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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Incertezas pós-pandemônio

Fosse apenas a insegurança da qual nos espera ao final da epidemia, mas junto dela as consequências do que não se pode ainda mensurar. Em tudo.

Perdas de pessoas; como serão as relações de trabalho, sendo que jornais e autoridades internacionais já sinalizam para um novo pacto social e renda básica universal.

Fato é que toda a economia mundial terá profundas alterações, consequentemente, aqui no Brasil não será diferente. Se vai ter mais ou menos impacto, nem os “especialistas” no assunto se entendem.

Mas o que nos interessa neste nosso cantinho é o Galo, que já sobreviveu a tudo, não será agora que vai esmorecer.

Em meio a isso, não sei se ao bem ou ao mal, o Galo, que iniciava uma tentativa de reconstrução no meio de uma turbulência, teve de paralisar tudo com apenas uma partida realizada sob a batuta do Sampaoli. Não foi lá delirante, mas depois de tempos marcamos três gols num único jogo.

Faltando apenas duas rodadas para o encerramento da fase classificatória, tudo parou no Galo, em Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil e no mundo.

Aguardando dispensas e contratações, seguimos daqui com a ameaça do coronavírus e preocupados com o futuro do nosso time.

Seguimos sem nenhum nome anunciado, apesar de uma dezena de especulados. Do mais entendido ao mais aéreo entre nós, Torcedores, existe quase uma unanimidade das posições carentes.

Repetindo: zagueiro, meio campista avançado e atacantes. Daí se ouve sobre lateral e volante. Não sou eu quem escala o time. Mostre algo concreto Alexandre, que não é Tadeu, sim Matos.

Concomitante a isso, já foi anunciado – sem muitas explicações – a redução salarial do elenco na ordem de 25%.

Confesso que não entendo, uma vez que a informação veio sem ter sido precedida de qualquer reunião aparente com o elenco ou líderes dos jogadores.

Ao que li, o treinador, que apoiou a diretoria, informou que o elenco acatou a decisão. Alguns jogadores se manifestaram, entre eles Victor e Gabriel, mas – a mim – faltou a formalização e aceitação entre as partes. Documental. Se assim aconteceu e foi formalizado, desconheço. Mas, quero crer que nada no futuro vá trazer problemas administrativos e financeiros, como já aconteceu no passado.

Outra questão que aflige. A redução foi paritária? Com exceção daqueles funcionários de menor salário, todos foram atingidos pelo corte. Até acho a medida necessária, pela questão da imprevisível situação mundial. Não vivemos numa ilha e o terror da epidemia está ainda na fase inicial no Brasil.

Sou a favor da preservação de vidas, sobrepondo a quaisquer outros interesses, consciente de que a economia sofrerá abalos incalculáveis.

Se o Galo tomou essa decisão, insisto que confio na conduta segura do Jurídico do nosso clube. Mas, daí reclamo, o grande capital do Galo – o Torcedor – merece estar bem informado sobre toda essa situação.

Até mesmo para se preservar em eventuais e futuras cobranças na formação de um elenco competitivo, o que não aconteceu nos últimos anos.

Encerrando, caríssimas e caros, a CBF assegura que todas as competições serão concluídas, a Fifa manifesta sobre uma eventual prorrogação do contrato de jogador. Tudo isso muito obscuro até o momento.

Entendo que a diretoria deveria vir a público, com notas explicativas e presença nas programações esportivas para manter o Atleticano informado. E seguro!

*fotos: Bruno Cantini/Atlético

7 thoughts to “Incertezas pós-pandemônio”

  1. Bom dia!
    E a Arena do Galo, hein? Creio que no próximo carnaval ela finalmente iniciará, afinal a globolixo ficou caladinha sobre a pandemia no carnalixo passado porque lhe era conveniente, e ela que manda nesse país e nas cabecinhas que lhe batem continência, quando lhe convier liberará que a vida volte ao normal. Espero que até lá nosso Galo não tenha se tornado apenas um história!

  2. Li naquelas notas publicadas ao lado do artigo do nosso guru blogueiro que o Júnior Chávare está implantando o projeto “DNA Alvinegro”.
    De cara já não gostei do nome. Alvinegro qualifica mas, não identifica o Galo, pois, existem alvinegros no mundo inteiro e de montão. Até a seleção alemã é alvinegra.
    O Sr. Chávare completará mês que vem um ano à frente do Departamento de Base do Galo mas, parece que ainda não compreende onde trabalha e nem percebe os sentimentos da massa. Precisa conhecer e nos entender melhor. Para ele o Galo é só mais um alvinegro qualquer.
    AQUI É SÓ GALO, sr. Chávare. SÓ GALO. Melhor seria “DNA DO GALO” porque foi para isso que o Sr. foi contratado. Para implantar na mente e no coração de nossos jovens o que é o Galo e todo o seu diferencial e o que é ser jogador do Galo verdadeiramente.
    Não duvido das qualidades do Sr. Chávare. A sua capacidade de trabalho já foi demonstrada por onde ele passou. E eu espero que no Galo ele tenha o mesmo desempenho.

    Não seja mais um na estatística do Covid 19. Fique em casa.

    Uma ótima quarta-feira para todos nós.

  3. Bom dia Massa e Guru

    Desculpe meu caro, mas desta vez vou discordar de vc. Não acho que a diretoria tem a obrigação de vir a público esclarecer as negociações dobre a redução de salários no clube. Para mim este assunto é de cunho administrativo e confidencial do clube, assim como é em outros que tomaram a mesma atitude. Sou a favor da transparência nas coisas do clube em níveis de tranquilizar ao atleticano que não vamos “cruzeirar” e ponto.
    Nem nesta e nem em nenhuma diretoria de clube do Brasil e quiçá do mundo as diretorias vão sair por ai dando explicações a torcedor, até porque é lá (na diretoria) que são tomadas as decisões. Nosso papel é cobrar time competitivo e responsabilidade financeira para não ficarmos como nosso arquirrival.
    Cada um no seu quadrado meu caro!

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