Aos 16 anos e 1,92m, Izabel quer manter família Varejão na Seleção

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Aos 16 anos e com 1,92m que chama a atenção, a pivô Izabel não quer jogar apenas com o sobrenome. E tem se esforçado bastante para isso: foi a líder em estatísticas de rebotes no último Brasileiro Sub-15, em Poços de Caldas, com a excelente média de 12,5 por jogo, vice-campeã com a Seleção Brasileira no Sul-Americano da categoria, no México, e aguarda a convocação para o Mundial Sub-17 do ano que vem.

Izabel sabe que não será fácil dar continuidade à dinastia da família no garrafão da Seleção Brasileira: ela é sobrinha dos irmãos Sandro e Anderson Varejão, que defendem a camisa verde-amarela desde a década de 1990. “O sobrenome Varejão já foi mais difícil para mim. As pessoas falavam que eu conseguia espaço pelo sobrenome só, mas hoje em dia já acostumei e as pessoas estão olhando mais para o meu lado, pelo que estou fazendo. A valorização está começando por mim, não pelo sobrenome”, afirmou a tímida capixaba.
No ano passado, Izabel trocou Vitória por Osasco, onde treina na ACD, um centro de desenvolvimento para atletas de alto rendimento voltado para vôlei e basquete, que já contou com grandes nomes, como as campeãs mundiais e vice olímpicas Magic Paula e Branca. Desde novembro, cresceu cinco centímetros e hoje é a mais alta da categoria, ao lado de uma pivô de Montes Claros. A média da Seleção é de 1,79m.
Izabel começou a jogar há seis anos, por brincadeira, e decidiu dedicar-se pra valer há dois anos. Segundo ela, a decisão foi particular e não por influência dos tios. “A história deles me influenciou até certo ponto, mas eu tomei a decisão sozinha. Eles me estimularam, mas nunca falaram: ‘Você tem que jogar basquete’. Eles sempre disseram para eu fazer o que gosto. Cheguei a fazer outros esportes, mas o biotipo ajuda bastante no basquete. Eles, sempre que podem, conversam comigo, mandam mensagem, estão próximos de mim”, disse.
INFLUÊNCIA
Quando era mais nova, Izabel foi a Cleveland para conhecer a rotina de Anderson, que defende o Cleveland Cavaliers. Aproveitou para bater bola e tietar LeBron James, que à época estava em sua primeira passagem pelo Cavs. Este ano, ela vibrou com a campanha da franquia, que foi finalista, embora Anderson estivesse machucado. “Apesar de ele não estar jogando, é muito legal ver alguém da sua família na NBA, jogando final. É um orgulho nacional, mas também tem aquele orgulho de ser da sua família.”
O sonho de Izabel é representar o Brasil em Olimpíada e jogar na WNBA. O espelho está em casa. “Além de ser da mesma posição, é um estilo de jogo bem legal, diferente. Meu tio é pivô raçudo. Tenho que treinar para chegar lá.”
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/Divulgação

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