Sete candidatos para quatro convites

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O Brasil terá três vice-campeões mundiais, um vice-campeão olímpico, uma potência econômica e o país-sede dos últimos Pré-Olímpico e Copa América como principais adversários na disputa por um dos quatro convites para o Campeonato Mundial, que será disputado de 30 de agosto a 14 de setembro do ano que vem, na Espanha.

Com o fim do Campeonato Europeu de Seleções – a França conquistou o título inédito depois de vencer a Lituânia na decisão –, a Seleção Brasileira conheceu seus adversários na disputa, depois de fracassar na Copa América, no início do mês, na Venezuela.

O Eurobasket definiu os seis últimos classificados para o Mundial: França, Lituânia, Croácia, Eslovênia, Ucrânia e Sérvia. A Espanha, sede da competição e terceira colocada no continental, já tinha vaga assegurada.

Desta forma, ficaram de fora seleções tradicionais, como a Turquia (vice campeã do Mundial’2010, quando foi anfitriã), a Itália (vice-campeã olímpica em Atenas’2004), Grécia (vice do Mundial’2006) e Rússia, que conquistou a prata nos mundiais de 1994 e 1998. Em 2010, os russos só participaram do Mundial por receber um dos quatro convites, ao lado de Lituânia, Líbano e Alemanha, que também está na briga pelo wild card.

O outro rival com prestígio é a China, que foi surpreendida na disputa asiática. Coreia do Sul, Irã e Filipinas – que volta ao Mundial depois de 35 anos – foram os países que conquistaram as vagas. O Brasil também briga dentro do continente com a Venezuela, que sediou a Copa América e o último Pré-Olímpico, e está com prestígio na Federação Internacional de Basquete (Fiba).

Na terça-feira, a Fiba divulgou que o anúncio dos convidados será em fevereiro, às vésperas do sorteio das chaves. A entidade também enumerou alguns requisitos para os postulantes.  Ao contrário de 2010, a federação prometeu distribuir os convites entre os continentes.

Abaixo fiz algumas análises:

Aspectos esportivos:

– Popularidade do basquete no país

– A qualidade e resultados esportivos das seleções nacionais do país

– O recebimento ou candidatura para receber eventos da Fiba no passado

– O impacto que a participação do país na Copa do Mundo pode gerar no desenvolvimento do basquete no país

– O comprometimento dos melhores jogadores do país em participar na Copa do Mundo.(Apesar de ter perdido espaço para vôlei e MMA, o país conta hoje com uma liga organizada, campeonatos de base e espaço na tv – mesmo que isso custe ao NBB uma inaceitável decisão em jogo único/ Por mais que tenha vacilado na Copa América, o Brasil é atual quadrifinalista olímpico / O Brasil recebeu o Mundial Feminino’2006, mas a Venezuela leva vantagem nesse ponto por ter recebido o Pré-Olímpico Mundial e a Copa América, assim como a Turquia, sede do Mundial Masculino’2010 e Feminino’2014 / Ok. O tendão de Aquiles da  Seleção é garantir a presença de suas estrelas. A Turquia caiu no Eurobasket com a presença de seus principais jogadores, assim como a Itália. Tudo depende dos nossos quatro principais jogadores da NBA) Aspectos econômicos:

– O envolvimento da televisão local e do setor corporativo nas competições nacionais e internacionais de basquete

– A importância do mercado do país para os parceiros comerciais da Fiba

– A importância do país para os organizadores da Copa do Mundo de Basquete(O Brasil terá transmissão em TV Fechada. Tudo depende do interesse da TV Aberta em ter o campeonato. Sobre impacto comercial, o Brasil é apontado pela NBA como um dos principais mercados em expansão e vai receber partida da liga em outubro. Por ser sede dos próximos Jogos Olímpicos, o mercado estará fervilhando em 2014. Economicamente, o Brasil é interessantíssimo para a FIBA)

Aspectos governamentais:

– Cumprimento dos Regulamentos Internacionais e com os estatutos da Fiba

– A qualidade do trabalho da federação nacional

– Suporte governamental à federação nacional

– Participação na Fiba e suas comissões (O Brasil já teve um presidente da FIBA e esteve em todos os Mundiais. Rússia, Itália e Grécia também têm histórico vencedor. É esperado que o governo brasileiro tente intervenção junto à entidade, pois a ausência do Brasil será visto como derrota para o país que sediará a Olimpíada e Copa do Mundo.)

MINHA AVALIAÇÃO: acredito que o Brasil briga com a Venezuela pela vaga. Itália e Rússia disputam outra. China e Turquia são os favoritos pelos critérios. Mas vale lembrar um item importantíssimo: a FIBA deixa claro que “as Confederações Nacionais que desejem os convites poderão fazer doações financeiras”. Ou seja, vai ter de pôr a mão no bolso…

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