Onde quer chegar a imprensa?

Em plena semana da pátria, como se não bastasse ter o abdômen aberto novamente por 5 horas de cirurgia, afastado do governo, enfrentando tramitações de extrema importância no congresso, ainda voltam à carga na grande mídia escondendo realizações e propagando ódio e dúvidas.

Especulam sobre demissões na polícia federal, montam ilhas de produção de imagens em pequenos focos de incêndios na Amazônia, enfrentamentos na câmara e no senado, economia focada no aumento do dólar – muito mais devido a problemas externos que internos – inadequação da literatura infantil, e tome críticas!

Tudo isto para isolar o presidente e fomentar intrigas com os ministros Sérgio Moro, Ricardo Salles, Tarcísio Gomes, Damares Alves – não por acaso os mais populares e eficientes – além de criar dificuldades e desentendimentos nas lideranças do governo, congresso e partidos dentro do legislativo.

Quando se pensa que os aliados, arregimentados apenas pela confiança no trabalho realizado, estariam prontos a defender e exaltar a volta do sentimento patriota, orgulho pelos valores e símbolos nacionais, lá vêm eles de novo com farpas, pedras e dúvidas requentadas com a finalidade de diminuir o impacto da aceitação popular.

É inaceitável que queiram colocar na conta do presidente problemas, dúvidas ou controvérsias do legislativo e do judiciário, quando a principal função do executivo é garantir a governabilidade em estrito cumprimento da constituição.

Extremamente difícil manter essa governabilidade combatendo e lutando pela condenação e prisão de corruptos e corruptores que, ainda hoje, assolam nosso país.

Mais uma vez alerto o presidente para que desenvolva estratégia semelhante aos adversários na sua estrutura de comunicação social.

Não se combatem canhões e blindados com infantaria leve. Ou se equiparam as tropas ou se adotam estratégias de guerrilha com focos específicos.

Sei que o presidente e seus assessores militares conhecem e dominam o assunto e as estratégias da caserna, mas no campo das comunicações estão chafurdando em atoleiros.

Apenas como ilustração chamo a atenção para um tremendo equívoco:

Ao atacar a grande mídia diariamente com denúncias de parcialidade e corte de verbas, o presidente está sufocando e matando as médias e pequenas empresas de comunicação nos estados e municípios brasileiros, uma força estratégica e numerosa para combater o “inimigo”.

O simples ato de adotar a gratuidade para a publicação de balanços das grandes empresas e sociedades de capital aberto – lembre-se que não é dinheiro público –  está causando um estrago estrondoso nos médios e pequenos contingentes, que poderiam ser aliados fervorosos do governo, enquanto nenhum mal fazem às empresas direcionadas.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o governo encontra-se órfão e sem nenhum interesse por adoção. Da mesma forma em diversos estados brasileiros pequenas empresas estão sucumbindo sem a chance de sequer serem ouvidas.

Encerro evocando Nicolau Maquiavel:

“Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela.”

2 comentários em “Onde quer chegar a imprensa?

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