50 anos…e ainda tem muita gente vivendo no “mundo da lua”

Há meio século o homem pisava na lua e com os olhos grudados na TV, imagem em preto e branco e cheia de chuviscos, me encantava com aquele feito extraordinário.

Embora adolescente, concordava com a grande mudança na história da humanidade e admirava os super cientistas da NASA.

Todos os estudantes daquela época acompanhavam e aprendiam sobre as missões espaciais, sem se descuidar de nossa história e de nossos problemas. Em fila nos dirigíamos às salas de aulas, entoávamos os hinos nacionais, à bandeira e da independência e quem não soubesse de cor poderia consultar as letras impressas na última capa de nossos cadernos.

Disciplinas obrigatórias, como Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Educação Moral e Cívica, nos ensinavam os valores dos símbolos representativos da nação, estimulavam o patriotismo, valorizavam nossos heróis e todos os responsáveis pela nossa história, mostravam como era feita a administração do país, a divisão e composição dos poderes e as atribuições de cada um deles.

Em 1984, o Brasil devia aos governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu PIB (Produto Interno Bruto). Os pagamentos da dívida só foram regularizados em 1994, após um acordo com os credores para reduzir o montante devido e os juros.

O resultado prático foi que em 1964 o Brasil era o 45º PIB do mundo e, 21 anos depois, pulou para a 10ª posição.

A frase “O Brasil vai bem, mas o povo vai mal”, do presidente Emílio Garrastazu Médici, foi dita quando o PIB atingia estrondosos 14% ao ano (duas Chinas de hoje) em plena campanha das grandes obras, mas o país se corroía em meio a aumento da desigualdade social e pobreza.

Vieram ponte Rio-Niterói, usinas de Itaipú, Tucuruí, Balbina, Angra 1, 2 e 3, criação dos polos petroquímicos, o Pró-Álcool, Embratel, projeto de minério de ferro de Carajás, metrôs, 45 mil quilômetros de estradas asfaltadas e também projetos mal sucedidos como ferrovia do aço, transamazônica, perimetral norte e celulose do Jari, entre outros.

Hoje, 25 anos após o acordo de 1994 e a entrada em vigor do plano real, amargamos uma dívida de 4 trilhões de reais (58% do PIB), proporcional à daquela época, mas o crescimento do nosso PIB mal chega a 1% ao ano.

Vale lembrar que a intolerância se acentuou nos últimos 25 anos, não por acaso, durante governos socialistas. Criaram o nós contra eles e dividiram a nação.

A economia desabou após políticas desastradas do presidente Lula, que em plena crise mundial garantia aos investidores e empresários brasileiros tratar-se de uma marolinha” e da presidentA Dilma, incapaz de conter a gastança e a corrupção generalizada.

Pensava ser absurdo haver pessoas que ainda não acreditam na ida do homem à lua, mas hoje, vejo que ignorância maior é a de milhões de brasileiros propagando a inocência de presos e condenados por nossa dívida astronômica.

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