Brasil manteve-se no patamar de cima, mas próximo passo é ainda mais difícil

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Um importante passo foi dado: depois de quase duas décadas de resultados inexpressivos, o Brasil manteve-se entre as seis melhores seleções do mundo, a exemplo do que fez em Londres’2012, quando terminou na quinta colocação. Sim. Apesar do apagão na acachapante derrota para a Sérvia, por 84 a 56, nesta quarta-feira – que não condiz com o desempenho na boa campanha da Copa do Mundo (6v-2d) –, o Brasil se manteve entre os grandes e isso deve ser comemorado.

Mas agora o desafio é ainda mais difícil. Dois anos é muito pouco tempo para mesclar gerações e chegar com chances reais de medalha no Rio’2016. Renovar algumas peças não é apenas uma necessidade tática e, sim, de competitividade: se mantiver esse time, a Seleção terá média de 33 anos nos Jogos Olímpicos. O time sérvio que venceu nesta quarta, por exemplo,  tem média de 26.

Rubén Magnano dá indícios (e está certo) que manterá a base. Não tem muito o que fazer: o basquete brasileiro ainda está se recuperando do buraco de organização da década passada, com crise interna e rachas, e o NBB e a LNB ainda não têm uma oferta de jogadores que possam mudar a cara da Seleção em apenas dois anos.

O máximo que Magnano vai (e precisa) fazer é renovar em alguns setores. Marcelinho Machado (39 anos) e Guilherme Giovannoni (34) jogaram poucos minutos e parecem muito próximo da aposentadoria. Larry Taylor (33) fez um Mundial, no máximo, razoável. Por outro lado, o armador Raulzinho provou ser realidade. Outro armador, Rafael Luz, o ala Bruno Caboclo e os pivôs Augusto César e Lucas Bebê estão batendo à porta. Resta saber se, com apenas uma competição importante em 2015 (a Copa América), essa mescla vai dar liga (isso, se não se repetir os constantes pedidos de dispensa).

O Brasil voltou a figurar no patamar de cima. Agora, brigar por medalha – com Estados Unidos, Espanha, França, Lituânia, Sérvia e até a Argentina, que já começou esta renovação – é outra história.

E vocês? O que vocês acham que deverá ser feito para o Brasil brigar por medalha no Rio’2016?

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