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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

É Dura A Vida De Dirigente Do Galo!

Fábio Fonseca à esquerda de Telê Santana. Dupla vitoriosa. UAI/EM
 Ricardo Galuppo

Mesmo antes de assumir a liderança — que veio com a vitória por 4 a 3 sobre o Atlético Goianiense, no sábado passado —, o Galo já fazia uma bela campanha no Brasileirão. Com um futebol convincente, já havia mostrado que é candidato sério ao título deste ano. Quem, no entanto, acompanhou o noticiário na semana passada, ficou com a impressão de que o clube está à beira do abismo e caminha a passos firmes para o atoleiro. Poucas vezes na história recente do Galo uma diretoria foi alvejada por uma saraivada tão inclemente de críticas. 

O cerco à diretoria se deu, é claro, com o anúncio da possibilidade de contratação de Thiago Neves, jogador que, além de não reunir as condições técnicas exigidas em um time que pretende ser campeão, disse tanta bobagem a respeito do Atlético que acabou se tornando um dos seres mais rejeitados pela massa. A torcida protestou contra a decisão absurda de sondá-lo, numa das mais belas demonstrações de civismo alvinegro vistas nos últimos cento e doze anos. E conseguiu o que desejava: impedir que o tal Neves vestisse a camisa do Galo. Isso foi ótimo. Péssima, porém, foi a reação de um grupo de pessoas que, ao invés de saudar a diretoria por ter feito a vontade da torcida, continuou agindo como se todos ali tivessem o propósito deliberado de errar. Muita calma nessa hora!!

O presidente Sérgio Sette Câmara e o diretor de futebol Alexandre Mattos foram tratados como dois incompetentes que só falam sandices enquanto empurravam o Atlético para a mesma terceira divisão do Campeonato brasileiro que logo receberá um clube vaidoso de Minas Gerais. Viraram sacos de pancadas e se tornaram alvos de um grupo que tem se multiplicado com uma rapidez impressionante: o dos supostos especialistas em gestão esportiva.

Isso mesmo. De uns tempos para cá, certas pessoas se manifestam em público como se soubessem exatamente o que deve ser feito para montar uma equipe competitiva e vencedora. Algumas delas talvez se sintam especialistas no assunto por terem dado R$ 49,90 (praticamente cinco mensalidades do Galo na Veia Branco) à TV Globo em troca dos palpites que as fazem “mitar” (seja lá o que isso significa), no jogo de azar chamado Cartola. As críticas que esses e outros “experts” fizeram à diretoria do Galo na semana passada foi tão intensa que deixaram a sensação de que nada funciona direito na avenida Olegário Maciel, 1516. Já pensou o que teriam dito se o Galo, ao invés de buscar a liderança, estivesse se contentando com uma vaga na pré-Libertadores?

SAUDADES DO TITE

Tite, numa confraria atual, à esquerda da proprietária do Bar Verdinho e Dirceu Pedrosa Crédito: Marcos Vieira UAI/EM

De tudo isso, fica uma lição. Por mais moderno que o Galo esteja se tornando, é preciso entender que o clube e a torcida não podem se tornar estruturas dissociadas. Precisam falar a mesma língua. Teve um momento, depois de tanto ouvir críticas à gestão do Galo, que senti uma saudade enorme do Tite. Calma! Não me refiro, claro, àquele embusteiro que sempre escondeu a incompetência atrás da fala empolada e foi um dos responsáveis pela campanha de 2005 — que empurrou o Galo para o momento mais crítico de sua história. 

O Tite mencionado aqui é Cecivaldo Gonçalves Bentes. Foi diretor de futebol na gestão do presidente Walmir Pereira, sempre atuando em parceria com o empresário Toninho Abadala. Como outros que passaram pelo cargo, essa dupla entrou para a história do clube pela porta da frente e conquistou o direito de permanecer nela para sempre. 

Os tempos, certamente, eram outros e o cargo de diretor de futebol exigia credenciais diferentes das atuais. Ao contrário do que se vê hoje em dia, seus ocupantes sempre punham os interesses do clube à frente das próprias convicções. Tite e Toninho jamais teriam dado à torcida razões para reagir de uma forma tão indignada quanto a que se viu no episódio da sondagem feita por Alexandre Mattos àquele tal Thiago Neves. Foi, sem dúvida, uma tremenda pisada na bola. 

Mattos, que chegou ao Galo depois de uma boa passagem pelo Palmeiras, pôs em dúvida a própria competência ao afirmar que Neves tem o perfil de jogador pedido com insistência por Jorge Sampaoli. O treinador, de fato, quer um atleta criativo e eficiente para armar jogadas de ataque. Só que esse jogador não é Neves, um boleiro superado, indolente e desagregador. Se um dia ele teve tais qualidades, elas ficaram no passado. 

FALA, ZEZÉ!

Uma das raras provas de eficiência que ele deu no futebol em período recente foi aquele pênalti batido contra o CSA no ano passado. Chutou como quis e alcançou o objetivo que desejava… foi o que pareceu. Quanto ao resto, bem… uma das raras provas de criatividade que deu foi a saudação “Fala, Zezé!”, imediatamente adotada pela torcida do Galo. Outra demonstração de criatividade de Neves foi a ideia de cobrar R$ 20 milhões do Atlético com base naquilo que ele acha que vale. Esse dinheiro, somado aos argumentos que utilizou para cobrá-lo, talvez seja a prova de que o rapaz pretende mudar de ramo. Como não tem futuro como jogador de futebol, quer ganhar a vida como humorista. Só pode ser isso! Só pode ser isso!

Mattos pode até entender de futebol, mas demonstrou no episódio que ainda não conhece de Atlético o suficiente para merecer o aplauso da massa. Aprenderá, sem dúvida. Quando isso acontecer, nunca mais cometerá um erro tão banal. Tite, Toninho Abdala e outros que marcaram época no Clube podiam até não saber tanto sobre futebol quanto ele. Mas sabiam tudo do Atlético e jamais afrontariam a torcida daquela forma. Até porque, faziam parte dela.

“MORRER PELO ATLÉTICO”

Tite e Toninho estão entre os responsáveis, num momento de absoluta falta de dinheiro, pela decisão de recorrer às divisões de base e, com ela, formar o time de 1976 e de 1977, um dos maiores da história do Atlético. Outros grandes atleticanos passaram pelo posto. Um, em especial, se destacou pela habilidade com que construiu a ponte entre a torcida e o Clube. Refiro-me ao doutor Fábio Fonseca e Silva, dirigente que se tornou ídolo da torcida. Foi ele quem deu à massa o apelido de Força Atleticana de Ocupação, FAO — que acabou adotado por uma das primeiras torcidas organizadas do Galo na era moderna, os Dragões da FAO. 

A sigla FAO tem uma inegável sonoridade militar e há motivos para isso. Antes de se formar em medicina, o doutor Fábio, que nasceu em Uberlândia, integrou a Força Expedicionária Brasileira, FEB, e combateu o nazismo na Itália. De volta ao Brasil, tornou-se estudante de medicina em Belo Horizonte e começou a participar da vida do clube. “Não digo que seja capaz de matar, mas sou capaz de morrer pelo Atlético”, disse certa vez numa entrevista.

Foi presidente em 1962 e 1963, anos em que o Galo foi campeão mineiro. Voltou à diretoria em 1969, como diretor de futebol do presidente Nelson Campos e foi, mais uma vez, campeão. Na conquista do título regional de 1970 e na campanha do brasileiro de 1971, doutor Fábio, com suas calças brancas e camisa preta, estava sempre no túnel, ao lado do técnico Telê Santana. 

PRÊMIO NOBEL

Pela ligação que construiu com a torcida — que lhe deu dois mandatos de deputado federal pelo velho MDB — o doutor Fábio foi um dos maiores e mais queridos diretores de futebol. Mas há outros que fizeram trabalhos notáveis administrando recursos que, para o Galo, sempre foram escassos. O próprio Alexandre Kalil, antes de chegar à presidência, desempenhou um papel brilhante, ao lado de Bebeto de Freitas e Eduardo Maluf, na montagem do time de 1999 — aquele que entrou para a história com duas sapecadas cruéis e definitivas sobre equipe vaidosa do Barro Preto, nas quartas de final do brasileirão daquele ano. 

Bebeto e Maluf marcaram o ingresso do Galo na era dos diretores remunerados e tiveram a glória extrema de ouvir seus nomes gritados pela massa. Alexandre Mattos está há pouco tempo no Atlético e tem tudo para se tornar aquele tipo de profissional que, na definição que já se tornou clássica, “entra como funcionário e sai como torcedor”.  Ele errou, e errou feio, ao achar que Neves estava à altura de vestir a camisa do Galo. Voltou a errar quando disse que a negociação só não foi adiante por preocupação com a segurança do rapaz. 

Nada disso: o Neves não veio porque está longe de ser o jogador um jogador à altura do Atlético ou qualquer clube que pretenda ser levado a sério. Alexandre Mattos errou mas, com toda certeza, aprendeu que a massa cobra respeito com a mesma intensidade com que dá carinho. Ela até aceita ser contrariada, mas não pode ser afrontada. Se ele entender isso, terá seu nome gritado nas arquibancadas (algo que jamais lhe aconteceu nos outros clubes em que trabalhou) tão logo a torcida volte aos estádios. E isso, convenhamos, é honraria que equivale ao Prêmio Nobel de Futebol. 

16 thoughts to “É Dura A Vida De Dirigente Do Galo!”

  1. Bom, quanto ao último parágrafo, certamente seria bom ser incensado pela TORCIDA do CAM, o que, obviamente, não inclui grupelhos ideologicamente organizados.

    Quem quem ter seu nome gritado por Grupa, Galo Marx, Antifas, Galoucura…?!

    Deus que livre os bons de um destino triste destes.

    Torcedor organizado só serve para uma coisa: NADA.

    1. MUIDIFIÇO ser mediador quando, mesmo implorando, alguns insistem.
      Insisto em falar só de Galo e não se valer do espaço Atleticano para outras intenções.
      Me ajuda! Esforço em não perder comentário ou cortar parte, para tanto necessito que se fale só em Galo.

  2. Se a vida de dirigente fosse dura assim, não haveria tantos figurões milionários pleiteando dirigir o clube. A vida de dirigente traz muitas benesses. Veja quem era Alexandre Kalil antes e depois da visibilidade que o Clube lhe deu.

    Dura é a vida do torcedor, que só tem valor para esses dirigentes se for pra comprar camisa de 300 reais ou ingressos no estádio, especialmente nos momentos de crise.

    Sette C é um péssimo gestor. Pior é ver gente passando pano pra esse povo. Democracia já no Atlético, com torcedor podendo participar do futuro do Clube, não deixando a Instituição à mercê de seu conselho que sempre escolhe uma meia dúzia de milionários para comandar o CAM.

  3. Corre na boca miúda que é melhor ter mil inimigos fora de casa do que um único dentro dela. Não existe almoço grátis,e este trecho mostra bem isto [•••]”Pela ligação que construiu com a torcida — que lhe deu dois mandatos de deputado federal pelo velho mdb”[•••], quem viveu o Clube nos anos 90 sabe bem qual é o resultado de decisões erradas, muito em função de mentalidade e ideias ultrapassadas.
    Não existe lugar p o dirigente que pensa q p trabalhar com futebol, basta ler sobre o assunto que se tornará qualificado para exercer a função,por isso a cada dia, a exigência se torna mais alta e no CAM ñ sería diferente. Não sou dono da razão e nem pretendo ser, prefiro guardar minha boca p comer farinha.
    Saudações Atleticanas . #GALOSempre

  4. Bom dia Massa Galuppo e Guru

    Cara é um deleite ver seus posts todas as terças neste espaço. Ao invés da mesmice de temas que já se tornaram cansativos, e nos são empurrados como numa lavagem cerebral, vc nos trás histórias do clube e melhor está apresentando ao Atleticano deste espaço, personagens da nossa história que nunca chegariam a nosso conhecimento, porém sem deixar de debater o momento atual.
    Sobre o tema de hoje, a diretoria tem o dever de conhecer as coisas do clube e principalmente repassá-la a todos que nele trabalham. Errou feio e por isto foi massacrada; mas quem não erra? Infelizmente estamos vivendo no mundo que todos sabem de tudo e fazem o papel de julgadores. A única verdade que existe é a verdade deles, esquecendo que temos o telhado de vidro e um dia a pedra que se atira pode quebrar nossa própria telha.

  5. Bom dia Ricardo, Eduardo, Lucy atleticanos e atleticanas,
    “É Dura A Vida De Dirigente Do Galo!”… é bom lembrar que ninguém é obrigado a ser dirigente de time nenhum!!! Todos se candidatam a esse posto… E cada um escreve seu nome na história de acordo com suas ações, do mesmo jeito que existe uma lista imensa de pessoas que trabalhou para a grandeza do Galo, existe uma outra lista imensa de pessoas que contribuiu para a nosso derrocada… E é nessa segunda lista que coloco o Sr. Sette Câmara; se mostrou totalmente incompetente para dirigir o Galo, não soube escolher diretores de futebol, aprovou contratações catastróficas que causaram e ainda vão causar grandes prejuízos técnicos e financeiros ao Galo (não se esqueçam que muitas dessas contratações ainda pertencem ao Galo e estão apenas emprestados), deixou de vender o marginal descompromissado e desinteressado no começo do ano e agora vai ter que liberar tentando apenas não ter que pagar o que ele tem direito de receber, e por fim, afrontou a nossa torcida ao tentar trazer um jogador que não tem nenhuma identificação com o Galo e sua torcida, pra dizer o mínimo… Sim, a culpa é toda dele pelo que aconteceu na semana passada, o Sampaoli, pode indicar, o Mattos pode contatar, mas o OK para seguir as tratativas tem que ser dele que é o presidente…
    Sou atleticano, estou fechado com o time e com o treinador e até com o diretor, mas torço muito para os conselheiros do Galo escolham outro pra ser presidente no final do ano… Já disse e volto a dizer deve ter gente mais competente lá pra assumir… Esse sujeito não merece ser o presidente que vai inaugurar o nosso Estádio….
    um ótima quarta….

  6. Bom dia amigos do Galo. Acredito sim que tem uma boa parte da mídia Rio/SP que tem interesse em dar uma dimensão maior que a real aos acontecimentos negativos que acontecem no NOSSO GALO. Que o clube tem que pagar os salários em dia, isto é indiscutível, o NOSSO GALO deve um mês de salário aos jogadores e isto é preocupante, mas e os outros clubes? Todo dia a Globolixo e suas coligadas falam sobre isto, dão uma ênfase maior as coisa negativas do CAM e deixam de lado que o NOSSO GALO é o líder isolado do Brasileirão, que tem o melhor ataque e que é candidato ao título.

  7. Bom dia!
    Me deliciei em cada palavra, caro Galuppo!
    Parabéns!!
    Obrigado por esse presente, competentíssimo Eduardo D’Ávila!!
    Apoio total ao Galo (diretoria, comissão técnica, time todo, Massa)!
    Rumo ao Bi que era pra ser tetra ou penta, sei lá. Foram tantos os roubos da CBF capitaneada pela globolixo!!!!

  8. Bom dia! Trabalhar com futebol exige não só conhecimento específico mas também capacidade de resiliência e bastante criatividade. Aliados à isso, a seriedade e competência em sua gestão são fundamentais, sob pena de incalculáveis prejuízos esportivos e econômicos. No caso do Clube Atlético Mineiro soma-se à essas situações a característica marcante de sua Torcida, que é muito exigente e em determinadas situações um pouco intransigente, característica de quem age com o coração e não com a razão. No recente caso de Tiago Neves, sem dúvida, houve uma precipitação de toda Diretoria, porque o Mattos sozinho não tomaria nenhuma atitude, mas, felizmente, pressionados corretamente pela Torcida não houve sequência no equívoco. Porém, não nos enganemos, futebol é negócio e deve gerar lucros dentro e fora de campo, a paixão sozinha, sem aliar-se à competência, jamais dará fruto. Então, esperamos que tenha existido aprendizado daqueles responsáveis pelo comando dos destinos do Atlético, para que não aconteçam futuramente desgastes completamente evitáveis.

  9. “……… alvos de um grupo que se tem multiplicado
    com uma rapidez impressionante :
    o dos supostos especialistas em gestão esportiva ”

    Todos eles formados pelo Google …..

    Fora a turma que nunca chutou uma bola na vida
    dar conselhos sobre como ROMÁRIO “deveria ter
    se colocado na área para finalizar …..”
    (essa resposta o craque deu numa entrevista que
    foi marcante ; calou a boca dos jornalistas que o
    entrevistavam)

    Citei esse exemplo pois pra mim retrata todas as
    sandices que a gente vê/lê por aí .

    E , para finalizar com o mais importante , saudar
    os textos do Galuppo , que vêm mostrar para a
    nova geração de torcedores que o Atlético tem
    em sua história centenária diretores , jogadores ,
    torcida e exemplos mil de paixão e glória .

  10. Bom dia MASSA!

    Ricardo, em parte vc tem razão, talvez nós tenhamos esbravejados em demasia. Mas convenhamos, a situação foi das mais críticas já ocorridas nos últimos tempos. Se a torcida não reagisse, o time estaria a beira do abismo e caminho do atoleiro com a chegada desse jogador medíocre.

    Outra coisa, o -7C é sim incompetente como presidente de futebol. Ou vc acha que alguém com um pingo de competência contrataria Dudamel? Ney Franco? Bolt com salário europeu? Perderia para Afogados da Ingazeira? Etc.

    SDS ALVINEGRAS.

    BBOOOORRRRAAAAAA 999AAAALLLLÔOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!

    PS.: Se o conselho for formado por quem ama o 9ALO acima de tudo, como esses que vc sempre nós privilegia com magníficas histórias de amor ao clube, de pessoas que sempre colocaram o CAM na frente, sem interesses próprios, o resultado será um só. Tchau, querida!!!!!

  11. Bom dia Galuppo. Bom dia a todos. Respeitosamente, eu nao acredito na lenda de abnegados na direção de clubes de futebol. O Kalil, em entrevista disse que nós torcedores só sabemos de três por cento do que acontece num clube de Futebol. O Sette Câmara nos deu um dica interessante, com a seguinte frase: ” Depois nao sabem porque advogado fica rico”. Ele falou isso se referindo a possibilidade de Thiago Neves impetrar uma ação judicial pedindo 20 milhões de indenização e se a acao for julgada improcedente, terá de pagar dois milhões de honorários de sucumbência ao advogado do atlético. Tai um grande filão num Clube de Futebol: os honorários de sucumbência para a equipe de advogados que sao escolhidos para defender o Clube. Em cada ação vitoriosa, dez por cento na conta. Ainda existem nos clubes a gestao de orçamentos superiores a 300 milhões, com plena liberdade para contratação de inúmeras funcionarios e serviços, fora as possibilidades de ” rachadinhas” das gordas comissões recebidas pelos ” empresários” nas negociações dos atletas que eles gerenciam. O Futebol para os empresários e dirigentes é um excelente negócio. Na minha opinião, abnegados na direção de clubes de futebol é igual virgem em zona, ou seja, nao existem. Todos, absolutamente todos, estao ali à cata de interesses pessoais, quer sejam econômicos, políticos, legitimos ou escusos. Tanto assim é que atualmente no nosso galo, quem manda é Rubens Menim pelos investimentos que está fazendo, objetivando na minha opinião, transformar o Galo em um clube empresa, pertencente ao seu conglomerado de negócios. Investe no Galo como investe na CNN, pois está vendo retorno futuro de ganhos financeiros através do controle de.um Negócio no ramo do entretenimento. Lá em Araxá eles dizem quem paga a banda escolhe a música que toca. Então, presidente de fato do Galo é Rubens Menim, que irá definir se será Sete Câmara ou quem ele apoiar será o seu preposto na Presidência do Galo, para concluir o processo de transição do Galo para uma empresa lucrativa controlada por esses bilionários, visando sempre mais lucros. E eles ainda serao idolatrados por nós pelas conquistas esportivas de suas empresas.

  12. Bom dia! Nos Atleticanos de coraçao temos que ignorar programas esportivos da ESPN e FOX Sports, jornalistas contra o Galo, aquele Vitor Birne dizendo que sera vexame o Fla perder o titulo para o Galo, ele alem de babaca parece um porco falando,basta a esses pobres jornalista de Sao Paulo e Rio de Janeiro!

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