Joaquim Cruz: reforço verde-amarelo no atletismo dos EUA

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A equipe de atletismo paralímpico dos Estados Unidos conta com um reforço verde-amarelo de peso para se tonar uma potência semelhante ao time olímpico. Último homem brasileiro a conquistar uma medalha de ouro no atletismo, nos 800m em Los Angeles’1984, Joaquim Cruz vive há mais de três décadas na Califórnia e há sete anos passou a dar treinos em programas para para-atletas no país. “Eu estudei as classes. Aprendi muito observando e convivendo”, conta o treinador de quatro atletas em ação em Londres.

Aos 49 anos, Cruz tem dupla cidadania e não pensa em voltar ao Brasil. Casado, pai de dois filhos, que não quiseram trilhar o caminho do atletismo – foram para o basquete, para desgosto do pai –, ele gerencia à distância o Instituto Joaquim Cruz, que tem como principal objetivo formar atletas para a Olimpíada de 2020. São 30 garotos treinando para provas de fundo, em Brasília, e há um projeto para treinar velocistas e saltadores na Bahia.

Joaquim ficou triste com a campanha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres. Pela primeira vez desde Barcelona’1992, o país ficou sem medalha. “Existe muita diferença entre o trabalho feito no Brasil e nos Estados Unidos, que têm muita tradição no atletismo. Lá, começa na comunidade e na escola é feito todo um trabalho já pensando na universidade. Quando existe um sistema assim, todo mundo participa. Do mais pobre ao rico. No Brasil existem clubes. Eu jamais conseguiria pertencer a um clube, pois meus pais não tinham dinheiro para isso”, conta.

ENCONTRO Joaquim Cruz está em Londres há um mês, pois também participa do corpo de técnicos do time olímpico. Na quarta-feira passada, durante a cerimônia de abertura, pela primeira vez ele se encontrou um velho rival: o britânico Sebastian Coe, superado por ele em Los Angeles e que preside o Comitê Organizador Local (Locog). “Na cerimônia, eu estava saindo antes do fim, pois queria descansar. Na mesma hora, ele estava entrando. Parabenizei pela Olimpíada, pelo trabalho, mas acho que ele não me reconheceu.” (RD)

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