QUESTÃO DE ESCOLHA ENTRE UMA BANANA E UM FOD…SE

      Independentemente de quaisquer variáveis, sejam humanas, sociais ou econômicas a ESCOLHA é pessoal e intransferível.

      Nasci e convivi em comunidades de baixa e média rendas. Algumas vezes trabalhava em um período e estudava em outro.  Frequentei escolas públicas, dependi de bolsas para complementar meus estudos, nunca subornei e jamais aceitei vantagens indevidas.

      A duras penas me formei em engenharia, especializei-me em marketing nos Estados Unidos e abracei o jornalismo profissional.

       “Engoli muitos sapos” durante minha trajetória profissional. Obtive sucesso, gerei e ajudei a gerar muitos empregos, contribui justa ou injustamente com o erário e hoje, aos 64 anos, ainda luto pelo direito de me aposentar.

      Apesar de me considerar bom profissional, sempre ter tido uma carteira de clientes fieis e de primeira linha, devo confessar que errei.

      Acreditei estar certo quando eu e todos os meus consulentes surfávamos nas ondas do desenvolvimento. Mercado brasileiro em forte expansão, grandes aportes financeiros e muitas oportunidades.

     Apesar das advertências de meus gurus e de todas as principais “bentas” mundiais de negócios e economia, como:

     BPubs, Corporate Information,DailyStocks, EconLit, EDGAR Search, Inomics, National Bureau of Economic Research, Virtual Library Labour History, preferi acreditar em nosso comandante, que se mostrava inabalável e enquanto o mundo passava por um “tsunami”, bradava convicto que para o Brasil aquele turbilhão não passaria de uma “marolinha”, surpreendendo líderes mundiais a ponto de ser elogiado pelo maior deles como “o cara”.

      Por minha livre ESCOLHA continuei me equilibrando e aconselhando todos os meus clientes a fazerem o mesmo, afinal índices e projeções mostravam que estávamos no caminho certo.

      Não me ensinaram que todo tsunami começa por uma marolinha e se não houver lastro suficiente (na oceanografia equivale a extensas áreas com grandes profundidades), em pouco tempo leva de roldão águas estáveis a invadir regiões sólidas e distantes do fenômeno.

     Errei e não consegui alertar minha carteira de clientes. 25 anos de cuidadosa construção ruíram em menos de 5.

      Resta-me o consolo de ter sido enganado, como o foram milhões de cidadãos brasileiros, por atos e ações espúrias de toda ordem, que comprometeram a estabilidade e solidez de nossa economia.

      Continuo acreditando que em uma década retomaremos os eixos do desenvolvimento. Pena que, embora me sinta preparado, não tenha mais o ímpeto e a juventude necessários para empreender como protagonista nessa jornada. Incentivo todos vocês, para que se sintam aptos, e abracem esta oportunidade.

      Não corroboro com a “caça às bruxas” e, muito menos, com a subversão da ordem jurídica, mas como cidadão e, novamente, por minha livre ESCOLHA e iniciativa, protesto e levanto minha voz contra todos aqueles que detinham informações essenciais para controle de riscos e as suprimiram, criminosamente, sejam eles operadores de conhecimento pleno ou líderes, que se dividem em mau informados ou incompetentes.

      Perdoem a extensão deste arrazoado e o tenham mais como uma peroração de alguém que busca o alento da justiça para aliviar o peso de uma ESCOLHA mal feita.

      Aproveito para encerrar hipotecando o meu total apoio ao General Heleno: não podemos ficar reféns de um congresso controlado por inimigos da população, que só enxergam os próprios umbigos e miram em interesses corporativistas.

Com perdão da palavra, mas não é questão de banana, está chegando a hora do foda-se mesmo.

2 thoughts to “QUESTÃO DE ESCOLHA ENTRE UMA BANANA E UM FOD…SE”

  1. Apoio irrestritamente suas palavras, que são as minhas também. É hora de acabar com a hipocrisia e a safadeza desse congresso corrupto que sempre trabalhou em favor de seus próprios interesses. Sempre digo que o Brasil não é um país, é um amontoado de advogados de causas próprias e que dane-se o bem estar público. O desabafo do Gal Heleno é mais do que bem vindo, alguém tem que começar a resistência. O maior problema é que a grande mídia, acostumada aos favores governamentais durante décadas, não tem a mínima vontade de alterar o status quo. Os governos de esquerda foram os que mais facilitaram a vida dos grandes meios de comunicação, e consequentemente foram acobertados em todas as suas falcatruas, Porém, a mamata está acabando…

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