Lições da História por Cássio Rizzonuto

Quando em fevereiro de 1945 o então ditador soviético (1924-53), Josef Stalin (1878-1953), chegou a Yalta para firmar acordo com os aliados a respeito dos rumos pós-Segunda Grande Guerra, as pessoas que o viram pela primeira vez ficaram intrigadas.

Era um homem pequeno (cerca de 1,60m), deficiente do braço esquerdo, coxo da perna esquerda (que arrastava visivelmente), tinha a cara marcada por varíola e feições grosseiras, ostentando vasto bigode bem trabalhado que parecia resumir todo o vigor de sua masculinidade. A única coisa inteira que exibia era o bigode.

Em absoluto poder-se-ia enxergar, naquela figura inexpressiva, o criminoso que matou milhões, traiu todos os amigos, promoveu os maiores genocídios que a história tentou encobrir, devastando populações inteiras e promovendo horrores.

Stalin, tão defendido pelos partidos de esquerda do Brasil, era figura humana extremamente frágil, fisicamente, e a mais perfeita definição de sociopata e psicopata. Mas a raça humana fervilha com tais figuras. Triste da sociedade em que eles assumem posição de mando político e começam a elaborar leis e determinar rumos.

O então primeiro-ministro inglês, Winston Churchill (1874-1965), afirmou que os olhos de Stalin, “pequenos e escuros”, “assemelhavam-se aos de serpente venenosa segundos antes de desferir o bote”. Disse, ainda, que a expressão facial de Stalin “inspirava pavor”.

Churchill, niilista convicto, é autor do axioma famoso que garante ser “a Democracia o pior de todos os regimes, excetuando-se todos os outros”. É preciso demorar um pouco e pensar a frase para que se entenda sua essência (só os mais velhos conseguirão alcançar).

Pois bem: tudo isso vem bem na medida, no instante em que o Brasil apresenta estruturas inteiramente desorganizadas, com suas instituições cheias de candidatos a Stalin: picaretas desinformados expostos de forma desmoralizada pelas redes sociais. Todos se esforçando para se apresentarem seriamente, sem o mínimo de credibilidade.

Na era Stalin não existia a internet. Mas Dias Toffoli, Gilmar Mendes e muitos, muitos outros transmitem a impressão de desconhecerem esse fato. E só não mergulharam o país num beco sem saída, ainda, por conta de manifestações de rua que reúnem milhões de pessoas que bradam contrariamente à bandalheira que se pretende impor.

O que o STF está fazendo não encontra respaldo em nenhuma Constituição, a não ser na que vigia à época do Estado Soviético. Todos os dias somos “brindados” com novidades. Seja mostrando que o presidente da Corte recebe propina (denúncia da revista digital Crusoé), seja apontando que possui os dados financeiros de 600 mil pessoas.

Não é possível que se permita continuar esses candidatos a ditadores forjando regras e levando o Brasil para o buraco. Têm de ser afastados imediatamente. São vermes imundos que só fazem atrapalhar, pois nada de positivo são capazes de produzir. A história está cheia de maus exemplos com relação à tolerância com tais inúteis.

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