Um país desarrumado

Em janeiro do ano passado, o Brasil tomou conhecimento de uma onda de atentados ocorridos no Ceará. Bombas foram jogadas em pontes, viadutos e trilhos, colocando a população em polvorosa. Quase foi derrubado um viaduto em Caucaia, na grande Fortaleza. Em um trecho do metrô da Capital, encontrou-se material explosivo.

Não se deu sequência à divulgação de providências tomadas, mas o que se sabe é que a pandemia do vírus chinês fez o STF colocar nas ruas grande número de criminosos e de assaltantes que cumpriam pena, por conta do medo extremo de que fossem contaminados. Quem foi preso naquelas explosões? Quem foi solto? Eis o mistério.

A indústria da seca é antiga e tem fortalecido dinastias, coronelismo e roubalheira. Nos vários municípios do Nordeste, não interessa à maioria das chamadas lideranças políticas (despreparadas e ladras), buscar solução para a falta d’água. Empresas de carros pipas e de abastecimento são formadas para o enriquecimento de chefes locais.

Quando o ex-presidiário Lula da Silva anunciou obras de transposição do rio São Francisco, muitos imaginaram que era mesmo para valer e exerceram enorme pressão sobre o alcoólatra e ladrão do dinheiro público. O que se desviou de dinheiro público nas obras por ele jamais completadas só encontra paralelo na roubalheira da Petrobras.

O PT passou 16 anos no Poder (até a saída de Michel Temer) e o que se testemunhou foi o esfarelamento do dinheiro aplicado, com o leito do canal sendo ocupado por animais que ali pastavam tranquilamente. Bolsonaro assumiu e em menos de um ano e meio concluiu o que parecia impossível. Sem roubo nem escândalo!

A esquerdalha patética desatou a gritar que Lula da Silva houvera iniciado a obra, o que é verdade, mas esqueceu de lembrar a montanha de recursos financeiros públicos desviados. Esqueceu, também, que mesmo depois de oito anos da saída do criminoso da Presidência, o que até então tinha sido construído estava ruindo por conta do abandono.

O ex-governador cearense Ciro, o Gomes, que gosta de insultar e confrontar todo o mundo, ficou desesperado e aconselhou os governadores do Nordeste a não comparecerem à inauguração, pois seriam vaiados pela população e hostilizados.

O comunista Camilo Santana, atual governador do Ceará, recordou, inclusive, a paternidade da obra e o fato de Ciro, o Gomes, ser ministro da Integração quando tudo foi planejado. Por que não concluíram? Por que foram gastos tantos bilhões?

Agora, parece que os mesmos bandidos que queriam derrubar viadutos e torres de energia se mostram interessados em danificar a obra concluída por Bolsonaro. Já circula pelo país inteiro a informação de que o canal foi sabotado por “forças malignas” insatisfeitas com o resultado produzido: o presidente está sendo venerado na Região.

Ciro, o Gomes, nada tem a ver com a mais recente confusão: circula nas redes sociais uma foto sua, num iate, supostamente ancorado na costa italiana. Não irão acusá-lo de participar de nenhuma atividade ilícita, no caso do rompimento da tubulação, pois o seu álibi é muito forte.

Existe também um vídeo em que um delegado do estado do Ceará fala claramente em sabotagem, dada a semelhança com explosões já acontecidas em outros “protestos” na Capital do Ceará. Certamente, a polícia deve estar investigando e em breve teremos manifestação das autoridades competentes. O país é sério.

O presidente Bolsonaro, no entanto, deve mesmo colocar as barbas de molho. Com tantas ocorrências estranhas, não custa nada tomar banho de sal, reforçar a segurança e evitar circular de forma descuidada entre tantos que lhe desejam mal. Afinal, diz o ditado, seguro morreu de velho.

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