    Júlio vivo hj NEGOCIARIA a marchinha do AnoQvem de paixão pela atleticandade ou soltaria a nota olê olá lálá o estádio vem prá qui e vai prá ô, lá lá la, se Deus quiser y blá blá blá…?

    Com esse sem propósito, Julio tá revirando do túmulo e vai puxar pelo pé e é hj A PATOTA do P7…segura o pé, Zé!

    O mais amigo era GALO?
    O mais amigo era GALO!
    O mais amigo é GALO SEMPRE!

  3. Parabéns pela excelente lembrança. O ” Julio mais amigo ” precisa ser resgatado na história do nosso Galão, e seu texto é um ” chute inicial “nesse resgate.

  4. O texto, por si só, bem como as manifestações dos amigos do blog, já dão uma noção do que representou “Júlio, o Mais Amigo”, para o torcedor atleticano. Além do exposto, o escriba cometeu o desatino de transportar diversos velhinhos, dentre os quais este que escreve, a um passado doce, quase ingênuo, que não volta mais. Puxa-vida, nobre Eduardo, como o tempo pôde ser tão cruel e passar tão rápido…

    Aproveito a oportunidade (e o espaço, mesmo que sem autorização) para prestar minhas homenagens a outros ATLETICANOS, para com os quais o nosso GALO tem dívidas impagáveis: Cecivaldo Bentes (o Tite); Marcelo Guzella (o responsável por montar o maior Galo que eu vi jogar, o time de 80/83); Adelchi Leonelo Ziller (mestre sem diploma, responsável por escrever a “Enciclopédia do Atlético”, dentre outras coisas) e, por fim, um senhor “chamado” SEMPRE que doou ao Atlético, APENAS, o seu amor.

    Abraços!

        1. Caro Ricardo.
          Emocionante e pertinente resgate memorial de uma das lendas imortais do CAM, Julio,o Mais Amigo,quando o amor ao clube e à instituição não era somente medida pelo tamanho de sua conta bancária.Abraço Joca Toia

  5. PARABÉNS RICARDO GALLUPO PELO TEXTO ILUMINADO. BELÍSSIMA HOMENAGEM AO ETERNO JÚLIO , O MAIS AMIGO.
    JÚLIO FAZ PARTE DA HISTÓRIA DO GALO.
    ERA FANTÁSTICO O MINEIRÃO UM MAR DE BANDEIRAS ALVINEGRAS , MUITAS DELAS FINANCIADAS POR JÚLIO , MAIS DE 100.000 ATLETICANOS EMBALADOS PELA CHARANGA DO JÚLIO , UMA APOTEOSE.
    INCLUSIVE AQUELA IMENSA BANDEIRA ALVINEGRA ESTENDIDA COBRINDO TODO O GRAMADO DO MINEIRÃO , CONSIDERADA À ÉPOCA A MAIOR DO MUNDO , TAMBÉM FINANCIADA POR JÚLIO.
    NO GRAMADO O GALO , CINCUNEGUI , O DEUS DA RAÇA , O MAIOR LATERAL ESQUERDO DO GALO , DARIO PEITO DE AÇO , LÔLA , OLDAIR , LACY , VAGUINHO , GRAPETE , AMAURI , VANDERLEI , UM TIMAÇO , A VERDADEIRA RAÇA ATLETICANA.
    BATÍAMOS RECORDES ATRÁS DE RECORDES DE PÚBLICO.
    SAUDADES DESSE TEMPO QUE NÃO VOLTA MAIS.
    JÚLIO , UM ÍCONE NA HISTÓRIA DO GALO.

    1. Só posso bater palmas pro texto, irreparável. E depois que os jogos já tinham acabado ficávamos dançando ao som da charanga que pra finalizar ia tocando e caminhando pro lado do gol da lagoa. Que saudades!!!

  6. Lindo link entre o passado nostálgico e o futuro promissor.
    Alentador ver narradas aqui histórias das quais participei, quando o Mineirão era digno de nota.
    Amor incondicional, sim. Apoio incondicional, não.
    Não se trata de ganhar ou perder títulos. Só quem não quer ver não enxerga que tantos títulos não perdemos, tiraram de nós.
    Agora, apoiar quem deve R$ 14,5 milhões por Maicon Bolt, isso não, né?!
    Apoiar mecenas de fôlego curto, que FINGEM ajudar, mas só vão até a página 2, isso não, né?!
    Não sou obrigado.
    Rubens Menin, Ricardo Guimarães e Sette Câmara NÃO são o CAM. E eu não torço por mecenas, torço pelo Galo.
    Um bilionário que rebaixa o clube JAMAIS terá minha admiração.

    Uma coisa é o cidadão ganhar um salário à brasileira, e ainda assim tirar uns tostões para ver o Galo.
    Outra são bilionários que se beneficiam de sua participação ativa no clube, mas nunca entregam resultados.

    R$ 14,5 milhões de indenização pelo Maicon Bolt?!
    Se esse não for o segundo pior presidente da história, não sei o que é.

    Pior que ele, só RG.

  7. Rapazzzz!!!
    Gigante da Pampulha,GALO, Charanga do GALO, Bororó, Júlio, Zé das CAMisas putsss!!!
    Lendo a coluna recordo-me de uma passagem q aconteceu num clássico pelo Campeonato Mineiro. No minuto de silêncio pela passagem do jogador Roberto Batata, deixando momentaneamente a rivalidade de lado,um dos integrantes se põe de pé e o toque de silêncio ecoa no estádio oriundo de um trompete Alvinegro. Teve outras,muitas outras,mas esta me marcou e acredito q a muitos q presenciaram este episódio naquele dia. Êiiiiitchaaaaa!!!!
    Saudações Atleticanas

  8. Grande texto Ricardo Galuppo! Continuo tão Atleticano, ou até mais, porque esta paixão só aumenta. Inexplicável! Diferente de todas outras, esta paixão nunca cessa e se solidifica, mesmo com todos os Paulos Cury, Nelios Brandt, Zizas, e tantos outros! Mas o romantismo de antigamente não vai ter mais. Quando chegávamos no Mineirão ao meio dia, uma boa resenha lá fora com os amigos, regada a uma gelada, ir no bar 29, encontrar as mesmas caras, ver o símbolo da torcida do Galo que era o SEMPRE, e ver um time que a camisa misturava com o corpo de Cincuneggi, Vander, Vanderlei, Amauri, Dadá, Rei e infindáveis mais! SEMPRE GALO!

  9. Alo Massa, é este ano. Confio que podemos chegar ao título, esse negócio de “ano que vem” acabou… Mudança de mentalidade. Técnico, diretor de futebol, planejamento. Acredito que estamos no caminho certo. O presidente, a quem muito critiquei, indica que aprendeu com os erros. Quanto ao elenco, que falta faz um armador de qualidade. O São Paulo vem aí, um time em evolução, três vitórias seguidas, vem com confiança. Não tem outra, É VENCER OU VENCER. Voltar a encostar nos líderes. E o que precisamos AGORA, melhorar a finalização. Os pontas (keno e savarino) precisam melhorar, o time falta desequilíbrio, aquele que quebra linhas. É uma semana de 6 pts, não tem outra. EU ACREDITO. AQUI É GALO!

  10. E a pauta “futebol moderno” não sai das
    mentes e corações de analistas que não
    se dão ao trabalho de saber o que era
    jogado no “futebol antigo” , muuuuiiiito
    diferente do atual , segundo eles .

    Normalmente , essa turma já parte dos
    princípios “rotulantes” de incapacidade
    dos que “não compreendem” o estilo
    dos novos magos/treinadores .

    Um lateral avançado com cobertura do
    meia eu vi sendo usado à exaustão em
    70 com Carlos Alberto/Clodoaldo .

    Do lado esquerdo , Everaldo ficava mais
    e dava a consistência defensiva com o
    Brito e Piazza .

    Grande novidade …..

    Ao sabor do jogo do adversário , nossa
    seleção usava variações no decorrer
    da partida .

    Exemplo ?
    Num jogo muito marcado quem mais
    chegou para o arremate foi o nosso
    “volantão” , Clodoaldo , naquele jogo
    maluco contra a Romênia .
    Que coisa , não ?

    Ah! , e no tocante à saída de bola que
    o nosso Sampa traz como novidade e
    é o espelho da modernidade , saibam
    todos que a Canarinho deu , ao longo
    da Copa, não mais que três ou quatro
    “chutões” no tiro de meta ou mesmo
    na reposição do Félix .

    EM TODAS as jogadas a bola saia de
    pé em pé .

    Futebol moderno ?
    Ok ,” cada qual com seu cada qual ”
    no quesito interpretativo .

    Assim como a formação acadêmica
    se vale dos estudos e das obras dos
    grandes mestres, também o futebol
    e suas nuances se valem daqueles
    que o praticaram magistralmente .

    Assim É e SEMPRE SERÁ .

  11. Bom dia! Ter memória e reconhecimento deveria integrar nossa cultura no esporte e na vida cotidiana. Memórias como essas e tantas outras, inclusive daqueles torcedores anônimos das arquibancadas e gerais, fazem parte da história de um Clube de Futebol tanto quanto as suas conquistas em campo.

  12. Bom dia Thiago. Depois de 77 e 80 era fácil continuar torcendo. Tinhamos time de ponta e que apesar de perder os titulos eram admirados no país inteiro e até mesmo nas excursões pela Europa. Dificil foi a queda para a segunda divisao. Ser eliminado por afogados e aguentar Elias, Patrick, Pastor e uma mentalidade de filosofia de barracao que tirava o animo da torcida….Ainda bem que o Rubens Menim resolveu mudar isso….E se ficássemos com apoio incondicional a essa filosofia da austeridade e da torcida contra o vento nao sei onde iriamos parar. Eu concordo com o Sampaoli: tem de haver cobrança dos jogadores, do técnico e da Diretoria. Então os apaixonados sao importantíssimos, mas os cornetas também tem o seu valor, pois sem cobranças surge a acomodação. O que eu acho desnecessário, é ficar adjetivando companheiros que pensam diferente de babacas, e outros xingamentos. Cornetas, apaixonados, autênticos, criticos somos todos atleticanos, e queremos sim comemorar grandes conquistas tais como a Libertadores e a Copa do Brasil. Pessoalmente, penso que se derem os reforços que o Sampaoli está pedindo, temos condições plenas de lutar pelo Brasileirão. Eu torço para o Galo Forte e Vingador!

  13. RICARDO GALUPPO .

    permita-me :
    o som , a magia , o encanto , a MARCA
    UNIVERSALMENTE consagrada que nos
    liga umbilicalmente ao clube está lá nos
    acordes da música “Pergunte ao João “.

    Por mais de uma vez trouxe a espaços
    como este aqui a minha perplexidade
    sobre a turma da comunicação nunca
    ter se voltado para explorar este que
    é o mais significativo elo clube/torcida .

    Dizia eu em um comentário aqui que ,
    esteja você onde estiver, Paris , Roma
    ou Japão , se os acordes do refrão da
    música forem ouvidos ,seguramente
    haverá quem grite nosso grito com
    toda a força dos pulmões .

    Quem sabe você , que tem acesso à
    turma , consegue convencê-los sobre
    a possibilidade de explorarmos esse
    nosso patrimônio “imaterial” ?

  14. Prezados Ávila, atleticanas e atleticanos!
    Belíssima homenagem, Ricardo Galuppo!
    O que vai ficar na minha memória sempre…a entrada da charanga do Júlio na arquibancada do Mineirão. Um espetáculo à parte. Mesmo em períodos que o Galo não andava bem, mesmo sabendo que não ia ver um bom jogo, pelo menos teria o show da charanga do Júlio que tinha a frente o também saudoso Bororó.O estádio podia estar lotado, a charanga sempre chegava faltando poucos minutos para o início das partidas, mas o público abria o espaço para a passagem até o seu local tradicional, no meio do campo. As bandeiras entravam na frente fazendo uma espécie de aviso da chegada da charanga. Lembro-me de uma passagem marcante e que mostrou a dignidade do Júlio como ser humano. Logo após a morte do atacante Roberto Batata, então do cruzeiro, que havia ocorrido no meio da semana, e no domingo seguinte houve um jogo do Atlético pelo Campeonato Mineiro. Deixando de lado a histórica rivalidade na hora do minuto de silêncio, um dos integrantes da charanga como seu piston executou o toque fúnebre que ecoou por todo estádio.
    Este era Júlio! Exemplo de cidadão e torcedor!
    Se toda organizada seguisse o mesmo preceito, futebol seria diferente, alegre e com muita paz.
    Contribuiu e muito com a história do Galo!
    “Ninguém morre quando permanece vivo no coração de alguém”.
    Esse era um atleticano de verdade! Inesquecível!
    Hoje e sempre, Galo!!!

  15. Bom dia!
    Que texto lindo!
    Que leitura deliciosa!
    Obrigado, Ricardo!
    Obrigado Eduardo!
    Obrigado Massa!
    Obrigado Júlio!
    Que saudade da Charanga!
    Obrigado, meu pai atleticano que me fez do Galo!!!

  16. Este é um dos motivos que gosto desta coluna Atleticana, como é bom relembrar causos de um passado romântico, apaixonante e que me fez ser um Atleticano feliz e apaixonado, mesmo nas derrotas e decepções… Menino ainda, ia pro Mineirão, procurávamos sentar um pouco abaixo da charanga do Júlio com Bororó de costas, mas, sempre, de olho no campo, e eu, de olho no campo sempre voltando os olhos pra arquibancada onde estava a charanga. Cantávamos na alegria e alegrávamos o time e a torcida nas tristezas… Vida eterna ao Júlio, o mais amigo Atleticano…

  17. Bom dia!!!

    Parabéns Gallupo pelo texto.

    E por falar da Charanga do Galo por que não colocar também o DJ do Mineirão o embalos da Charanga?

    A ideia de colocar o som da Massa é bacana em caso de Estádio fechado ao público.

    Inserir também a Charanga será um tributo a esta Instituição voltada para alegria do Torcedor Atleticano.

    Acho que valeria a pena tentar!!!

    Fica a dica para o marketing do Atlético.

  18. Putz, que texto! Uma volta à infância! Inesquecível charanga do Galo! O texto hj relembrou a minha formação como Atleticano. Lembrei dos jogos com o campo cheio e os jogos com o campo vazio, em que a charanga era mais ouvida ainda! Grande Julio, merece todas as nossas homenagens, assim como Sempre e outros grandes Atleticanos. SAN

  19. Bom dia Massa e Guru

    Fantástico o post de hoje Ricardo Galuppo! Para mim foi um dejá-vu quando, eu criança, sem entender nada, ia com meu saudoso pai ao mineirão ver nosso time de coração jogar. A sensação da entrada da charanga era algo indescritível que me enchia de orgulho e êxtase ao mesmo tempo. E no final da partida, ficávamos ali aguardando a charanga, para juntos ao som daquela música mágica, se deliciar e sambar nos degraus rumo à saída comemorando mais uma vitória.
    Espero que personagens como o saudoso Júlio, Vicente Mota, o próprio Cincunegui aqui mencionado e outros atleticanos que abrilhantaram nossa história sejam lembrados em algum lugar especial em nossa nova arena, onde a gerações que não os conheceram, possam conhecer a suas histórias que se confundem com a história do próprio clube.

  20. Vou imprimir em letras garrafais, para que meu pai consiga ler.
    Esse é o espírito alvinegro verdadeiro.
    Fica aqui a pensar com meus botões.
    Se a turma da corneta certa hoje e das reclamações infindáveis continuariam torcendo depois de 77 e 80.
    Com certeza mudariam para outroas times .
    Pois como o texto bem disse.
    O atleticano é forjado no amor e na dor. E ele deixa bem claro isso no texto, quanto mais o galo perdia injustamente e era roubado , ou simplesmente perdia . Mais atléticas eles se tornavam. Essa é a alma atleticana que aprendir a amar e admirar.
    E por isso eu digo sempre paea alguns desavisados aqui.
    O simples fato do Galo existir já me é suficiente.
    Obrigado pelo texto .
    Eu torço contra o vento.

  21. Bom dia Eduardo, Ricardo, Lucy, atleticanos e atleticanas,
    como não lembrar do Júlio e sua “filarmônica”!!!!!!! Quantos jogos embalados por ela… Como você disse, em todos os momentos ela esteve presente, como os verdadeiros atleticanos que não abandonam o barco no primeiro infortúnio (podem até abandonar no momento de raiva mas logo voltam correndo ahahahahahahahahahahahah)…
    Antes não existiam os cânticos das torcidas organizadas e era a charanga que embalava a massa e ditava o tom… Desde sua chegada ao estádio até sua saída era uma festa… Eu gostava de ficar perto dela pra poder entoar todos os cantos… Quem não se lembra do samba, “Olha a cabeleira do zezé, será que ele é, será que ele é….” ou então do “Pergunte ao João” sucesso na voz da grande Clementina de Jesus, quando no refrão a charanga entoava “Pergunte ao João” e a massa respondia “GALOOOOO”… Bons tempos… Com certeza o futebol era mais romântico..
    Com certeza se o Júlio estivesse vivo e quisesse ajudar o Galo, babacas iriam aparecer pra gritar: “Fora Júlio mecenas, o Galo não tem dono, quero ver você bem longe do Galo”….
    Descanse em paz grande Júlio, a massa está com você!!!!! Você contribuiu e muito para a grandeza do Galo ao contrário de alguns que nada fazem a não ser criticar!!!!!
    uma ótima terça a todos e valeu Ricardo pela lembrança….

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