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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Justiça seja feita, ainda que tardia!

Imagem: Tulio Santos/EM/D.A Press

Quando menciono no título, ainda que tarde, não estou penalizando a nós – blogüeiro e Torcedores – que tanto reclamamos sobre o tema que vamos discorrer neste domingo. Refiro à demora que a diretoria teve em liberar os nomes e valores dos pagamentos feitos, através de ações junto à FIFA de clubes que adquirimos atletas e não honramos o compromisso de compra.

Faltou, mas aí basta cada um de nós fazer sua pesquisa pessoal, localizar em qual gestão foi contratado cada jogador. Oficialmente, a bem da verdade, esses números não foram divulgados pelo Galo, mas sim em informações privilegiadas a quem tiveram interesse demonstrar.

Ainda que, ao que pude ler, 60 milhões de reais foram pagos, existem outras ações correndo prazo na entidade do futebol mundial. Maicosuel, que dias atrás consumiu em torno de 13 milhões, ainda tem um resíduo de débito a ser quitado da ordem de cinco milhões de reais.

O Chará, que já seguiu outro destino, deixou algo pendente somando mais de 16 milhões de reais. O presidente acredita numa redução superior a 90% deste valor, conforme lido em site esportivo. Até sobre Lucas Pratto, tanto desejado por muitos Torcedores, existe um débito superior a cinco milhões de reais.

Corre ainda uma disputa na FIFA entre o Galo e um time turco relacionado à Patric. Em 2015, ele assinou compromisso com o time da Turquia e acabou não saindo do Galo.

Cazares, ele mesmo o equatoriano, cujo seu ex-time – o Banfield da Argentina – cobra uma indenização. Ao que já li sobre esse assunto, dificilmente o Galo será condenado. Nosso Jurídico é muito bom.

Dois que chegaram praticamente juntos e saíram também em momentos próximos são cobrados por seus ex-clubes pela falta de pagamento de suas contratações. Rafael Carioca e Douglas Santos, cujos débitos para o Spartak da Rússia e Udinese da Itália beiram entre 15 a 20 milhões de reais somados.

Por outro lado, daí a chamada sugerindo que se faça justiça. A atual diretoria já quitou em torno de 60 milhões de reais de compromissos não honrados por gestões anteriores. Com isso, como em casos recentes, salvou o Galo de perder pontos em competição que ainda iniciarão.

Foram pagos nesta atual gestão do Galo, dívidas referentes à compra do zagueiro Cáceres, do Boca Juniores; André, do Dínamo de Kiev; Elias, Sporting; Otero, junto ao Huachipato; Tardelli, Al Gharafa. No caso de Elias, convém registrar que perdemos uma grande promessa. Marco Túlio entrou como parte do pagamento pela bagatela de 900 mil euros, contra 2,5 milhões de euros da mesma moeda devida aos portugueses.

Também foram pagas e ainda têm parte a quitar – entre os mencionados acima -, as cobranças dos jogadores Douglas Santos e Maicosuel, ambos da Udinese e Rafael Carioca, Spartak de Moscou.

Pra fechar, antes que apressadamente alguém mande a consideração de chapa branca a essa resenha, ainda cobramos os gastos desnecessários dessa gestão pelas contratações de Denílson, Terans, Zé Welison, Vinicius, Edinho, Bolt, Hernandez, Martinez e outros que a cabeça não sugere a lembrança neste momento. Não reclame de chapa preta no último parágrafo. Reafirmo que a chapa aqui é branca e preta em listras verticais.

*fotos: Bruno Cantini/Atlético

2 thoughts to “Justiça seja feita, ainda que tardia!”

  1. Boa Tarde,

    Aos poucos estamos degustando um pouco de transparência.
    A tudo isto somado venho lembrar do acordo feito com um credor que vivia bloqueando verbas de vendas de jogadores, não me lembro o nome mas as cifras eram altas.
    O que ainda nos deixa preocupados são os jogadores comprados, de qualidades duvidosas e como foram pagos, se foram, qual é o percentual do galo ou se só possui os 25% de vitrine.
    Uma coisa é certa, a dívida hoje é conhecida e é quase toda de médio e longo prazo.
    O que o Galo precisa na verdade é obter renda proveniente de boas colocações nos campeonatos por onde passa, a falta desta renda impacta demais os cofres e deixa a torcida desacreditada com o time.
    Espero que a partir da volta do futebol a campo, nosso time possua uma cara diferente.
    Um clube com cara de empresa.
    PLR palavra que faz parte do nosso vocabulário a muitos anos deveria fazer parte dos contratos dos jogadores, “participação nos lucros e resultados”, ganhou levou, se não ganhar nada, não leva nada.
    Assim acho que mudaria a cara do clube, só no futebol que vemos metas como: jogou, entrou como titular, participou de um certo número de jogos….. Deveria ser, marcou x nº de gols, deu tantas assistência que resultaram em gol, tomou quantos gols, foi campeão, vice.
    Ou seja fazer que o jogador se sinta parte do resultado do clube, futebolístico e financeiro, e este resultado podendo influir positivamente ou negativamente na sua fonte de renda.
    É inconcebível um artilheiro que não faça gol, AFF.
    Mas o que vemos hoje é jogador perdendo pênalti e ficando triste por muito pouco tempo, porque quarta ou sábado temos outro jogo, outro desafio e este já perdemos e não tem como voltar mais, e o clube e a torcida que se funique.
    Mas se no final do mês isso refletir no salário dele, aí sim, ele sairia e ficaria triste por mais tempo.
    Profissionalizar, no futebol só os salários profissionalizaram, os deveres nem tanto.

    Bom domingo a todos!

  2. Bom dia Massa e Guru

    7C teve um administração de futebol pífia até dez/19 e os 60 milhões gastos talvez expliquem o porque disto, já que ele teve que concentrar todas as suas atenções às questões administrativas e financeiras, deixando literalmente de lado o futebol e entregando-o a pessoas incompetentes.
    Esta sujeira que estava sob o tapete (60 milhões), só aconteceu porque nunca tivemos em nosso estatuto arcaico, uma ferramenta que pudesse bloquear as ações irresponsáveis de dirigentes que endividaram o clube inescrupulosamente.
    Comprar e não pagar é cultural em nosso país, e nós torcedores temos nossa parcela de culpa nisto, quando cobramos e exigimos das diretorias contratações de jogadores fora da realidade financeira do clube sem nos importarmos de como será pago e qual o valor de salário mensal que o clube gastará.
    Então meus caros o momento é de mudança e todos, inclusive nós torcedores precisamos contribuir para esta mudança ao pedir contratações e até nas fiscalizações dos que está sendo gasto no clube, para não corremos o risco de “Cruzeirar “ como disse 7C.

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