Da síndrome de abstinência ao desespero, mesmo que custe o caos para tirar Bolsonaro da presidência

Eu também quero trabalhar, a economia precisa voltar a funcionar, milhares de pequenas empresas já fecharam as portas e os empregos se derretem.

Apesar de tudo isto, uma intervenção militar significa ruptura da legalidade e interrupção da carta magna na vigilância da democracia. Em síntese, tremenda estupidez.

Remédio amargo demais, fechar o congresso, fechar o STF e depor o presidente, ou você acha que sem a imposição da constituição os militares vão aceitar um capitão no comando dos generais? Nunca!

Será o fechamento geral das instituições, junta militar no comando e convocação de eleições em até 90 dias, já que apenas um impeachment colocaria no poder um General, que também não interessa aos conspiradores.

Essa história não acaba bem. Jogaremos no lixo 30 anos de democracia. 2022 está logo ali.

Tramam contra o presidente sem motivo que embase um pedido de impeachment. Não cometeu nenhum crime.

Tentar governar, mesmo sendo usurpado de parte de seus poderes, mesmo com o congresso lhe tomando a pauta política, mesmo com a mídia contraria a qualquer manifestação por parte do executivo, mostra perseverança e compromisso com o mandato por parte do presidente.

Comparecer a um ato espontâneo da população, manifestar apoio às reivindicações de liberdade, volta ao trabalho, apoio às forças armadas e sem nenhum pedido de fechamento de qualquer instituição, nunca foi e nem será crime.

Eleito democraticamente e tentando governar dentro das promessas de campanha, combate à corrupção, discurso sarcástico e, muitas vezes, tosco, jamais se configurariam crime capaz de instaurar procedimento judicial contra o governante.

Posto isto, resta somente a justificativa de que a maior parte do congresso, judiciário e até dentro do executivo está sofrendo da síndrome de abstinência de cheirar alguns dólares em pacotes verdinhos.

Aí meu amigo, bate o desespero!

6 thoughts to “Da síndrome de abstinência ao desespero, mesmo que custe o caos para tirar Bolsonaro da presidência”

  1. Perfeito comentário. A turma que critica o Roberto Jefferson se esquece que sem ele o “Mensalão” jamais teria sido descoberto. E se denúncia de pilantra não valesse, todas as delações premiadas da Lava Jato teriam que ser anuladas. E, cá entre nós, alguém se surpreende ainda com qualquer maldade vinda de Maia, Gilmar Mendes et caterva? A turminha da “articulação”.

  2. Se cada uma das instituições permanecesse em seu “quadrado” não haveria qualquer ruptura; porém, com um STF ágil no legislar e dar pitacos onde não deve ( nem pode ); com um parlamento ansioso pelo poder a qualquer custo, boicotando e tutelando o executivo, desculpe, mas aí só nos resta as FFAs.

  3. Não existe nenhum complô ou armação para destituir Bolsonaro. Ele é problemático e auto destruitivo. Seu combustível é encontrar inimigos reais ou virtuais para criar polêmicas e despistar as cobranças da opinião pública. Deveria estar mais ligado a problemas do País que essas neuroses.
    Mas, essa tática já não engana mais nínguem. O resultado disso tudo é que cada dia ele fica mais isolado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *