Brasil cai no grupo da morte do Mundial: Uma análise dos rivais da primeira fase

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Ainda é muito cedo para avaliar se o Brasil vai desempenhar um bom papel no Mundial Masculino de Basquete, até porque nem o técnico Rubén Magnano sabe se contará com força máxima. Mas uma coisa é certa: incluída no campeonato graças à convite da Federação Internacional de Basquete (FIBA), a Seleção Brasileira vai ter de suar a camisa para não repetir na Espanha o fracasso da última Copa América, quando saiu sem vitórias.

O Brasil não teve sorte e caiu no Grupo A, considerado o “grupo da morte”, ao lado da atual vice-campeã olímpica e anfitriã, Espanha, e da campeã europeia, França, adversária da estreia, em 30 de agosto. Completam o Grupo A, que será sediado em Granada, o Irã, a Sérvia e o Egito. (Confira a tabela).

O grande desafio dos brasileiros será se classificar em boa colocação na primeira fase (os quatro melhores avançam, enfrentando os quatro melhores do Grupo B, o da Argentina). Como não é novidade, tanto a seleção espanhola como a francesa contam com nomes importantes no cenário mundial, devem ter suas principais estrelas, e têm tudo para travar um duelo acirrado pela liderança do grupo. No último encontro dos dois, a França levou a melhor vencendo por 75 a 72, na semifinal do Eurobasket. 

E a vida do Brasil não é difícil apenas na primeira fase. Caso se classifique em terceiro ou quarto, atrás de Espanha e França, os brasileiros têm boas chances de encarar, nas oitavas de final, os argentinos, numa reedição das quartas da Olimpíada de Londres, vencida pelos hermanos por 82 a 77. É ou não é de arrepiar?     

Atual campeã, a seleção dos Estados Unidos está no Grupo C, ao lado de Finlândia, Nova Zelândia, Ucrânia, República Dominicana e Turquia. O Dream Team terá caminho aparentemente tranquilo até a final, tendo como principal oponente a Lituânia, que está no Grupo D.

Os adversários:

30/8
FRANÇA

Liderada pelo armador Tony Parker (San Antonio Spurs), a França conquistou o Eurobasket graças às boas atuações de Nicolas Batum (Portland Trail Blazers), Boris Diaw e Nando De Colo (ambos dos Spurs). Em 2012, o Brasil perdeu amistoso para os franceses por 78 a 74 na reta final de preparação para Londres. “Será uma disputa que pode dar força ao Brasil, mas que precisaremos nos preparar, pois será um jogo muito duro. É uma equipe que possui grandes jogadores”, frisou Magnano.

31/8
IRÃ

Os iranianos conquistaram o torneio asiático, desbancando a China e a anfitriã Filipinas. O destaque é o gigante pivô Hamed Haddadi, de 2,18m, com passagens pela NBA e atualmente no basquete chinês.

1º/9
ESPANHA

O pivô Pau Gasol, do Los Angeles Lakers, é o líder da Espanha, que também deve contar com os ótimos jogadores Marc Gasol (Memphis Grizzlies) Rudy Fernández (Real Madrid), José Calderón (Dallas Mavericks) e Juan Carlos Navarro (Barcelona), todos remanescentes do time campeão do Mundial’2006. No último encontro, em Londres’2012, o Brasil venceu por 88 a 82 — em jogo que os espanhóis “tirou o pé” para fugir da Argentina nas quartas de final.

3/9
SÉRVIA

Herdeira da tradição iugoslava, a Sérvia tem como destaque o ala Nemanja Nedovic (Golden State Warriors) e o pivô Nenad Krstic (CSKA Moscou), que ajudaram o time ficar com a última vaga da Europa, derrotando a Itália. Caso o Brasil não consiga surpreender França ou Espanha, o confronto com os sérvios pode ser fundamental para a classificação.


4/9
EGITO

Mais fraco do grupo, o Egito volta ao Mundial depois de 20 anos. No Afrobasket’2013, perdeu todos os jogos da primeira fase e se recuperou na fase final, surpreendendo a Tunísia nas oitavas. Em 2011, vários jogadores abandonaram o time  depois da revolução que derrubou o presidente Hosni Mubarak. Pelas estatísticas, demonstra ter um ataque não muito eficiente. É o jogo para o Brasil sacramentar o acesso à próxima fase.

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