Skip to main content
 -
Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

Areia Branca-RN e Belo Horizonte-MG: o que será que as une?

Caríssimas e caros, hoje trago um nordestino – com o sotaque mais carregado que pude ouvir -, Atleticano, lá do interior do Rio Grande do Norte. O Galo não tem fronteiras. Ele conta a aventura da sua primeira vez vendo o Galo. Já veio a Belo Horizonte, como mostra a foto em destaque, e fala também das suas primeiras considerações. Atleticano viaja o mundo pra ver o time. Fiquem como nosso amiGalo potiguar.

José Fabiano Pereira da Silva, professor do IFRN

Você já ouviu falar em Areia Branca-RN? Provavelmente sim. E arrisco dizer que quiçá tenha sido nas suas aulas de Geografia, posto que o do Rio Grande do Norte é responsável por 97% de toda produção de sal marinho do país. Essa bela cidade do litoral potiguar fica cerca 330 km da capital, Natal, e possui 42 km de praias belas e paradisíacas.

Mas o que será que essa cidade, com pouco mais de 27.000 habitantes, tem a ver com Belo Horizonte? A paixão pelo Galo, é claro! E aqui, quando algum desconhecido me vê com o manto – ou mesmo algum amigo querendo “tirar onda” – e pergunta cadiquê torço pelo Atlético-MG, costumo responder: “Se eu fosse da maioria seria velhaco, babão e torceria por um dos times da ‘TV dos Marinho’”.

Ficou trapaiado com essa história de maioria? Deixe-me explicar irmão atleticano. Meu nome é Fabiano, tenho 40 anos e sou o ‘Benjamin’ (caçula, em espanhol) de uma família de sete filhos. Aqui no Nordeste, a maioria torce por times cariocas e/ou paulistas, posto que a ‘TV dos Marinho’ dominou e ainda domina, em boa medida, os corações e mentes de muitos aqui na região, e na minha querida urbe, isso não é diferente. Se ficou surpreso, perplexo, você não foi o único. Assim também ficaram dois atleticanos, Mateus e Domingos Sávio, que conheci no Independência, na fila para comprar o ingresso do jogo de volta contra o Internacional, válido pela Copa do Brasil de 2016.

Eles perceberam logo o meu sotaque nordestino – do qual, aliás, muito me orgulho – e ficaram admirados. Um deles ficou tão espantado e feliz que me levou até o meu hotel; vocês o conhecem como Coronel Mendonça. Ganhei mais dois amigos, que me fazem sentir mais perto de Belo Horizonte e do Galo. Obrigado.

Entretanto essa não foi minha primeira odisseia para acompanhar o Galo. No Brasileiro de 1998, o América-RN jogava pelo segundo ano consecutivo a Série A. Era a oportunidade de ouro para uma estreia dupla e perfeita, entrar num estádio de futebol e assistir a um jogo ao vivo do meu time do coração. Foi inesquecível, apesar da frustração de não poder torcer nem tampouco vibrar com os gols do Galo; por segurança optei em ficar perto da torcida local. Não foi fácil, mas tive de me conter.

Anos mais tarde, assistindo ao filme Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras (2011) percebi a minha façanha, e, ao mesmo tempo, o perigo que corri. “Um ator tão preocupado com sua atuação, que o único gesto que não consegue dissimular é uma atitude espontânea”.

Pois, é meu amigo, foi exatamente isso que aconteceu comigo naquele formidável 18 de outubro de 1998. Ainda bem que o Galo ganhou de virada. Foi indescritível a emoção de ver bem de pertinho a dupla Valdir e Marques infernizar a zaga adversária e Lincoln na “ponta dos cascos”.

*fotos: 1) arquivo pessoal; 2) UAI/EM

9 thoughts to “Areia Branca-RN e Belo Horizonte-MG: o que será que as une?”

  1. Essa massa atleticana não tem igual, por mais que possa ter sido arranjada ou não já são mais de 37.000 camisas vendidas

  2. Boa Tarde,

    Genial saber o quanto pode alcançar uma paixão pelo nosso Galo.
    José Fabiano, parabéns por sua escolha, e como escreve bem, sempre será muito bem vindo aqui neste espaço.
    Você relatou um fato realmente que se pode constatar facilmente que é a influência da mídia televisiva, o pior [e que se pode utilizar desta influência para o bem ou para o mal.

    Um bom domingo a todos Atleticanos!

    1. Fala Wellington, boa tarde.

      Obrigado pelo respeito e carinho externados no seu post. SAÚDE para você e para o seus.

      Areia Branca-RN – também – é Galo!

      Boa semana.

    1. Bom dia Fabiano. Bom dia para a esposa e filhos. Assim, que passar q pandemia aguardamos a vinda do amigalo e família para um jogo do Galo e uma esticada até Ouro Preto. Oferecer a quem saiu de Areia Branca uma carona até o Hotel era o minimo que deveria ser feito para demonstrar a hospitalidade mineira. Um abraço para o amigo, a esposa e filhos.

      1. Amigo Sávio, boa tarde.

        Você foi o “culpado” por tudo isso. Mais um momento ímpar, histórico na minha história, paixão com o Galo. Obrigado por sua amizade; pelo carinho, respeito e consideração.

        “Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar” (Milton Nascimento)

        SAÚDE para você e para o seus.

        Areia Branca-RN – também – é Galo!

        Boa semana.

        #VivaLc17,11-19

    2. Fala Genival, boa tarde.

      Embora a pergunta não tenha relação direta com o meu texto, mas como atleticano que também se importa com o melhor para o Galo, penso que as questões financeiras são demandas da gestão. De minha parte, creio que Keno vem para substituir Luan, o que, convenhamos é muito difícil, posto que o Menino Maluquinho levava cada um de nós para dentro das quatro linhas, jogava como torcedor, torcia como jogador (sempre que era substituído ficava feito um doido à beira do campo, como se fosse um auxiliar-técnico). #voltameninomaluquinho

  3. Amigo, eu estava em Natal, de férias, neste dia, e vi o galo vencer por 3 a 1, de virada, gols de Marques, Lincoln e Valdir. Tinha alguns torcedores da galoucura e muitos do ABC, onde eu estava. Chamaram o América RN de rebaixado e eles jogaram latas e cerveja na gente. A polícia teve de intervir. Moro no norte de MG e foi bom relembrar.

    1. Fala Genival, boa tarde.

      Quem diria né?! Creio que nunca passou por sua cabeça que ali, naquela dia, havia outro atleticano tão apaixonado pelo Galo como você e a rapaziada da Galoucura.
      Seu relato ilustra bem que, ao me resguardar, tomei a atitude correta.
      Graças a Deus em 2016, pude torcer plenamente pelo Galo nos dois templos do futebol mineiro. Momentos inesquecíveis, fortes emoções, que em nome de Jesus, vou reviver em breve.

      SAÚDE para você e para o seus.

      Aqui – em Areia Branca-RN, também – é Galo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.