Trauma exorcizado! Brasil tem boas chances de voltar à semi após 28 anos

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Depois de sucessivas derrotas nas principais competições internacionais, a Seleção Brasileira Masculina de Basquete, enfim, exorcizou o trauma e venceu a Argentina. O triunfo, que trouxe grande alívio, foi em alto estilo: 85 a 65, com atuação consistente no segundo tempo, defesa impecável dos pivôs, e brilho do mineiro Raulzinho, cestinha da partida, com 21 pontos.

Há mais de uma década que a geração argentina – formada justamente sob a batuta de  Rubén Magnano –, levava a melhor sobre o Brasil. Foi assim nos Mundiais de Indianápolis’2002 e Turquia’2010; nos pré-olímpicos de 2007 e 2011 e na Olimpíada de Londres’2012. Ontem, curiosamente, Magnano foi o responsável por enterrar a geração que ele mesmo criou, já que os experientes Luís Scola, Prigioni e Nocioni não parecem ter vida longa na seleção.

Uma nova derrota neste domingo seria extremamente traumática. Não só pelo histórico mas porque, pela primeira vez, em todos esses anos, podemos considerar que o Brasil vive melhor momento que os rivais. (Não sou só eu que estou falando, leia essa entrevista do Pablo Prigioni ao Olé). Isso ficou claro na partida, já que os suplentes brasileiros não deixaram o nível do time cair (ou melhoraram, no caso de Raulzinho), enquanto os argentinos (pendurados em faltas) não tinham peça de reposição para descansar Scola e cia.

Sobre o jogo, os argentinos foram irreconhecíveis no segundo tempo – muito em razão dos jogadores pendurados com faltas. Muito em razão do ótimo jogo coletivo de nossos pivôs: Varejão, Nenê e Splitter se revezaram sem deixar cair o nível. Splitter fez 10 pontos e pegou nove rebotes e Nenê e Varejão, além do bom trabalho no garrafão, ainda distribuíram quatro assistências cada. Além disso, anularam o Luis Scola, que fez apenas nove pontos, acertando apenas dois arremessos no jogo.

Agora, o Brasil terá de pensar na Sérvia, que foi gigante contra a Grécia (venceu por 90 a 72) e nem tudo são flores. Marcelinho Huertas tem feito campeonato muito abaixo das expectativas (não pontuou, nem deu assistências contra a Argentina) e Leandrinho continua falhando na marcação. Para vencer o Brasil não poderá aceitar tantos arremessos de três pontos, como sofreu da Argentina. A Sérvia acertou 9/17 de longa distância contra os gregos.

Na fase de grupos, o Brasil venceu a Sérvia por 81 a 73. Bom sinal, mas não o suficiente para cantar vitória. Se jogar o mesmo basquete do segundo tempo contra a Argentina aí, sim, oos brasileiros têm boa chance de voltar à semifinal. Aliás, muitos nem haviam nascido quando o Brasil esteve lá pela última vez, em 1986.

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