A sociedade derrotada

Por Cássio Rizzonuto

Quando não existia a internet, e nos encontrávamos sob total domínio de jornais coniventes, que comiam dinheiro do governo (nossos impostos) e só imprimiam notícias dirigidas, a situação era muito pior! A palavra dos jornalões tornou-se lei. Não havia como levantar, verificar, constatar ou contestar o que publicavam.

Hoje, temos milhões de comentários nas redes sociais que bem ou mal ajudam a entender e clarificar o que de fato acontece. Antes, construíam-se impérios de comunicação que nada diziam e serviam apenas aos próprios interesses. Vejam a Rede Globo e os jornalões. Rios de dinheiro jogados no enriquecimento de conglomerados.

O uso do cachimbo, diz o adágio, faz a boca torta. Apesar de flagrados em malfeitos, e de constantemente desmentidos, os jornalões continuam a postar opiniões como se ainda pontificassem isolados. Persistem nas suas meias verdades, tentando fazer corações e mentes.

No último dia 5 (quinta-feira), a Folha de S. Paulo, em sua primeira página, publicou chamada para matéria assinada por Thaís Arbex e Danielle Brant, cujo título expõe mazela costumeira: “Pacote de Moro passa na Câmara sem suas bandeiras”. Logo no início do texto, a tentativa de manipulação exclui a presença de qualquer dúvida:

“Em derrota para Sergio Moro (Justiça), a Câmara aprovou ontem o texto base do pacote anticrime sem as principais bandeiras do ministro: o excludente de ilicitude, a prisão em segunda instância e o acordo de “plea bargain”.

Vejam bem: o jornal diz que a não aprovação do projeto anticrime de Sérgio Moro é derrota para o ministro. Como se não fosse uma derrota para toda a sociedade. Imposta, justamente, por deputados que foram eleitos para representá-la e agir em defesa do interesse público.

A Folha de S. Paulo deveria, isso sim, mostrar os deputados envolvidos em roubos e falcatruas, os desonestos que detêm mandato parlamentar, que derrotaram o pacote de Sérgio Moro por temerem ser presos. A Câmara está cheia deles. O presidente, Rodrigo Maia, tem o codinome “Botafogo” na planilha da Odebrecht.

Assim, como a não aprovação do pacote anticrime é derrota para Sérgio Moro? Quer dizer que soltar todos aqueles que cometeram assassinatos, desvios do dinheiro público, que roubam e massacram a população nas ruas, é derrota para Sérgio Moro? É coisa pessoal? E a população, que sofre nas mãos dos criminosos comuns todos os dias?

Será que a Folha de S. Paulo recorda a gestão FHC, quando o ministro da Justiça era Renan Calheiros? E que o número de assassinatos era 25% maior do que hoje? Será que os que fazem o jornal sabem que FHC comprou apartamento em Paris por milhões de euros e que não tem como justificar a origem do dinheiro?

Nos governos anteriores todos se locupletaram, principalmente a Rede Globo e jornalões. Nossa sociedade sempre esteve estruturada para manter impunes os aboletados no poder. A população tem de reagir. Porque os maiores derrotados somos todos nós.

2 comentários em “A sociedade derrotada

  1. Os jornais reinaram absolutos por décadas e atualmente lutam pela sobrevivência; a internet democratizou a notícia, despertou o senso crítico e cortou a dependência da população em relação a eles.
    O problema é que grande parte deles se transformou naquilo que era (ou é) conhecido como imprensa marrom, propagadora de notícias deturpadas e/ou falsas com o único intuito de prejudicar pessoas e instituições. Quem é mais velho deve se lembrar de jornais famosos tais como a Tribuna da Imprensa, O Dia, a Luta Democrática, etc; aqui em Belo Horizonte existiu um tablóide chamado O Binômio. A única especialidade desses jornalecos era difamar e derrubar governos.
    Infelizmente, os blogs sujos continuam imperando: 247, DCM, Carta Capital e outros, infernizam a vida de todos aqueles que não comungam os ideais comunistas e petistas.

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