ESQUENTA: Em busca do prestígio perdido

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Em busca do prestígio perdido, a Seleção Brasileira Masculina de Basquete chega à Copa do Mundo, que começa neste sábado, na Espanha, com o objetivo de apagar os vexames recentes e recolocar o país no patamar de cima do basquetebol mundial – lugar que ocupou nas quatro primeiras décadas do campeonato, quando foi bicampeão (1959 e 1963), medalhista de prata (1954 e 1970) e bronze (1967 e 1978). O Brasil está no Grupo A e estreia contra a França, neste sábado, às 13h (de Brasília). Depois enfrenta Irã, Espanha, Sérvia e Egito. Quatro se classificam para as oitavas de final.
Que pese a necessidade de convite para não ficar de fora do Mundial pela primeira vez, o Brasil tem o grupo mais forte dos últimos anos – pelo menos, em melhor fase e mais experiente. O técnico Rubén Magnano contará com os 12 atletas em boa forma e sem problemas de lesão, sendo que 11 estavam na campanha do quinto lugar em Londres’2012. Será a chance de os atletas da NBA voltarem a ter credibilidade com os torcedores, depois de diversos pedidos de dispensa, e a dois anos do Rio’2016. 
O time-base será formado por Marcelinho Huertas (Barcelona), Leandrinho (anunciado ontem no Golden State Warriors), Marquinhos (Flamengo), Nenê (Washington Wizards) e Tiago Splitter (primeiro brasileiro campeão da NBA, com o San Antonio Spurs). No banco de reservas estão atletas como Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), os experientes Marcelinho Machado (Flamengo, Alex (Bauru) e Giovannoni (Brasília), o norte-americano naturalizado Larry Taylor, o bom pivô Rafael Hettsheimeir (Bauru) e o mineiro Raulzinho (Murcia-ESP), de apenas 22 anos, que vai para seu segundo mundial. 
É um grupo experiente (média de 31 anos), e alto (2,01m). “Quando estivemos juntos conseguimos bons resultados, como o quinto lugar em Londres. Por isso, aqui na Espanha, existe uma grande possibilidade de medalha”, afirmou o pivô Anderson Varejão. Os jogadores já estão juntos há 40 dias e fizeram nove amistosos, vencendo seis e perdendo três (um deles para os Estados Unidos).
HISTÓRIA DE OURO
O Brasil tem histórico vitorioso em Mundiais. Além das seis medalhas, a Seleção é a única a disputar todos os 17 Mundiais, ao lado dos Estados Unidos. É a segunda seleção que mais fez jogos (126), também atrás dos norte-americanos (140). Os jogadores brasileiros também escreveram o nome na história: dois atletas foram escolhidos como MVP, Amauri Pasos (1959) e Wlamir Marques (1963). Wlamir é o maior medalhista (2 ouros e 2 pratas) ao lado do iugoslavo Kresimic Cósic. Oscar Schimidt é o maior pontuador (843) e o atleta com mais partidas (35).

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