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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Depois da tempestade sempre vem a bonança. Mas, e depois da bonança?

Max Pereira
@pretono46871088
@MaxGuaramax2012

Se não há mal que sempre dure, também não há bem que sempre perdure. Essa parece ser uma lei inexorável da vida de qualquer um de nós. E os clubes de futebol também se submetem a ela de forma compulsória e inevitável. No caso do Atlético, então, é o retrato escarrado do momento atual. Depois de um início turbulento, prenhe de erros, parece que Cuca e o elenco vão se encontrando e se harmonizando em um caminho interessante e promissor.

Cuca chegou ao Atlético com a delicada missão de conduzir uma transição de modelos táticos complexa, uma vez que, a sua forma de ver o jogo e de seus times tradicionalmente atuarem nada têm a ver com a filosofia de jogo de Jorge Sampaoli. E, ainda que aparentemente tenha sido mais feliz do que se imaginava à frente do Santos, substituindo coincidentemente o mesmo treinador argentino, se enganou quem pensava que a experiência no time peixeiro o levaria a conduzir a transição atleticana de forma leve, inteligente e gradual.

A bem da verdade e da justiça é forçoso reconhecer que Cuca voltou ao Atlético em um momento absolutamente complicado para ele próprio. Além de estar enfrentando uma casuística e ardilosa exploração de uma antiga acusação de participação em um caso de estupro coletivo na Suíça, Cuca vivia dias de terror com a própria mãe.  É que Dona Nilde, se encontrava entre a vida e a morte, intubada em um CTI de um hospital de Curitiba, após ter contraído Covid.

Tudo indicava que Cuca, por tudo isso, estaria no lugar errado e na hora errada, se obrigando a realizar um périplo que poderia significar para ele e para o clube uma viagem sem volta a um inferno sem fim. Porém, quis o destino que um super-herói improvável se tornasse o santo protetor das causas atleticanas. Um incrível Hulk, vindo da China, nascido Givanildo, como tantos outros nordestinos desse Brasil continental, desceu nessas montanhas, verde de vontade e de profissionalismo, e chamou para si a responsabilidade de estartar e liderar uma reação até então insuspeita, que pode levar o Atlético bem mais longe do que a vã filosofia do atleticano nesses dias de turbulência poderia imaginar.

Não, não falo apenas dos gols e do que ele vem fazendo dentro de campo, mesmo porque, como não canso de defender e repetir, tudo o que acontece dentro de campo é consequência e reflexo do que ocorre fora dele. A nítida evolução do time tem causa e o efeito parece promissor.

Falo, portanto e também, do que Hulk fez fora das quatro linhas quando, ao publicizar a crise que sacudia o vestiário atleticano e chamar sobre si a responsabilidade de sacudir e provocar o comando e o treinador em relação ao que estava acontecendo, abriu as portas para o diálogo e o entendimento, permitindo que as arestas existentes fossem aparadas e que, ao mesmo tempo em que o grupo passasse a comprar as ideias do treinador, este também visse o elenco que tem em mãos com outros olhos e entendesse que continuar seguindo irrefletidamente as suas próprias idiossincrasias e teimosias seria um desastre incontornável. A atitude de Hulk levou o presidente à cidade do Galo e resultou em uma reunião bastante produtiva entre o grupo e o treinador.

Também é verdade que o bom ambiente entre os jogadores, conforme os vídeos e as fotos que pululam nas redes sociais atestam, contribuiu com a missão do super-herói alvinegro que, não só está esmagando as redes adversárias, como também exorcizando os demônios que estavam obsidiando os interiores do clube. Embora o elenco já viesse, a meu ver, mostrando certo comprometimento, bem querência entre eles e vontade de acertar, o time do Atlético, vinha capengando nesse início de trabalho de Cuca e deixando claro em seus jogos que existiam problemas internos que estavam afetando o desempenho de alguns jogadores em particular e prejudicando, de modo geral, toda a equipe. É que nem sempre querer é poder.

Mas o que Hulk fez foi apenas dar um bom pontapé inicial em um processo que precisa ser potencializado e tratado com muito carinho pelo Atlético. Em um clube que historicamente sempre pecou no trato da gestão de grupo, todo o cuidado é pouco. Tal e qual um canteiro com flores raras, que tem que ser adubado, regado e protegido contra as pragas e às intempéries, o Atlético, tem que entender o quão fundamental é cuidar das relações interpessoais intramuros, em particular entre comandantes e comandados, inibindo aqueles abalos sísmicos que recorrentemente têm sacudido o sítio atleticano. Sampaoli pagou caro por isso e Cuca vinha caindo no mesmo buraco. Quem semeia ventos, colhe tempestades.

A irregularidade, tônica do Glorioso nesta e em outras temporadas, tem causas que precisam ser atacadas em profundidade e que estão longe de serem resolvidas apenas com a dispensa deste ou daquele jogador, ou com a simples troca do treinador ou até mesmo com a tão, por vezes, desejada por muitos, queda deste ou daquele dirigente. Sem atacar os problemas do Atlético na raiz, qualquer dança de cadeiras ou mexida no elenco irá produzir apenas, e no máximo, efeitos paliativos e passageiros, fazendo com que o clima de instabilidade, não só continue perdurando indefinidamente, mas também se agudize, comprometendo os resultados do clube, em especial nas competições de tiro longo como o Brasileiro que exigem regularidade, planejamento e, claro, bom ambiente. 

Enfim, se o Atlético deseja de fato se tornar de vez aquele Galo Forte vencedor e campeão dos sonhos de seu torcedor, além de trabalhar muito e adotar medidas pontuais para resgatar de vez a sua saúde financeira, hoje tão delicada e fragilizada, o clube também tem que revolucionar a sua gestão de grupo. Caso contrário, continuará amargando novos tsunamis.

“Deixe o Uber por minha conta”, bradam sempre os caçadores de bruxas ao defenestrar este ou aquele atleta. Mas, pensando e agindo assim, na conta de quem vamos deixar o Atlético?

31 thoughts to “Depois da tempestade sempre vem a bonança. Mas, e depois da bonança?”

  1. Amanhã é outro dia , como diz gonzaguinha , não pense que ficarão livres de meus comentarios geniais , amigalos passadores de pano, cornetas, cornetas do bem, moderados e xiitas, com o azedume bem humorado de Barata e o “otimismo” de Paulo Silva , amigos queridos de nossa confrariia

  2. Pela primeira vez, em anos, hoje foi o dia que não consegui enviar comentarios. problema no recaptcha, sabe lá o que é isto

  3. Salve Massa, Max e Guru!

    Caro Max é difícil ter bonança com uma imprensa sem noção como a nossa. A postagem de ontem de meu Guru, foi do ambiente de calmaria que finalmente vem acontecendo no clube após as duas últimas vitórias. Mas este ambiente sempre estará em risco, principalmente quando uns bandos de pseudojornalistas a procura de holofotes passam a fazer perguntas idiotas e repetitivas e até intencionais para causar polêmica.
    Ontem a pergunta principal da coletiva foi: Keno vc não está jogando a mesma bola e fazendo gols como na última temporada, porque?
    A resposta: Estou jogando de uma forma diferente a pedido do novo treinador e estou tendo que voltar para marcar. Com isto, às vezes, me sinto prejudicado fisicamente e não chego inteiro para definir as jogadas.
    Esta pergunta, com palavras diferentes foi feita por cinco pessoas na mesma coletiva, a ponto do jogador fazer uma cara como: que bando de merdas perguntando a mesma coisa!
    Ai veio a pérola de um retardado questionando o Keno sobre o Neimar no jogo contra o City. “Me tira o tubo”, como dizia o personagem do Jô Soarese.
    Além do despreparo de quem pergunta é nítida a intenção de jogar lenha na fogueira, o que é até compreensível porque o Galo é notícia. Ou vcs acham que alguém vai querer falar de times diminutos como o melequinha ou o falido série B?
    A torcida precisa ficar de olho e não entrar nesta pilha!

  4. Bom dia,

    Excelente texto. Mas não pode virar moda no grupo virem a público reclamar ou apenas se manifestar insatisfação.
    Digo isto devido a entrevista do Keno ontem.
    Comprar jogador com idade mais avançada é um risco, mas neste caso e aproveitando das 5 substituições, creio que o melhor seria fazer o que o treinador pede, por apenas um tempo, deixando o outro tempo para o Marrony.
    O resultado de ontem deixou o Galo com um pé na próxima fase, focar agora o primeiro lugar e uma quantidade de pontos suficiente para definir as classificações em casa.
    Próximo jogo na libertadores será na quinta feira e será transmitido pelo facebook Watch, mais uma opção.
    O jogo contra o Tombense não necessariamente deverá ter equipe totalmente reserva já que o tempo de descanso nesta semana é grande, na volta e provável final é que o tempo será menor, mas ainda não marcado, existe 15 dias até o início do Brasileiro 2021.
    Gostaria de ver opções diferentes em campo, Micael, Neto, Calebre, Sãvio e Echaporã, convenhamos se não for desta vez não será nunca mais.
    Boa sexta a todos!

  5. Bom dia E. Ávila, Max, Paulo e demais Atleticanos e Atleticanas.

    Ótima resenha! Aliás, mais uma análise consciente da fase atual do Galo.
    Entre a teoria e a prática existe um espaço chamado execução. Ou noutras palavras, por em prática o que é ensinado e teorizado.
    Às vezes tudo flui conforme o planejado, noutras situações não se obtém o que se esperava.
    O quê deu tão errado nos últimos anos (2015-2020) que impediu o Galo de ser campeão em campeonatos de nível nacional, internacional e até mundial?
    Muitas coisas que todos os Atleticanos antenados sabem!

    Pois é, estamos nos últimos jogos para definir o Campeão do Rural Mineiro que eu valorizo e dou importância. Acredito que o Galo vencerá o Americão na final…!

    Estamos indo bem nesse início e acredito que “outra vez” disputarenos com o flamengo, palmeiras, internacional, grêmio, são paulo, flu e santos, os títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão.

    Fazendo uma projeção simplista, eu diria olhando para o agora que um desses será nosso. Prefiro mil vezes o Brasileirão! (estamos esperando anos demais da conta pelo 2⁰ Troféu).

    “Aqui é Galo”!

  6. Ao que sentimos de fora, o clima dentro do nosso CAM, pelo menos em se tratando do Depto. De Futebol, está bem mais leve…

    Cuca que viveu um inferno na sua chegada com o tal episódio de 30 anos atrás bombando nas redes, sua mãe internada e o time não jogando bem com ele no comando, parece que agora com esses episódios sanados e o time começando a mostrar evolução, vamos ver o nosso GALO disputar mais uma final de Mineiro e na Libertas, passar para o mata mata com boas perspectivas de avançar…

    Brasileirão e Copa do Brasil que logo começam tbm serão competições pra esse time brigar nas cabeças, portanto, a torcida Atleticana espera com muita expectativa por campanhas de time CAMpeão…

    Sonhamos com conquistas ainda em 2021 porquê o ano que vêm tá bem longinho, viu Sr. Caetano???

  7. Continuo achando que o Galo não deveria contratar mais ninguém, não ser que fosse um jogador da categoria de um Ronaldinho. Fora isso, dá para montar um time muito bom com o plantel disponível, que pode ser melhorado mais ainda com a inclusão de mais jogadores da base. Será que lá não tem um zagueiro com bom potencial de crescimento?

    Vi ontem um tabela comparando as receitas dos grandes clubes do Brasil com venda de jogadores. O Galo está num “honroso” final de fila quando se considera os 12 maiores. Quem está na frente? Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Grêmio, e por aí vai. Devendo R$1,2 bi, o Galo só sairá do buraco vendendo “craques”. Atenção, “craques”, não é qualquer jogadorzinho não! Está mais do que na hora de promover a meninada.

    Tenho certeza de que, promovendo os meninos, teremos a curto prazo, no mínimo, jogadores do nível do Guga, do Igor, do Allan, do Jair, do Nathan, e por aí vai. Por que gastar dinheiro comprando esses caras se é possível captá-los na base, de graça, e receber, como bônus, pelos menos 1 ou 2 craques de fato por ano?

    1. Se forem do nível de guga, Igor Rabelo, Allan, não podem chegar no profissional nuuuunca.

      Três jogadores fraquíssimos.

  8. BOM DIA EDUARDO , MAX E ATLETICANOS.
    NO DNA ATLETICANO SEMPRE ESTIVERAM PRESENTES A RAÇA , A PEGADA E A LUTA INCANSÁVEL NA DISPUTA PELA BOLA EM CAMPO.
    PORTANTO , ESSAS SÃO E SEMPRE FORAM AS NOSSAS CARACTERÍSTICAS , SE NÃO FOR ASSIM NÃO É GALO.
    UM TIME COM BONS JOGADORES E ESSAS CARACTERÍSTICAS EM CAMPO DIFICILMENTE É BATIDO.
    HULK E SAVARINO ESTÃO ARREBENTANDO NO ATAQUE , MAS O NOSSO EQUILÍBRIO VEM DO NOSSO MAESTRO , O DONO DO MEIO CAMPO , O CRAQUE NACHO FERNANDES. É DE NACHO QUE NASCEM TODAS AS JOGADAS , É O CÉREBRO DO TIME E A MELHOR CONTRATAÇÃO DO GALO NOS ÚLTIMOS ANOS.
    SEMPRE ACREDITEI NO CUCA , NA MINHA OPINIÃO É O MELHOR TÉCNICO BRASILEIRO EM ATIVIDADE.
    E PRÁ NÃO ESQUECER , ATENÇÃO DIRETORIA :
    CADÊ O GOLEIRO E UM LATERAL DIREITO???

    1. Goleiro concordo com a opção do retorno do Michael (sem custos) e o empréstimo do Tálison deixou claro que a terceira opção é o Tchê Tchê.

  9. Bom dia, Canto do Galo !
    Vamos ” conversar sobre isso e aquilo
    Coisas que nóis não entende nada ”
    Chama o psicólogo, o podólogo, o astrólogo, o filólogo, o biólogo e vamos gerenciar as relações interpessoais.
    Putz antigamente era mais fácil. Presidente, diretor de futebol e técnico formavam a base de um trabalho. Às vezes chamavam o Dom Serafim, no nosso caso e do lado de lá chamavam o pai de santo.
    Imagina o Dadá nesse emaranhado de profissionais que existem hoje nos clubes. Provavelmente iam enfiar caraminholas na cabeça dele e não teríamos ganhado o Brasileiro de 71. As coisas eram mais simples com Iustrich , Telê Santana e Zé das Camisas e funcionavam.
    As coisas surgiam de forma espontânea, lúdico e por isso tínhamos tantos craques. O futebol está perdendo sua magia. Vai virar um produto de consumo, moldado por expertises de tudo quanto é área.

    1. Paulo Soares, bom dia.

      O futebol, como você mesmo atesta, evoluiu. E as coisas não são mais tão simples como eram em outros tempos. E cada jogador é um ser único. Aliás, nós todos somos, cada um, um ser único. Em outros tempos a Europa se, para poucos era um sonho distante, para muitos nem isso.

      Hoje a Europa está ali na esquina. E, um elenco estelar e rodado, traz em si complexidades que não podem ser desconsideradas.

      E na vida é assim. As redes sociais e o universo virtual já mudaram o planeta desforma radical e definitiva.

      Saudações atleticanas e muito obrigado.

      1. Saudações Max,
        Espero que nessa evolução não matem a magia que resta no futebol, porque craques já não temos. Acho que o último foi o Ronaldinho Gaúcho. O que poderia ser , Neymar, se tornou um pseudocraque , justamente por se tornar apenas um produto desses novos tempos.
        Para a torcida vai se tornar um produto chato, entediante. Saudades da simplicidade dos comentários do mestre Kafunga. Difícil assistir jogos com comentaristas que comentam como se cada jogo fosse uma tese de doutorado e o pior é o nível dos jogadores – como caiu o nível dos nossos jogadores. Década de 70 era um desfile de grandes jogadores. Em relação ao nível técnico dos jogadores o futebol involuiu.
        O jogador brasileiro perdeu sua espontaneidade e com isso a alegria e magia que contagiavam as torcidas. Resta a magia das torcidas, principalmente a nossa, que é ímpar. Se acabarem com acesso das classes menos favorecidas de nossa sociedade aos estádios , realmente, como disse o Kalil, será um produto para rico.
        E como dizia o Vicente Mateus, presidente do Corinthians, na década de 70, ” depois da tempestade vem a ambulância “

    2. Ao ser perguntado sobre como fazer para vencer
      uma defesa sólida , DADÁ respondeu :
      ” eles vêm com a problemática mas eu tenho a
      solucionática ” .

      Com essa simples frase ele desmonta todos os
      “…logos” que hoje infestam os clubes de futebol

      PAULO SOARES , eu fechei e abri o blog umas 10
      vezes só para ler e reler o seu texto .

      Sua frase final ARREBENTOU !!!!!

      Eu uso da minha liberdade de expressão para ir
      contra essas pseudos filosofias – futebolísticas e
      me reservo o direito de nem acessá-las .

      E toda essa ginástica mental que hoje assola as
      mentes produtoras de conteúdo sobre futebol
      não passa de pura retórica , sem nenhum efeito
      prático .
      Mais uma vez , PAULO SOARES , você brilhou !!!

      1. José Eduardo Barata,
        Sempre leio o que você escreve e gosto de suas lembranças do passado, até as que não vivi , mas que foram importantes para meu pai e tios – que me contavam quando criança, e na época eu não tinha dimensão de suas vivências e tamanha paixão. Hoje comungo com ele , alguns tios já se foram, de tamanha paixão e tenho as minhas próprias vivências.
        Com certeza as coisas mudam, mas com certeza a retórica dominou o futebol. A
        magia do futebol vai se esvaindo e o “produtofutebol” ocupando cada vez mais todos os setores desse esporte. Vide a tentativa de se criar a elite da elite no futebol da Europa.
        Saudações alvinegras!

  10. Bom dia Max. Em entrevista ontem o KENO repetiu o Hulck dizendo que está com dificuldades no esquema do treinador. Aí a gente percebe que a questão interna não foi resolvida, pois os jogadores continuam a expor na midia problemas que poderiam e deveriam ser conversado com o treinador .

    1. Domingos, bom dia.

      E quem disse que o caldeirão atleticano não pode ferver novamente?

      Por isso escrevi que “ se o Atlético deseja de fato se tornar de vez aquele Galo Forte vencedor e campeão dos sonhos de seu torcedor, além de trabalhar muito e adotar medidas pontuais para resgatar de vez a sua saúde financeira, hoje tão delicada e fragilizada, o clube também tem que revolucionar a sua gestão de grupo. Caso contrário, continuará amargando novos tsunamis.”

      Saudações alvinegras e muito obrigado.

    2. DOMINGOS SÁVIO ,

      concordo que o vestiário do Atlético tem se
      revelado a Casa de Mãe Joana .

      Porém entendo que o desabafo do Keno é
      diferente daquele do Hulk , se você a mim
      me permite uma consideração

      No caso do Quebra-Linhas, ele é o cara que
      mais recebe bola no ataque .

      E quando recebe ele não sabe o que fazer ,
      se procura o fundo pra cruzar , se vem pra
      dentro para chutar , se amarra a chuteira ,
      se arruma a meia ou se passa a mão na
      cabeça como a lamentar as cagadas que já
      se tornaram corriqueiras .

      Desde sempre o tratei como Denorex , e a
      complacência com seu futebol ridículo só
      reitera esse meu pensamento .

      Vai jogar bola ?
      Vai deslanchar ?
      Vai se tornar um ícone ?

      Sei lá eu , por enquanto é uma FARSA !

    3. Caro Domigos!

      Ele respondeu a uma pergunta só isso, na minha opinião foi uma boa “desculpa”, o cara é um denorex, destoa do restante do time, vem acontecendo desde o retorno da contusão!

      Abraço

      Galo Sempre!

    4. Bem lembrado. Jogador está errado nessa. Só ele que não evoluiu. Restante todo evoluiu. Portanto cabe a ele trabalhar mais. Aqui no Galo, mesmo na fase boa dele, ele sempre tomou muita decisão errada. Era 10 lances para 1 gol. Precisa ser mais assertivo, parece que ele afoba, ou cruza ou finaliza antes da hora, quase nunca dá passe.

      1. Prezado Barata. Realmente o KENO tem muita fama pela pouca bola que tem jogado. O Marrony começou fazendo gols a temporada. Creio que se tivesse sequência seria mais produtivo. Mas parece que o KENO tem cadeira cativa.99

  11. Bom dia, Eduardo, Max Pereira, atleticanas e atleticanos. MAX PEREIRA, a sua visão das exterioridades que afetam o CAM e o Galo têm procedência e devem ser consideradas. No entanto, como atleticano que se preocupa apenas com o Galo e o que ele faz, eu prefiro me ater às interioridades do campo e o que elas refletem para nós, torcedores.

    Dá para perceber um certo entusiasmo da torcida com o Galo dos dois últimos jogos como se o time já tivesse alcançado o ápice de sua capacidade. É o efeito da paixão que nos leva da euforia à depressão num sopro ou do inferno ao céu com um gol e nos manda de volta ao H
    hades com uma derrota. Me incluo entre esses entusiasmados porque não é possível ver o Galo vencer e ficar impassível. É bom demais.

    Porém, o bom senso ou equilíbrio manda olhar tudo com o devido cuidado. o Apóstolo Paulo aconselha: “Examinai tudo, retenha o que é bom e abstenha-se do mal”. De bom, vemos uma melhora de disposição e ânimo do time durante os jogos com a luta pela vitória e ânsia por um placar maior. Isso nos dois últimos jogos. Ver o bundão jogar bem, marcar gols e “puxar” o time para cima é ótimo também. O seu ânimo é contagiante e até nós, de longe e pela TV sentimos o impacto de sua animação meio atabalhoada em campo.

    Mas o time é praticamente o mesmo de antes. Mudou a postura com os mesmos jogadores o que já é grande avanço. Se graças ao Hulk e seus entreveros como treinador ou não, isso é o de menos. Taticamente ainda é um time indefinido e sem padrão. Júnior Alonso, Arana, Nacho Fernandes e Keno formam a coluna esquerda do time que é a sua melhor parte. Igor Rabelo, Guga e Savarino formam a coluna direita do time que é o ponto fraco e falta um meia por esse setor, talvez Tchê Tchê seja viável ali. O meio defensivo continua vazio, pois, depende de adaptações. Zaracho e Jair seriam boa opção, talvez a melhor com poder de marcação e saída de bola. Hulk, Nathan, Sasha, Vargas, Hyoran e Marrony é o que tem para o centro do ataque e Allan, Dodô, Réver, Alan Franco, Mariano, Savinho e Calebe só provam que o elenco é desequilibrado, pois, além de não prover reservas para todas as posições nem supre algumas.

    Portanto, de um elenco de trinta e cinco jogadores só os citados são eventualmente utilizados e com eles o Cuca está tentando montar um time, mas dispõe de muitos jogadores para certos setores e nenhum para outros, o que implica ficar fazendo adaptações como as do Zaracho e Hulk. Elenco mal formado dificulta a formação de bons times, apesar do Cuca estar avançando nesse quesito. Entendo que o trabalho dele no tocante ao emocional do time está surtindo efeito, embora ele mesmo não seja exemplo de emoção controlada. Mas um bom papo e um trato amigável sempre ajudam. Se antes, diante dos resultados e maus jogos eu julgava que não daria certo, já começo a antever a possibilidade de sucesso. Se duradouro, só o futuro pode dizer. Duas boas partidas dão pouco subsídio para avaliação, mas já é um começo.

    O GALO ESTÁ VIVO E ATIVO, PRECISANDO DE UM TIME DEFINITIVO. SE ATÉ O HULK COMEÇOU A ACERTAR O PÉ, O CUCA PODE, TAMBÉM, ACERTAR UM TME.

    1. Bom dia Paulo!
      Se me permite uma observação, Hulk e Zaracho são adaptações que deram certo. Não existe, em minha opinião, a menor possibilidade de voltar à condição anterior. Hulk não consegue jogar preso no lado direito, a marcação não é o seu forte.
      Além disto, entendo que o grande segredo deste time seria achar uma forma de liberar o Nacho para jogar, por ele ser muito voluntarioso temo que ele acabe sendo aproveitado como marcador e não criador de jogadas.
      Concordo com vc quando diz que o elenco é desequilibrado, mas sinceramente não vejo como resolver. Os jogadores estão aí, e a maioria sinceramente não interessa a outros clubes.
      Att.

      1. Grande Paulo Silva!

        Gosto muito do que escreve, perfeito!

        Cornetagem quando tem q cornetar, e elogios quando devidos!

        Forte abraço AmiGalo!

        Galo sempre!

  12. E um novo zagueiro vem quando? E um outro lateral direito de mais recursos? E um volante de mais força e presença física? E um centroavante “grande e trombador” como opção? Continuam sendo nossas carências. Não devemos nos lembrar delas só nas derrotas.

    1. Concordo integralmente com o seu comentário, Marcelo Marinho. Permita-se apenas o complemento abaixo.

      “Não devemos nos lembrar delas só nas derrotas”… e não devemos nos esquecer delas nas vitórias”

      Abraços e apareça sempre!

      1. Boa tarde Max

        Vou ser bem sucinta no meu comentário…
        Acho que precisamos ter um pouco de paz e alegria, pelo menos ate amanhã e que continue assim…
        Entre o céu e o inferno vive o atleticano , erros e acertos, contratações, dividas, cada coisa ao seu tempo, vivamos o momento e acreditando sempre em coisas grandes!

        um forte abraço

        1. Marci querida,

          Sina, carma ou seja lá o que for, o atleticano parece mesmo viver entre o céu e o inferno.

          Mas o jornalista venezuelano e atleticano, ao repercutir o Blog e o artigo deu uma receita bastante interessante;

          “ Estamos fuerte y muy bien encaminado, ¿valieron los reclamos y mando dura? Sí. Ahora a seguir mejorando y mantener este ritmo de triunfos”.

          Saudações atleticanas e um grande abraço.

          1. Marci,

            Faltou identificar o jornalista venezuelano e atleticano que, em suas redes sociais e em seu veículo de comunicação, fala e promove o Atlético. E, dessa vez, repercutiu o Blog Canto do Galo e, particularmente, o artigo de hoje.

            Falo de Edwin Hevia Cadevile

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