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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

BH, cada vez mais “cidade do Galo”

A manhã desta quinta-feira, a exemplo de tantos “dia seguintes” na capital dos mineiros e “Cidade do Galo”, não poderia ser diferente. Em Belo Horizonte sempre predominou o preto e o branco. Por onde você passa só se vê essas cores emoldurando, enfeitando e encantando moradores e visitantes. Até nos carros. “Los hermanos” voaram na madrugada, depois da ferrada que tomaram na Catedral do Horto. Vai jogar de camisa azul, nisso que dá.

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Fotos: capa: Atlético/Bruno Cantini – interna: Leitor Luciano Malta

O melhor nesta quinta-feira, pelas minhas observações, é que, dentro da nossa bipolaridade, muitos passaram a amar o treinador Diego Aguirre. Entre as manifestações que pediam sua cabeça, um ou outro mantém suas críticas, alguns sumiram e outros parecem até ter esquecido que domingo passado pediam sua substituição. Isso é o Galo! Amamos. Quem ama é assim mesmo, no momento da raiva quer negar sua paixão. Não me excluo desta consideração.

Mesmo tendo dormido pouco, estou na ativa e de olho no movimento da massa. Ontem, ao sair do estádio, tive de fazer minha parada obrigatória no Chope da Fábrica. Foi assim na Copa Libertadores de 2013 e ainda na Copa Brasil de 2014. Não que seja supersticioso, mas é sugestivo que repita o roteiro. “No creo en brujas, pero que las hay, las hay” (não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem). Portanto, não me custa cumprir o ritual num lugar onde após cada vitória a festa tem continuidade.

O Atleticano, de maneira geral, dormiu pouco ou amanheceu nas ruas cantando e embalando a cidade com o hino do Galo. O barulho ensurdecedor das arquibancadas ainda permanece em nossas cabeças, tendo ou não ido ao Horto. Comemora Torcedor, mas não esqueça que domingo o Galo precisa vencer e consolidar sua condição de melhor de Minas. Confirmando o título do Mineiro, será a quarta conquista da competição nos últimos cinco anos. Hegemonia incontestável.

PS: A exemplo de situação anterior, o blog condena a atitude racista do preparador de goleiros do time argentino. Juan Carlos Gambandé deveria ser punido pelo próprio clube em que trabalha. Caso contrário fica evidente a conivência e apoio da diretoria com o seu gesto. A própria imprensa da Argentina já está condenando o infeliz, que deverá ser penalizado pela Conmebol.

Veja o link da matéria no UAI/Superesportes

 

12 thoughts to “BH, cada vez mais “cidade do Galo””

  1. Pela primeira vez tive oportunidade de ver o GALO de perto. Incrível! Entrei pelo portão 3, fiquei ali perto do canto Onde aquele idiota fez os gestos racistas. Imaginava tudo das torcidas, menos a educação é o companheirismo dos irmãos atleticanos. Obrigado MASSA, parecia que conhecia cada uma das pessoas a meu lado. Conversávamos, ríamos, xingavamos muito, comemoravamos cada lance. Orgulho danado de pertencer a MASSA. A rua de fogo é de chorar de emoção. Um dia eu volto. Obrigado Jorge da Galo-pacho por disponibilizar os ingressos pra gente.

  2. Apesar da ótima vitória, quero deixar claro que continuo achando que o Aguirre não é o técnico ideal para o Atlético. Ainda ontem mostrou alguns equívocos.
    Como também já disse aqui, além do técnico tem a comissão preparadores físicos e médicos que precisam de alguma mudança.
    Mas no momento não é a hora mudança, vamos aguardar os acontecimentos, e estamos com o Presidente Daniel Nepomuceno.
    Uma coisa é certa, precisamos também de reforço na defesa, urgente.
    E VIVA O GALOOOOOO…….

  3. Eduardo, permita-me comentar sobre um trecho do seu texto:

    “O melhor nesta quinta-feira, pelas minhas observações, é que, dentro da nossa bipolaridade, muitos passaram a amar o treinador Diego Aguirre. Entre as manifestações que pediam sua cabeça, um ou outro mantém suas críticas, alguns sumiram e outros parecem até ter esquecido que domingo passado pediam sua substituição. Isso é o Galo! Amamos. Quem ama é assim mesmo, no momento da raiva quer negar sua paixão.”

    Diego Aguirre é um péssimo técnico. Quem liderou a classificação foi o Pratto, responsável por armar, finalizar, até defender! Ele escala mal, e não substitui para alterar o que não está funcionando. Time desequilibrado, sem armação, com a defesa vulnerável. Mas isso em nada muda minha paixão pelo Galo. Nunca quis negá-la! Aguirre não é o Galo. Não estou com ele, mas estarei com o Galo sempre! Torço, grito, canto, acompanho! Nada de vaias, nada de cara de maria, nada de choramingo. Torcer é para os fortes! Mas não preciso estar apaixonado pelo técnico para fazer isso. Continuo o achando péssimo, continuo apaixonado pelo Galo, continuo torcendo com garra e continuarei acreditando até o fim! Seremos campeões APESAR do Aguirre!

    1. Talvez não me tenha feito entender. Minha paixão é com o Galo, independente de quem administra, comanda ou joga. Meus presidente, treinador e jogadores favoritos são aqueles do momento. Não defendo e nem defenderei o que não seja Galo. Sua parte destacada só deixou de fora a confissão em assumir minha bipolaridade. No mais, Galo Sempre!

      1. É, não temos outra saída! Não gosto do trabalho do Aguirre e fico falando que não estou com ele, mas na verdade não tem como não estar. Estamos todos nesse mesmo barco alvinegro doido rumo aos títulos que esse elenco certamente vai trazer! Saudações alvinegras! 😉

  4. Vamos pintar a América de preto e branco novamente .Qto ao preparador argentino ,não merece comentários ,de idiotas assim o mundo está cheio . Outro fato lamentável foi a já famosa truculência da pm contra os hinchas do racing .Com o GALO disputando LA’s seguidas,vamos fazer muitas visitas à outros Países e isto repercute mal prá daná .Se foi por motivos graves aí é outra estória.Os caras antes do jogo estavam de boas,essa não entendi !
    Uma duvida ; será que o @fred_kong -um dos representantes da Academia Atleticana de Letras- zicou o penalty do Pratto ontem ? Domingo passado no do Robinho a culpa foi dele – isto o próprio afirmou – rsrsrs … GALOOOOOOOOOÔ

    1. Fred só zica do lado de lá da lagoa. Mito Melo Paiva é nosso cronista maior da contemporaneidade, o Roberto Drummomd Atleticano – dos novos tempos – que nos leva ao prazer com seus textos.

  5. Ontem com o que tinha, Aguirre acertou. Porem alguns pontos ele tem que trabalhar melhor: faltou um “10”. Se o Cazares ta na balada e o Datolo machucado, lance o Carlos Eduardo ou ate o Capixaba – mas nao da pra jogar sem armador. Marcos Rocha ontem não esteve mal, mas continua sendo o lado direito da defesa do Galo o local preferido dos adversarios (e vem resultando em gols), logo ou o Aguirre conserta ou da chance ao Patric na lateral. Por fim, creio que o Galo deve treinar penaltis – sao tres perdidos em serie – e nestas proximas fases da Libertadores podemos precisar. Foi so o Aguirre nao inventar que classificamos!

    1. O Carlos Eduardo está sem ritmo de jogo; o Capixaba é atacante, não armador. Ontem tinha de ir com Robinho mesmo na armação, apesar dele demonstrar que não consegue jogar bem por ali. Na ala direita da nossa defesa, acho que o problema é menos o Marcos Rocha. Suas deficiências na marcação já são conhecidas. O agravante é que o Léo Silva está muito mais lento, comprometendo a cobertura. E é diferente o jogador que ajuda na marcação (Luan, Carlos, Hyuri) daquele que faz a cobertura quando a marcação foi batida. É a cobertura que está lenta. Infelizmente o peso da idade está chegando para o Léo Silva.

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