As tentativas de emparedar o presidente da república não dão trégua e uma simples indicação para a PGR se converte em batalha envolvendo milhões de ativistas pró e contra o governo

A gente tenta, trabalha, acredita, mas o destino continua a nos pregar algumas peças.

O presidente da república estuda a indicação para o lugar de Raquel Dodge na procuradoria geral.

Admiradores e interessados de todas as correntes, como em um passe de mágica, infestam milhões de WhatsApp, e-mails, face book, Instagram e twiter pedindo, alguns até exigindo, nomeações de suas preferências.

Para os defensores de Deltan Dallagnol o presidente diz que não foi procurado por ele e até deixa escapar algumas restrições ao procurador da lava jato.

Por outro lado, ao demonstrar simpatia pelo nome do subprocurador Augusto Aras, Bolsonaro é sufocado por mensagens advertindo sobre ligações antigas dele com o PT e seus aliados.

O presidente, “para variar” e gerar mais confusões, recebe o subprocurador Mário Bonsaglia, primeiro colocado na lista tríplice elaborada pelos membros do Ministério Público Federal, mas não recebe os outros dois classificados jogando mais lenha na fogueira. 

Estão cotados os nomes de Mário Bonsaglia – primeiro colocado na lista tríplice, Luiza Frischeisein – segunda colocada, Blal Dalloul – terceiro colocado, Raquel Dodge – atual procuradora e Augusto Aras – atual subprocurador geral.

Prefiro acreditar na lisura da escolha. O presidente, apesar de todas as opiniões contrárias, deve indicar o nome de Aras.

A pergunta que não quer calar é: quando foi que na história de nossa democracia tivemos um patrulhamento tão intenso contra um presidente da república?

Acusam o presidente de não ter descido do palanque, mas deflagram um prematuro processo sucessório para 2022, com claras intenções de jogar o executivo contra o legislativo e paralisar o governo que mal começou.

Como se não bastasse, Bolsonaro continua a ser fustigado nas redes sociais. Postagens, algumas de extremo mau gosto, que chegam a beirar a agressão gratuita inundam a web. 

É preciso manter o foco na busca por justiça sem perder a noção de civilidade. Respeitar escolhas de quem foi eleito legitimamente e tem prerrogativas para isto, independe de gostar ou não, é questão de educação e respeito.

Quando se aproveita para tripudiar e criar embaraços diante de quaisquer decisões do poder executivo, abandonamos a busca por justiça e damos vazão a sentimentos de selvageria e pura vingança, normalmente acompanhados de raiva, mágoas e exageros.

Manifestações podem sofrer infiltrações diversas e transformar um réu em vítima, além de serem fortes instrumentos para conduzir massas de manobra e isto é tudo que as esquerdas querem, na tentativa de obter como troféu um mártir.

O momento é delicado e grave! Diante disto já advertiam nossos avós, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

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