O esporte em sua essência

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Um dos momentos mais emocionantes do sábado, no Parque Olímpico, foi a presença de Houssein Omar Hassan, único atleta do Djibuti, país do leste africano, a competir na Paralimpíada. Hassan chegou em último em sua bateria dos 1.500m T46 (atletas com perda de membro), correndo a distância em 11m23s50, quase sete minutos depois do vencedor da prova, o argelino Samir Noioua. (foto: AFP).

Hassan foi ovacionado e o público acompanhou de pé os últimos metros. Foi de arrepiar. Já havia presenciado isto no Parque Aquático, por se tratar de uma prática comum o aplauso na mesma efusividade para o primeiro e para o último. É o reconhecimento ao esforço, da briga para superar o próprio limite, e não ao resultado.

Em Etan Menor, também no sábado, não foi diferente. O mineiro Rafael Medeiros enfrentou, logo na primeira rodada do tênis, um japonês número 2 do mundo, na quadra central. Depois de levar 6/0, a torcida ficou o segundo set todo torcendo por um ponto do brasileiro. Os gritos de “Go! Brazil” eram ouvidos em vários sotaques. Não deu. Rafael se despediu sem fazer ponto, mas bastou um aceno para ser mais aplaudido do que o japonês.

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