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Eduardo de Ávila
Defender, comentar e resenhar sobre a paixão do Atleticano é o desafio proposto. Seria difícil explicar, fosse outro o time de coração do blogueiro. Falar sobre o Clube Atlético Mineiro, sua saga e conquistas, torna-se leve e divertido para quem acompanha o Galo tem mais de meio século. Quem viveu e não se entregou diante de raros momentos de entressafra, tem razões de sobra para comentar sobre a rica e invejável história de mais de cem anos, com o mesmo nome e as mesmas cores. Afinal, Belo Horizonte é Galo! Minas Gerais é Galo! O Brasil, as três Américas e o mundo também se rendem ao Galo.

112 anos de um sentimento sem explicação

Ontem, apesar de ainda cumprir o confinamento, considerando a reação das pessoas nas redes sociais posso afirmar que a capital estava de bom astral. Desde cedinho, várias mensagens acerca do dia que o nosso time completava outro aniversário.

A tradicional festa na frente da sede de Lourdes, inviabilizada pela pandemia, ficou nas janelas das casas e apartamentos.

Onde quer que o Atleticano habite, os gritos de Galo ecoaram por toda a Cidade do Galo. Belo Horizonte é o segundo nome da antiga Curral Del Rei.

Cada um no seu quadrado, como sugere o momento, podemos ir para a janela para festejar e ouvir de longe o Torcedor homenageando o nosso time preto e branco de camisas listradas na horizontal.

Lembrei-me de tanta gente que tive o privilégio de conviver. Kafunga, Vilibaldo Alves, Roberto Drummond e – especialmente para este blogüeiro – Fausto Barbosa de Paiva.

Os três primeiros todos se lembram, mas o Fausto foi o responsável pela minha Atleticanidade. Graças a ele, que era meu cunhado e nos deixou tem 44 anos, um então garoto do interior que nem imaginava onde ficava Belo Horizonte, descobriu o Galo.

Ele me deixou esse maior legado que carrego nos meus mais de 60 anos de vida. Meus olhos sentem um suor emocionante quando conto sobre isso.

E em nome desse legado que me fez e faz feliz, ontem enclausurado pude – sem jogos – sentir a força dessa Massa. Precisamente às 20h13m a festa começou.

Diferente dos dias anteriores, não teve panelaço, mas um “hinaço” que tomou conta das cidades mineiras. Tive feedback de diversas localidades do interior. Renato, ídolo da conquista de 1971 – que reside em Uberlândia – me enviou até vídeo da comemoração.

Outras dezenas de vídeos me foram encaminhados por muitos amiGalos, que inclusive estão no facebook deste blog.

Notem que o primeiro deles, foi feito ao meio dia na esquina da Rua Alvarenga Peixoto com Avenida Olegário Maciel. Somos diferentes mesmo. Entre várias situações que a Torcida me proporciona, destaca-se a nossa irreverência.

Fomos forjados, já disse isso em outras ocasiões, sob a égide da dor e da injustiça. E nunca abandonamos o nosso time. Quem não se lembra do rebaixamento? Eu estava lá e saímos do Mineirão, ordenadamente, seguros que voltaríamos no ano seguinte. E assim aconteceu.

Já comemorei dezenas de títulos mineiros, e também nacionais e internacionais. Viajei por boa parte do globo para ver o nosso Galo. Já sofri e chorei, e as comemorações superam de longe esses outros momentos.

Hoje já não rasgo mais a carteirinha depois de uma derrota e tampouco faço doação de camisas, como aconteceu no passado.

Sei que a dor existe e é para todos. Não existe time que não tenha seu momento de decadência. Uns vão e demoram a se recuperar, mas com o Galo é tudo muito rápido. Aquele ressurgir das cinzas, como o pássaro da mitologia grega.

Nossa festa ontem foi completa, jogadores do elenco atual postando nas redes sociais. Outros que passaram por aqui, comprovando o que disse o Cuca, “chega jogador e sai Torcedor“.

Dátalo mandou mensagem que estaria em vigília no mesmo horário. Otamendi postou nas suas redes sociais. Quem conhece essa magia Atleticana nunca esquece.

Parabéns Galo. Que esse pandemônio passe logo, quero o meu time de volta. Assim seja!

Fotos: 1 e 2) redes sociais

10 thoughts to “112 anos de um sentimento sem explicação”

  1. Querida Lucy,
    também achei de uma infelicidade a toda prova a charge do Duke (a quem admiro muito) no dia do aniversário do Galo. Desnecessária…. Tem certeza que ele é atleticano???

    abraços

  2. “Alias, já demitiu o maria do marketing?”
    Pelo contrário prezada Lucy, muito pelo contrário! Admitiram mais um e pelo q corre na boca miúda, é mais fanático pelo re️aixado do q aqle q ocupa cargo num dos Deptºs mais estratégicos de um Clube. É dir. executivo, dir. de planejamento agora analista de desempenho e a fila é infinita. Continuo NÃO confiando nesta diretoria! O espero dela, é q não exterminem com o CAM e nada mais. Abraço … S️N.

  3. DE ACORDO COM O BLOGUEIRO! POR ISTO SOMOS CRITICADOS, MAS AS AVALIAÇÕES NÃO VALEM, POIS SÓ QUEM É ATLETICANO, SABE O QUE É SER! NOS NÃO TORCEMOS, NÓS AMAMOS! O GALO ESTÁ NO NÍVEL DE FAMÍLIA! CRITICAMOS O TIME, A DIRETORIA, A IMPRENSA, E ATÉ MESMO ENTRE NÓS. MAS A NOSSA PAIXÃO É INABALÁVEL E INQUESTIONÁVEL!

  4. Caro Eduardo e toda a Massa Atleticana, muito bom dia!!!

    Como bem explicitou o Sr. Teobaldo, …”ontem tivemos uma pane no blog, repito hoje o que eu postei ontem”:

    AQUI É GALO, P0##@!!!!!

    Parabéns para todos nós!
    Saudações Alvinegras.

  5. Bom dia Eduardo, Lucy, atleticanos e atleticanas,
    li isso em algum lugar e guardei, peço desculpas por não dar o crédito a quem merece porque não sei quem foi o autor, mas tomo a liberdade de reproduzir:

    Respeitem o Galo

    “Respeite quem pôde chegar aonde a gente chegou
    e a gente chegou muito bem,
    sem desmerecer a ninguém,
    enfrentando no peito um certo preconceito e muito desdém…
    por isso vê lá onde pisa, respeite a camisa que a gente suou,
    respeite quem pôde chegar onde a gente chegou.
    “… e quando pisar no TERREIRO procure primeiro saber quem eu sou,
    respeite quem pôde chegar aonde a gente chegou!”

    Viva o Galo!!!!!!!

  6. O Hinaço foi sensacional, a Massa não decepciona.
    Eu também recebi vários vídeos ontem. Destaque para o do divertido Riascos, que sabe ri de si mesmo, ciente que está eternizado como antagonista de um dos lances mais emblemáticos de nossos 112 anos. Ter jogado e chamado outro time aí de merda, é mero detalhe.
    Teve um Torcedor solitário comemorando na porta da sede. O Betinho Marques lembrou que curiosamente no ano em que os Embaixadores do Galo – que organizavam as vigílias – suspenderam as atividades, não se pôde ter festa na sede. Triste coincidência. Eram eles também quem organizavam a “rua de fogo”, senti muita falta no clássico.
    Tá na hora de enfiar o orgulho em algum lugar, 7 Câmara e se reaproximar, chamar A Torcida pra conversar. Representantes da TORCIDA; Embaixadores, Renova Galo e outros que têm nosso respeito. Não meia dúzia de organizadas que buscam ingressos gratuitos, nem tuíteros caçadores de seguidores e “curtidas”.
    Não adianta ficar aí posando de bom administrador. Todo mundo sabe que as mudanças que ocorreram esse ano tem nomes e sobrenomes, Ricardo e Rubens. Guimarães e Menin. O “Sette Câmara”, ainda está associado aos FRACASSOS das temporadas 18/19.
    Alias, já demitiu o maria do marketing? É verdade que seu escritório presta serviços pra GASMIG, que é presidida pelo pai do maria? E com a tal Galo Energy, como é mesmo a relação do seu escritório?
    Até na quarentena estamos de olho.
    Falando em quarentena, com todo respeito ao grande chargista Duke, a meu ver, foi desnecessário sua charge de ontem, aniversário do Galo. Ainda mais sendo o senhor Torcedor Atleticano. Lamentável.

  7. Prezado Eduardo, repetido aqui,mas vale pela comemoração, se assim o quiser (re)publicá-lo.
    Saudações e felizes aniversários Galão da Massa.

    O Ser Atleticano

    O Ser Atleticano vem da hereditariedade,
    portanto já nascemos prontos,
    participamos onde for, com extrema solidariedade,
    entusiasmando o time em todos os confrontos.

    Eu adquiri o gene do meu pai
    e repassei aos meus filhos a enorme paixão,
    de geração em geração assim vai,
    tatuando, corpo, alma e coração.

    Nos diferenciamos dos demais torcedores,
    pois nosso canto é bendito
    e juramos fidelizar nossos amores,
    no mantra do “eu acredito”.

    De peito aberto e cabeça erguida,
    muito orgulhoso vos falo,
    somos a melhor torcida,
    “aqui é Galo”!

    Nossos títulos questionem jamais,
    os deixamos marcados na história,
    as lutas os fizeram épico, frente aos rivais,
    registrados em arquivos e memória.

    O valor da conquista está na batalha,
    tornando a vitoria inesquecível,
    jogo por jogo em fio de navalha,
    por isso que se torna incrível.

    Não discuta comigo se não fores um,
    pois somente sabe o que é soberano,
    tendo o sentimento comum,
    o Ser Atleticano.

    13/10/15

    Antônio de Pádua Elias de Sousa
    Formiga-MG

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