A barbárie continua correndo solta, Brasil afora!

 

Um sistema prisional com capacidade para 420 mil detentos abriga hoje 710 mil e destes, cerca de 280 mil aguardando julgamento. Quadro caótico, que dá margem para o crescimento de facções criminosas, por absoluta ineficiência do poder público.

O mesmo ocorreu com a explosão demográfica nas comunidades carentes das grandes regiões metropolitanas. Poder público ausente significa aumento da marginalidade e proliferação de milícias, na maioria das vezes, comandadas por agentes de segurança corruptos que cobram para  oferecer gás de cozinha, ligações clandestinas de água, luz, TV, internet, serviços postais e o maior dos absurdos, segurança.

Como uma teia tecida cuidadosamente, toda esta corporação criminosa cresce a olhos vistos diante de autoridades atônitas perdidas na burocracia entre união e estados.

Apesar da diminuição nos índices durante os seis primeiros meses do governo Bolsonaro, a violência tende a aumentar em todo este território minado das favelas e dos presídios, devido à guerra sangrenta para demarcação de limites de atuação de gangues e facções.

Este é o modo como operam e a continuar neste ritmo, haja forças de segurança, tropas de choque e exército para conte-los. Estamos enxugando gelo, tentando administrar um sistema falido. É preciso ação emergencial coordenada e com planejamentos de médio e longo prazo.

Aprovada a reforma da previdência entra na pauta a reforma do judiciário e tem que ser também aprovada em tempo recorde.

E pensar que há mais de 40 anos o sociólogo Darcy Ribeiro já advertia: Se os governadores não construirem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios.

One thought to “A barbárie continua correndo solta, Brasil afora!”

  1. Olá Distinto, quando o país era governado pelo PT a compra de uma paçoca e pagamento em cartão corporativo era combustível para uma semana de publicação em jornais e gritaria contra a corrupção, mas agora o voo de helicópteros levando familiares do Presidente da República passa batido e não se balanga os beiços. Pelo jeito corrupção foi mais uma coisa a mudar de nome.

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